quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Diário ─ capítulo 26

Parte 01 ─ Manhã do dia 16/09/2010


Bom dia, Sr Ramos.

Agora eu vou falar um pouco sobre o que não queria falar ontem. Rejeição.
Nunca rejeitei ninguém. Gosto muito mais de ter uma companhia não quista do lado do que ficar parado sozinho sem ter com quem conversar. Ah... se eu tivesse um irmão gêmeo como uma colega e um ex-vizinho. Talvez eu fosse um pouco menos carente.

Acho que não é nem carência. Mas solidão não é. Gostaria tanto de fazer determinadas coisas que só amigos fazem. Na verdade, não gostaria não. Ainda assim, amigos. Não gosto de chamar ninguém de amigo. Isto me lembra um fato que aconteceu dentro do ônibus. Um cara com uma camisa social sem as mangas. Branco, provavelmente ecologista de faculdade (o que me dá muitas opções de escolha quanto ao presente dele). Simplesmente me chama de amigo e pergunta as horas.

Tudo bem que seja mania. Mas por que amigo? Gosto de usar os apelidos carinhosos: Coisinho e coisinha (crianças), bixinho e bixinha (para gente mais ou menos da minha idade) e tio para algumas pessoas mais próximas acima da minha idade. Nada contra um apelidao para um estranho. Até mesmo por que nunca uso nomes em conversas, sejam elas quais forem. Posso conversar horas com as pessoas e ninguém percebe que ninguém sabe o nome de ninguém.

parte 02 ─ de noite


Boa noite senhor Ramos. Agora eu não estou muito bem. Hoje de tarde tive a apresentação da fotonovela. Foi bem engraçado. Em todos os termos. Teve algumas fotos que não gostei outras que adorei. E teve outrasa apresentações ainda mais simples que a nossa (minha e da equipe).

Adorei pagar mico. Isto me lembra a época que eu fazia um curso de informática intermediária. Eu tinha uma colega que foi minha colega anteriormente (e bota anteriormente nisso). E nós,quando saíamos da aula para ir pra casa íamos passear. Era divertido. Aí comecei a gostar de pagar mico. É mais divertido quando a gente paga mico em grupo. 3 pagando mico é melhor do apenas 1. Faz se sentir parte de alguma coisa. E como esta alguma coisa é algo interessante não apenas para um como para todos.

Não, eu não vou dizer o nome desta colega. Mas se ela estiver lendo agora meu diário. Sinto falta. Gostaria de repetir. E se ainda se lembra de como era aquela época. Lembra do meu lado bom. Do meu eu quase normal.

Ela tem uma irmãzinha pequena. Se estiver lendo ela saberá que é dela que estou falando. Não há no mundo duas pessoas iguais que façam a mesma exata coisa em momentos diferentes da vida. Acho meio improvével de acontecer.

Continuando. Eu tava falando de mico. Mico é um animal da classe dos primatas, que por acaso é da nossa mesma classe, considerado inferior devido ao seu baixo conhecimento vocabulacional humano e capacidade reduzida de pensar, imaginar e outros atos particulares dos humanos. Seu nome é usado para determinar momentos de graça contínua ou instantânea na qual uma pessoa está agindo e ou vestido como um macaco. Ou simplesmente fazendo macacada (palhaçada).

A epistemologia da palavra não é uma coisa muito legal de se fazer. Mas a palavra quer dizer alguma coisa. Não o seu significado.

Continuando a falar de mico. Será que eu ofereço a professora assim a idéia de um mico coletivo com toda a sala. Seria divertido e seria interdisciplinar. Divertido por causa do tamanho do mico. Mico é coisa séria. Lembrei de uma coisa sobre mico. Uma tragédia com o pobre mico. Mais tarde eu conto, se lembrar. voltando ao mico. Tipo assim. Uma dança ou musical. Em que uns serão os dançarinos e dançarinas, outros os astros principais e finalmente o musical seria uma peça baseada em alguma coisa conhecida. Que tal Shrek? Adoro Shrek, assim como o Kunf fu panda. Queria ser o Po. Ele é legal. Eles são legais. Enfim. Eu não posso ser o Po. Tenho que ser eu.

Voltando ao musical. Seria algo do tipo: O retorno de Fiona. Ou talvez: Shrek e os sete fantasmas. É uma mistura de Shrek, Branca de neve e os caça fantasmas. Seria quase um especial de natal. Com direito a narração e vídeo para repagação posterior.

Não, não vou fazer isto com meus colegas. Gosto de me mostrar. Mesmo querendo o oposto. Talvez uma coisa mais leve. Uma peça teatral baseada em algo interessante para todos. Uma peça criada e dirigida pela turma toda. Onde todos serão astros e ao mesmo tempo espectadores. Um enorme trabalho em equipe que integra arte, texto não verbal, verbalizações, e os nossos interesses particulares. Até vejo a votação. Qual será o nome da peça? "Caçadores de pontos flutuantes" ou "Matrizes assassinas, o contra-ataque". Talvez até: "Comando Newton, o confronto final.". Gostei mais do último. Ficou um pouco de Star Wars com matemática. E vai faze com que vinguem todos os estudantes que odeiam física e que desejaram que fosse uma jaca ou uma melância em lugar da maça. Aí poderiam colocar vários homens (Ui!) vestidos de soldado. Eu seria o menor que entra em todos os cantos para abrir as portas e colocar as bombas.

Seria muito divertido. Seria pagação de mico.

Agoraa parte triste. (oooohhh!) O mico na tragédia. Não na grega. Uma Colega minha me falou que viu alguns micos brigando meio da pista. Chato né? Aí o grupo foi embora e ficou um mico solitário. (pagar mico sozinho não é legal, brincadeira.) Aí ele foi atropelado. Tadinho do mico. Ela não soube dizer o que aconteceu depois.

Istome faz lebrar que as pessoas tem uma afetuosidade maior pelos animais do que pelos seres humanos. Havia pensado nisso milhares. O que aliás é só que eu faço desdo os 15 años. As pessoas tem melhor os cães do que os filhos. Criam cuidam, dão comida para os cães. E os filhos? Alguns muitos nem tem. Outros mesmo tendo cuidam melhor dos animais.

E isto me leva a outro ponto. Quantos de vocês leram "Vidas secas" de Graciliano Ramos. Lá vocês podem ter uma boa base do que acabei de falar.

Não é só reflexão. É fato. E o fato é sempre uma parte da realidade.

Afinal por que as pessoas não dizem logo: Não façam filhos. Adotem um animal.

Seria melhor do as pessoas falarem em aborto ou controle de natalidade. Mas isto é um ponto para uma conversa posterior de talvez nunca. Nunca vou falar de filhos aqui com você. Ou melhor, não vou falar disto tão cedo.

Primeiro ponto: Eu sou virgem. Virgens não tem necessidade de filhos.
Segundo ponto: Sou virgem convicto (até poder dizer o contrário, o que não está longe de acontecer. Afinal tenho vinte años e posso não resistir.).
Terceiro ponto: Não há terceiro ponto.

Enfim, só queria ilustrar o quanto eu não vou abordar o assunto.

E depois, não vou engravidar. (Por onde sairia?). Então não posso falar nada sobre o assunto. Obrigado. Fim da reunião.

Adoro você. Pardon. Je ne parles pas portuguese ici. J'adore Vous. J'aime vous. A bientôt.

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