segunda-feira, 11 de outubro de 2010

diário2 ─ capítulo 20

Oi, senhor Ramos. Hoje vou escrever como se não fosse eu que estivesse escrevendo.
Começando.

Guten Tag, herr Ramos.
Hoye mucho me gustaría hablar sobre algunos temas que yo tiengo mucha habilidad en hablar. Pero, no tiengo intento en hablarlos. No acá. Hablarei sobre temas comúns. Mejor hablar en portugues, no és?

Senhor Ramos, o senhor sabe como eu tenho passado nos últimos tempos, não sabe? Sabe o quanto eu gosto de determinadas pessoas e o quanto adoraria gostar de outras. Infelizmente não quero falar como se estivesse tendo um desabafo. Não hoje. Não serei eu por algum tempo até poder voltar a mim. Só pra constar. Senhor Ramos, eu tenho muito apreço por ti. Tenho pretensões extraordinárias um tanto nocivas à convivência com outras personalidades opositivas ou contrapositivas à mim. Entretanto tenho facilidade em tratar sobre temas dos quais nenhuma alma raciocinante pelas lógicas sociais debatem de modo tão aberto como tenho falado ao senhor.

Tento não me expressar de modo sentimental ao extremo, procuro, neste momento, estar alerta aos meus erros. Meus prognósticos de uma vida feliz não estão nem perto da iniciação quista há tanto tempo. Pretendia ser feliz com alguém. E pretendia conhecer este alguém. Acredito, prontamente acordado por qualquer alma prestativa que tenha passado pelo meu diário das últimas às minhas versões iniciais, que não tenho tido muita sorte no amor. Não obstante à isto, quem me conhece fora do meu diário sabe que também não tenho tido sorte no jogo, somente tive sorte na vida. Tudo o que pretendi e de certo modo quiz, eu consegui.

Há muito tempo tenho desenvolvido uma espécie de sexto sentido que me dá acesso à coisas inerentes ao ser humano, como o seu futuro e reações relacionadas. Tenho prestado muita atenção em como os seres vivos do mesmo sexo se comportam e, com este estudo, tenho começado uma longa jornada em busca de auto afirmação proposta a partir de eventos externos às minhas orientações sexuais e vitalícias. Acredito que o senhor não esteja entendendo uma única frase. Ou está entendendo e não se importa em discutir sobre o que falo como se não houvesse importância em discutir. Será que o senhor pretende apenas me ouvir eternamente?

Independente de sua resposta, seja ela positiva ou não, como o senhor pretende corresponder aos meus desejos anacrônicos de jovem em crise? E como o senhor pretende resolver determinados problemas propostos ou indicados por mim neste diário. Minhas decisões atualmente independem das suas respostas, ou melhor, da falta delas.

Não obstante à falta de suas respostas, tenho uma ampla consideração familiar pelo senhor, senhor Ramos.

Auf viedersehen. Nein. Bis Bald.

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