sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Diário2 ─ capítuo 23

Senhor Ramos, eu dormi e acordei com o profundo desjo de dizer uma coisa para aquele que não deve ser chamado. Mas não quero dizer. E com profunda vontade de me controlar vou dar algumas linhas em branco de respeito à todas as pessoas que conseguiram o que se propuseram a fazer.

Rafael olhos cinzentos, sinto uma profunda vontade de te fazer feliz. Mas sei que você nunca vai me querer. Vou fazer um questionário com você. Não somente com você. Você será o primeiro a com quem vou realizar minha entrevista. Isto se deve ao fato de que você é o homem que mais mexe comigo. Eu te amo. Mesmo sabendo que isto é apenas uma obsessão. E eu te desejo desde o diaem que eu te conheci. Rafael olhos cinzentos, você mexe muito comigo. Não consigo deixar de pensar em você nenhum só dia. Até nos sonhos eu tevejo como te vejo todos os dias. Entretanto, nos sonhos a gente está junto, eu e você, você e sua namorada. Você me ama disfarçadamente. E me procura quando precisa de mim.
Infelizmente sonhos são sonhos e não pedaços de realidade. Adoraria que fosse verdade. Te amo, e te quero. Você é o homem da minha vida. A pessoa que procurava sem estar buscando nada. Chega por hoje. Não posso mais me iludir pensando que um dia você virá à mim e me dirá que me quer... na cama ou do seu lado. Você nunca vai me querer deste jeito. Estou continuando a me iludir mesmo não fazendo. Quero te ver uma última vez. E quero que saiba que não estou brincando. E por não estar brincando que não me aproximo de você. Não quero que você perceba o que sinto por você. Mesmo que diga com toda sinceridade num questionário falso que me dirá o que você realmente quer de mim e por que eu estou tão fascinado por você.


Acho que já basta de linhas em branco. Mas acho que todas as pessoas que fizeram algo que se propuseram a fazer e estão felizes por que conseguiram vão se sentir homenageadas por estas linhas em branco. Gostaria que as pessoas pusessem que elas conseguiram. Assim quem viesse ver o que se passa no meu dia de hoje poderia saber pelo menos à quem eu estou homenageando hoje.

Senhor Ramos, hoje é um dia de certa forma especial. Não sei por que, masa logo vou saber. Quando Mag me diz que o dia será especial, ou que alguma coisa está de algum jeito diferente ou igual é provável que realmente esteja. Eu confio nele. Ele é minha intuição.

Acho que por agora é só. You are my dad, mister Ramos, I like when you hear me. I promiss no more to repeat that. And i'll make it. See toy later.


parte 02 ─ de noite do dia 15/10/2010


Senhor Ramos, eu cansei.
Cansei de ser rejeitado. Cansei de ser quem eu sou. Fui eu por muito tempo. Chega. Agora Mag morre de vez. E com ele Marinaldo. Não importa o que façam, Marinaldo já morreu faz tempo. Muito, muito tempo.

Queria ser amado como eu mereço ser. Agora acho que nem isso. Já se foi o tempo que tinha que descobrir o amor pelos gestos de outra pessoa. Quero mais da minha vida? Não quero. Se alma ainda tivesse eu a venderia não importa o motivo. Minha alma está em pedaços neste momento. Lembro do fato que não deveria ter duvidado antes e ainda assim duvidei. Não vou falar, senhor Ramos, não importa. Não importa mias, já era. Independente da roupa que toque e cubra meu corpo estarei vestindo preto dos pés à cabeça. Como que lamentando a morte de um grande amr da minha vida.

Sinto falta da morte. Pobre carta que me dizia o que viria depois. Me dizia o que deveria ter visto com meus olhos e minha intuição. Poderia falar horas e mais horas aqui pra despejar todo o meu amor e todo o sangue jorrado do meu corpo em lágrimas. Em prantos.

Posso dizer à todos que ainda amo alguém que nunca retribuirá do mesmo modo o amor que tenho. Sei o que faço. E faço por que quero fazer. A morte está no meu destino. Agora, durante o sono, durante um acidente, não importa mais. Chega. Já morri. Meu corpo já não sente mais as dores normais que deveria. Perdi todo o meu quando meu coração se partiu em milhões de pedaços. Coração? Ele não guarda sentimento algum, assim como meu corpo já não me guarda. Já era. Não fui amado do jeito que deveria. Não preciso amar mais ninguém. Posso viver autosuficiente pro resto da vida. Mesmo fadado à um amor futuro. Não quero ter mais isto que se chama amor.

Estou em lágrimas agora. E com estas lágrimas escrevo meu destino. Selo com o secar de minhas glândulas lacrimais a caixa que gurda meu coração. Não terei filhos e não serei de todo infeliz. Alguma coisa merece minha atenção exatamente como achei que a pessoa que amo merecia.

Lamento agora por quem será usado. Eu... eu já fui usado, e nunca amado, não do jeito que quis amar e amei.

Digo adeus a Mag neste exato momento. Ele deixa de existir definitivamente deixando em seu lugar um homem sofrido que está próximo da morte: Alberto Rangel. Este responderá por Mag e por Marinaldo em lugar do meu eu que morreu em vão amando.

Jogo ludicamente uma pá de terra em minhas lembranças que não foram tão boas assim. Em minutos estarei excluindo meus perfis relacionados somente a este. E depois estarei refazendo coisas relacionadas. Tenho que me desfazer de 15 anos de parceria e mais 5 de união.

Senhor Ramos, estou melhor. Mas, independente da roupa que estiver, estarei usando um sobretudo preto com capuz. Tipo a morte nos filmes. Não mostro mais o rosto e nem parte alguma do meu corpo.

Chega por hoje. Quando tiver novidades do plano b que já está em ação há um temão, eu digo alguma coisa.

I like you. I love you. Make me hit my sorrows and make me happy or finish me to no more sorrowness. You're my dad of hearth. A bientôt.

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