terça-feira, 28 de setembro de 2010

diário2 ─ capítulo 07

Parte 01 ─ tarde do dia 28/09/10


Bon soir, monsieur Ramos. Comme ça va? Aujoud'hui, je ça va comme ci comme ça. Pour quoi? Eu estou de camisa branca e bermuda cinza, com cueca braca e all star básico. Isto não é algum indicativo?

Senor Ramos, hoje meu humor está um pouco abaixo do normal. Tá bom, estou de tpm. Na verdade TPR. Eu vi quando cheguei no Paf I, mas fingi que não vi. Não converso mais com ele, nunca conversei com ele. Ah! monsieur, como seria bom um reconhecimento de modo diferente. Um olhar diferente para mim seria tudo. Infelizmenete não se pode ter tudo que se quer. Santo de casa não faz milagre, esmola demais o santo desconfia, diga com quem andas e te digo quem tu és. Estas coisas.

Tava pensando. Não faço mais nada na vida. Por que será que o meu marketing funciona exatamente do jeito que queria? Quanto mais eu passeio por aí com uma mochila batendo na bunda escrito o link do meu blog, menos gente entra nele. Não sei senhor Ramos, mas acho que é isso mesmo. Deveria estar fazendo psicologia e não CeT. Dr Marinaldo favor comparecer ao consultório 12. Doutor Marinaldo, o paciente da sala 5 exige sua presença.

Adoro psicologia. Adoro reagir com amente das pessoas do jeito como reajo com a minha vida. O meu processo atual etá se tornando mais efetivo. Consigo controlar meu apetite sexual sem esforço. Ainda sou virgem. Esta fera aqui é minha e ninguém tasca. Consigo dominar meu organismo sem esforço. Minha mente já vai na direção que eu quero. Consigo lembrar de coisas que deveria lembrar na hora em que devo lembrar e, acima de tudo, consigo ignorar coisas que meu corpo exigia e eu não conseguia ignorar. Em breve estarei pronto para os meus objetivos beta.

Senhor Ramos, já não sinto falta das coisas que sentia falta. Não sinto falta de uma infância que nunca tive, não sinto mais falta de gente que nunca conheci. Ainda me arrependo de ter nascido e crescido. Ainda me arrependo de não ter tido raiva o suficiente para me tornar um delinquente juvenil. Ainda não tenho coragem e não consigo beber. Odeio futebol, não há coisa mais estressante e sem graça. Já me sinto bonito de certa forma. Só não consigo desejar mulher do mesmo jeito que desejo os homens brancos, jovens e com pinta de playboy.

Ainda preciso ser amado. ainda preciso conhecer a vida militar pessoalmente. Já não sinto vergonha em mostar que desprezo totalmente a vida humana na terra. Consigo me considerar uma ótima pessoa. Ainda penso coisas que não gostaria. Penso coisas que não deveria o tempo todo, tal como Rafael pelado na minha frente. Ainda sinto uma profunda tristeza quando penso em determinados aspectos da minha vida que poderiam ser diferentes, tal como o meu fascínio por homens bonitos.

Quero exterminar definitivamente o Mag e o Marinaldo em mim. Quero terminar com a minha personalidade ainda vigente e formar outra mais forte e mais ativa. Quero destruir o mundo e reconstruir eu mesmo. Quero destruir a igreja católica por dentro como meu projeto inicial, porém quero levar junto a igreja evangélica e todas as religiões derivadas da bíblia e da bíblia cristã.

Nada do que não deva me orgulhar. Sõ coisas que qualquer pessoa de certa forma pensa em algum momento da vida.

De resto, senhor Ramos, não há nada que não seja interessante esquecer antes de falar.

Ou seja, eu venderia minha alma por determinadas coisas (realmente determinadas), venderia as minhas coisas para ter determinadas regalias, e venderia o meu corpo para ter todo o resto. Assim, simples como eu.

Gostaria de que o Rafael de que tanto falo lesse tudo o que está aqui desde o começo. Talvez ele entendesse minha razão de ser tão... eu.

J'ador vous, monsieur Ramos. Bis Bald.

parte 02 ─ de noite


Boa noite, senhor Ramos. Tinha algo interessante pra falar, só não lembroo que era. Ah, senhor Ramos, eu adoro minha universidade. Adoraria fazer mais coisas lá.
Lembrei. Hoje eu tava no banheiro do 7° andar da politécnica. Advinha o que vi... Eu vi uma outra pessoa no meu lugar. Na verdade era eu vestido de branco e cinza com relógio no pulso. Mas ainda assim era outra pessoa. Não me reonheci.

Pela tarde, alguém me reconheceu. Eu nem sabia quem era o cara. Ou o cara achava que era eu um dos colegas dele. Se fosse um dos meus colegas eu reconheceria. Ele me viu e quase me comprimentou, mas eu não o reconheci o não sabia quem era.

O cara olhou para a minha cara, mas não disse nada. Ou seja, ele não sabia quem era eu. Deixei ele no ar. Ainda conversando com os colegas dele. Rostos podem não ser muito familiares para mim. Porém eu lembro com quem eu converso. Se não o nome, lembro o rosto, ou os movimentos. Será que o meu doppelganger está pela UFBa? Quero conhecê-lo.

Já vou. Tenho que jogar antes de dormir. Bis Bald.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Selecione outra página.
=>

Viaje pelas tags do blog: