quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 28

Bien soir, monsieur Ramos. Je suis ici par informer vous sur mon soir d'aujourd'hui. C'ete est un belle nuit. Bom, não vim para falar da noite. Vim para falar do meu dia e do que penso durante o dia. Sabe, senhor Ramos. Não penso mais em coisas, ou melhor, nas coisas imbecís que pensava anteriormente. Evolui. Ainda sou uma criança no corpo alguém já não tão infantil.

Ah, hoje jantei no RU. Carne assada, feijão, arroz, salada, café e doce. Não sei de que. É, não peguei o pão hoje. Pensei nos outros dias em que peguei pão. Me senti estufado, até quase explodindo.

Ah, falei com alguns colegas. Gente do meu círculo, ou não. E outras pessoas que quiz abordar.
Falei coisas imbecis que falo geralmente quando nem tenh assunto ou que falo pra abrir discursos argumentativos em prol de algma coisa. As pessoas não sabem que fazem determinadas coisas bem, sabia senhor? É por que tem muitas pessoas que conheço, que parecem não saber como fazer determinados tipos de argumentação, mas o fazem. Sei lá. Apenas gostaria de deixar registrado, para que quem lesse percebesse que não é um caso de saber ou de aprender. É um caso de estar em si mas não usar achando que não tem.

Ontem abri um discurso com uma colega de humanidades sobre o assunto de um projeto interessante em que estamos. Falamos sobre a liberdade destas pessoas, a vontade, os desejos possíveis e outras coisas. Ela usou de argumentos fortes para tentar refutar (palavra bonita) a idéia de que os mendigo e outras pessoas que vivem nas ruas não se sentem livres ou não deseja estar lá, e si desejam voltar para suas casas ou para um lar.

Gosto mais das cosas quando não as estou procurando. Do lado de fora tudo parece mais fácil e mais simples. A grama do vizinho é sempre mais verde que o nosso. Desejamos aquilo tanto e por tanto tempo que nem percebemos que já temos. Ficamos insatisfeitos por causa da decepção de achar que o que desejamos é mais do que o que conseguimos. Será que é isto o que significa? As pessoas querem mais do que o que podem conseguir.

Sempre fui assim. Não será depois de burro velho que vou deixar de ser assim. A não ser que eu queira. Era outro ponto ao qual queria chegar. Meu professor de empreendedorismo em informática falou que: "...quando se evidencia um ponto forte de uma pessoa, se ela quiser tentar alguma outra área ela vai saber que pode se se dedicar à esta área" ─ Não exatamente com estas palavras. Isto me tocou no fundo da alma. É como saber depois de ter sofrido um acidente, perdido as pernas e os braços e parte do tronco que eu posso atravessar o oceao Atlântico, correr a África e megulhar nas profundezas do oceano Índico. Me senti frágil e desestimulado. Não, senhor, não foi a conversa do professor. Foi a minha experiência pesoal. Meu pai sempre foi o pior dos meus males. Se eu enfrentava a vida com meus sonhos ele fazia de tudo pra que eu acreditasse que eu sou um inútil e que nunca vou conseguir nada.

Minha vontade, desde que me lembro e que tenho escrituras, me mostram que eu desejo que ele morra do pior jeito possível desde tenra (outra palavra bonita) idade. Nunca tive nada contra ele... que fosse de ruim em relação à ele. Pois ele merece todo o tipo de tortura. Preferiria ser filho de lésbicas a partir de uma relação partenogênica. Poderia ter nascido pseudohermafrodito. Corpo masculino com orgãos sexuais teóricamente femininos. Ou o oposto.

Teria sido mais feliz e teria tido todo o futuro que precisava no meu passado, além de apoio e retribuição. Ou seja, teria presentes ou outras coisas boas (como os cachorrinhos) para cada coisa de boa que fizesse. E seria recompensado nos momentos de felicidade e festas nominais, como o natal e aniversário. Qualquer coisa nesta vida paralela seria boa pra mim.

Sou infeliz. Na verdade sofro crises bipolares todos os dias. Isto quando não tenho crises de dupla personalidade, em que viro a Nick e a Jéssica do Heroes® (elas são a mesma pessoas, porém a Nick é a parte mais poderosa e Jéssica a parte mais frágil e contida). Só que eu (do verbo socar ─ Que eu soque) não tenho uma parte mais forte, tenho uma parte mais negra, deprimida, e outra mais alegre, eufórica.

A bientôt, monsieur. J'ai qui aller par mon classe.

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