segunda-feira, 25 de outubro de 2010

diário3 ─ capítulo 05

Oi. Hoje eu acordei muito cedo. E fui dormir muito tarde ontem, quer dizer, hoje. Senhor Ramos, sinto falta de alguma coisa que não sei se tive. Quero sair da minha jaula, virar a onça que aguarda a liberdade. A onça. Mas e se eu pudesse ser quem eu realmente quero?

Na verdade,se eu fosse quem eu realmente quero ser, o mundo estaria fudido. Por que eu não me importaria nenhum pouco de ser vil e maligno. Mas me importaria e muito de manter alguém do tipo específico, que não vou dizer qual é, em posições inferiores e humilhantes. Tenho um pouco de ambição em fazer do mundo meu parque de demonstrações. Já até me imaginei controlando os elementos como em o Avatar, a lenda de Aang. Assim não seria mais difícil deixar de ser humano, como havia desejado tanto.

Gostaria de que o mundo fosse mais doce e mais fácil. E que as pessoas fossem mais gentis. E gostaria que não fosse tão complicado ser quem se é de verdade. Há coisas que devem ser guardadas com a pessoa. Isto é um desabafo: Há segredos que não devem ser guardados e verdades que não podem se ditas. Se estas regras forem quebradas de cara, já eram os relacionamentos e amizades. Não me importo em quebrar estas regras. Desde que seja necessário. Ou preciso.

Haviam coisas que eu não gostava de fazer e fiz. Muitas coisas que poderia não ter feito, simplesmente. Mas tive que fazer. E há coisas que não vou querer fazer, mas ainda assim vou ter que fazer. Meu futuro não está mais em minhas mãos. Ou eu refaço meu destino ou o deixo voar.

Senhor Alberto prefere que eu mexa no meu futuro, ele é da mesma idade que eu, mas ele sabe bem mais, mesmo sendo exatamente como eu. Ele é muito sábio. Se o perguntar sobre uma coisa, automaticamente ele retorna uma recíproca para tentar entender meu problema. E depois me conselhos de acordo com o que pode me ajudar neste problema. Foi o caso de alguns dias atrás, quando fiz uma pesquisa só de curiosidade. Ninguém entendeu, mas senhor Alberto conhecia exatamente minhas opções e me incitou a fazer a pesquisa. Dentre os homens com os quais fiz a pesquisa há um de quem eu realmente estava falando a verdade fingindo supor. Não, senhor Ramos, não vou dizer sobre o que era a pesquisa. O resultado foi a minha libertação. Agora sei o que posso fazer e onde devo ir. Estou um pouco mais livre. Senhor Ramos, você é um diário, comporte-se como tal. Escrevo no senhor o que quero escrever. Mesmo sentindo que devo escrever tudo. Há coisas que não posso mais contar. Não assim pra todo mundo ver.

Quero algumas linhas em branco pra pensar.
Ah! Rafael olhos cinzentos. Acho um pena a sua resposta. A gente poderiaser tão feliz juntos... Você e sua namorada que logo se tornará sua esposa e eu com você enquanto você não está com ela. Independente da sua resposta, foi pura verdade o que te disse naquele momento. Eu te amo. E estou tentando te esquecer.

Bom, senhor Ramos, A pesquisa foi sobre amor. Se eu dissesse que te amo e não consigo viver sem você, o que você faria? Fiz esta pergunta para algumas pessoas a mais só pra disfarçar que o amo e que quero ele pra mim. Ele não sabe de nada. Eu menti descaradamente quando disse: Supõe que sou eu, esquece este alguém, sou eu...

Mas não quero que ninguém mais saiba disto. Tá bom?


Você guarda meus segredos. E isto é o que amo no senhor. Não posso contar tudo assim na vista de todo mundo. Amo o senhor. Saiba muito bem disto. O senhor foi o único melhor amigo que tive que se importou apenasem me ouvir e me fazer sentir melhorem cada momento da minha vida que compartilho. O senhor foi a única pessoa com a qual pude revelar todos os meus segredos mais cabeludos. Não me importo de o senhor ser feito de papel. O senhor, pra mim, tem vida.

Senhor Ramos. Eu realmente me senti mais leve por ter aceitado o conselho de senhor Alberto. Ele me fez fazer o que nunca tive coragem. Ele me faz parar de pensar e agir. Com ele estou pronto pra ação à todo momento. Pena que ele tem pouco tempo de vida. Ele sabe muito bem o que faz. É maduro, até demais para a própria idade.

Agora, chega de falar de Alberto. Estou um pouco deprimido. Estou sempre deprimido. Só não faço aparecer. Prefiro estar doente a mostrar dependência.

Me sinto um gato. Miau. Lembro do meu post chamado eu sou muito gato eu adorei escrevê-lo. Tem muito a ver comigo. Adoro gatos e estou pronto para miar. Tenho tanta coisa pra fazer.

A bientôt, monsieur Ramos.

Parte 02 ─ de noite


Monsieur Ramos, aujourd'hui je dinne au RU. Foi mais divertido. Um dos meus colegas me acompanhou na fila, outro me acompanhou no jantar e outro conversou comigo pra passar o tempo. Foi bem melhor do que das outras vezes. Me senti menos solitário. Descobri que dá para fazer coisas interessantes estando preso em lugares desinteressantes.

Descobri que o CeT 2 que faço obrigatório, não é nada se comparado à matemática descritiva. E que faço coisas que só terão, no caso de cientistas da computação, no final do curso. Queria falar mais. Mas só vim para falar que jantei no RU (restaurante universitário) de novo. Um dia te levo comigo. Talvez ano que vem, quando conseguir meu Ipad. Ou meu laptop/netbook etc.

Tava pensando uma coisa: se eu pegar em 100.00,00 reals (com "l" é mais chique) vou sumir pelo mundo afora. France, je veux voir vous. Depuis c'est toi, Alemanha.

Bis bald, Herr Ramos. Hasta mañana. Gracias por tu hospitalidad. Mucho me gusta alguno a escucharme. Listen me, mister Ramos, i don't practice my english writted in you with no motive. I love like a dad. A good dad. You. Bye.

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