quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Diário ─ capítulo 18

Parte 01 ─ de manhã no dia 08/09/2010



Bom dia, Ramos. Hoje eu acordei muito cedo sem necessidade. E como isto aconteceu eu pensei, e pensei. E depois pensei mais um pouco, e então sai da cama e resolvi fazer o café da manhã e escrever em você.

O meu tema que pensei para hoje foi minha (des)fascinação pelo universo masculino. Poderia ficar aqui e contar uma história sem pé e nem cabeça para ilustrar a minha esxperiência no universo masculino. Mas hoje não e não contigo. Eu prometi que sempre vou falar a verdade para você independente do que eu diga.

Minha experiência não foi das melhores e nem ads piores. Foi simplesmente o que foi. Nem sei por onde começar. Tá bom, vou começar pelos 15 anos que é de quando eu me lembro.

Há muito tempo, eu fiz algo um pouco diferente para alguém da minha idade: eu pensei no meu futuro. Queria ser diferente do meu pai, o que consegui a um custo um tanto elevado, e queria não ter filhos que fossem iguais a mim. Solução: não ter filhos e não ter vida sexual. Isto não era o objetivo principal da minha vida. Passei em exílio doméstico em torno de 5 anos sem sair e sem fazer coisas que os jovens de 12 já fazem desde que nascem (não sei o que é, mas serviu para ilustrar). Passei este tempo meditando no que eu queria para minha vida. Achei a resposta num daqueles outdoors de meio de pista. Uma imagem. Por acaso uma imagem masculina escolhida para publicidade da marca HIS. O homem da foto era tudo que eu precisava em alguns aspectos e a solução para outros. Resumindo: se ter filhos era um problema a solução era simplesmente não manter contato físico que cause filhos. Risco 0. Em outras palavras fiz algumas coisas que no final deram certo para mim e me tornaram uma pessoa assexuada. Translating by google: Confundindo minha cabeça me fazendo acreditar que eu gostava de homem. Um processo muito complicado de se explicar e que funcionou para mim. Os outros aspectos nos quais isto funcionou foram nos quesitos paternidade e afinidade masculina. Meu pai vive em casa, entretanto eu converso muito mais com minha mãe sem dizer uma única palavra do que com o meu pai durante um ano inteiro.

Então por causa disto me mantenho virgem até os dias atuais (não exatamente hoje, por que eu me conheço bem e conheço melhor ainda minha natureza humana) e ainda estou confuso quanto à minha sexualidade. Acreditei que seria muito difícil falar sobre isto mesmo depois de ter ensaiado numa postagem para o meu blog. Não publiquei e apaguei o rascunho.

Me sinto mais leve. Mas ainda não terminei.

O ponto aonde eu quero chegar é o seguinte.Eu fiz isto por que me sentia incapaz de seguir adiante. Na época que comecei este plano eu tinha programado para o dia do meu aniersário o meu suicídio. E a partir deste dia que eu resolvi mudar complemente minha personalidade. Não foi fácil. Desistir do suicídio também não foi fácil. Mas eu pensei nas possibilidades, em cada uma delas e vi uma solução para o meu problema. Não precisei da religião. Precisei sim de largar a religião e retornar à minha natureza autodestrutiva para fazer o que fiz.

Não me orgulho de ter tentado. Mas as situçõeseram totalmente favoráveis ao que quisesse fazer. Não tinha amigos do tipo melhores amigos, ficava preso em casa o dia todo, a não ser quando ia à escola. No dia deste aniversário eu passei o dia sozinho. Já tinha tudo planejado. Tinha o dia certo, a arma certa, o momento certo... Tinha atéa data do aniversário da minha morte em mente. Os 15 anos. Debutante na morte e debutante de morte. Nunca tive festa de aniversário. E poderia ter feito um monte de bobagens que ei considerei como predisposições futuras.

Comecei a me especializar em coisas que não eram mais da minha alçada. Passei a procurar coisas equidistantes da minha vida e substituir os objetos defeituosos da minha vida, como o meu pai. Passei a ter maior afinidade com coisas que nunca me fizeram sentir nada. E tive uma paixão platônica para me ajudar a me manter vivo por algum tempo.

Resultado? Esou eu aqui escrevendo em ti sobre todas as coisas que faço e que quero lembrar mas estou perdendo na memória. Já não tenho mais a pretensão do futuro, já sei o que está lá. Quero meu passado de volta. Quero o passado que eu perdi na memória. E você está me ajudando a recuperar uma parte. Mas há uma outra que não está mais comigo desde antes destas memórias.

Sobre a história de como eu mantive a virgindade ou como consegui sair do desejo de suicídio está aí. Espero ter esclarecido algumas coisas. Isto não é ais meu segredo. Agora pertence à você.

Parte 02 ─ ainda pela manhã

Já que fiz uma grande revelação. gostaria de pedir umas linhas me branco pelo meu ato corajoso de revelar-lhe isto.

Rafael,
Eu sei que você sequer pensa em mim, mas eu gostaria tanto de poder lhe dizer o quanto eu osto de você. Quanto quero te tocar. Sei que isto não é amor, é apenas obsessão. Mas, mesmo assim, desjo te tocar como se pudesse tocar ao infinito. E sei que não faria nenhuma diferença, por que eu já te toquei e nada senti.

Gostaria que você sentisse algo por mim como ainda acho que sinto por você. Cara, eu te adoro. Daria a minha virgindade pra você sem pestanejar. E sem perder a dignidade. Me ajoelharia a seus pés(se estivesse na sua frente) para fazer o que me mandasse. Seria seu escravo se me pedisse. Nada tenho a perder. Nada tenho a ganhar com isto. Mas não importa. Não para mim. Não mais. Não agora.

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