segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Diálogo

foge viado, ou vais acabar assado. Foges viado? Ricardão
─Oi ─uma voz masculina evade o espaço dos pensamentos de uma garota que estava lendo.
─Conheço você? ─Ela parece tentar lembrar dele.
─Fernando, estudo com você. ─Ele fica sério para ver se ela se lembra.
─Não, não lembro de você.
─Geralmente eu sento do seu lado. ─Ele senta do lado dela. Na mesa da biblioteca. No primeiro andar.
Ela tenta lembrar quem é ele.
─Não, ainda nao faço idéia de quem seja você.
─Ontem você tava de saia amarela.
─Você tá de brincadeira comigo, não é? Se você fosse meu colega de qualquer sala eu lembraria de você. Ou pelo menos da sua cara. Agora, com licença. ─Ela retorna a leitura.
Ele abaixa o livro dela.
─Então quer me conhecer?
─Um cara chega pelo lado sem ele perceber.
─Meu bem, não achei o livro que você queria. ─Ele olha pro lado. ─Quem é ele?
─Ele diz que é da mesma sala que eu.
─Impossível, eu fico na mesma sala que você todos os dias enunca o vi mais gordo.
─Ainda há pouco ele perguntou se eu queria conhecê-lo.
─AH é? ─Ele olha para Fernando. ─ Vaza, amigo, se não quiser levar uma surra aqui mesmo.
─Nem pense nisso. Você já foi suspenso uma vez. E eu não vou deixar acontecer de novo.
─Tá bom. Você acaba com ele desta vez. ─Ele a beija carinhosamente.
O tal Fernando sai de fininho, sem eles perceberem.


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Moral da história:
Violência só gera violência.

É melhor fugir antes, e ficar inteiro, do que ficar algum tempo no hospital público.
Principalmente se este hospital é o HGE.

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