quarta-feira, 3 de novembro de 2010

conto do herói ─ parte 04

Recapitulando o episódio anterior: Bete acredita que será devolvida à sua família. Porém Ela descobre que seu chefe é uma pessoa leal à ela. Bete então decide retornar e verificar como está sua situação atual. Bete então é expulsa por sua mãe. E daí em diante se torna mulher do mundo.

Bete sente-se muito feliz em estar viva e participando de uma nova família. Ganhou algumas irmãs mais velhas e um pai. A cozinheira da casa tornou-se sua mãe. E os bêbados seus irmãos. Ela passou um bom tempo feliz em sua nova vida. Até aparecer aquele que se tornou o início de seu fim. Bete reencontrou seu noivo. Desde de que partira de sua cidade à primeira vez, ele e seu pai foram a sua procura.

Ele a reconhece vestida de homem. Ele vai conversar com ela mesmo ela evitando-lhe. Então Bete o leva pra fora para conversarem em particular. Ali Bete descobre muitas coisas sobre ele. Ele havia partido em sua busca quando ela havia partido em busca de uma vida diferente. Ele foi buscar-lhe para o casamento e uma vida de marido e mulher que deveria ser seu destino. E então desistiu, por que em meio a diversas pessoas e em direções de pistas opostas houvera perdido o rastro de sua prometida.

Bete não se sentiu nenhum pouco sensibilizada com a confissão de seu ex-noivo, por assim dizer. Bete deu-lhe algo com o que se conformar. Ainda era virgem e queria ter sua primeira vez com alguém digno de sua lealdade. Ele pediu mais. Um casório ali mesmo no bordeu com todas as suas novas irmãs e parentes postiços. Ela nem se importou com o que ele dissera. Levou-o para um lugar calmo e tranquilo. Distante dali. Para que ninguém ousasse saber-lhe a identidade. Bete tirou a roupa na frente de seu pretendente e deu-lhe o gosto do sexo de uma mulher. Ele não era virgem. Conhecia cada parte do corpo feminno e o que fazer para ser feliz na cama.

Os dois ficaram por um bom tempo ali, fazendo o que foram fazer. Bete se sentiu mulher e amada. E deixou seu ex feliz com sua entrega. Mas Ela não estava disposta a ficar com ele. Apenas dera-lhe o que lhe fora prometido para que ele tivesse algo com o que se lembrar dela.

Ele a observara durante o ato. E durante o ato de se vestir. Não se vestiu e nem se mexeu. Apenas observou e pediu para que ela passasse o resto da noite com ele. Ela lhe negou o pedido. Era o leão de chácara e quem serve as bebidas. Não poderia ficar ali a noite toda. Explicou isto à ele. Ele entendeu e deixou-lhe ir sem mas aporrinhações. ete ficou triste com seu olhar de cão abandonado. E ainda assim foi ao encontro de seu serviço noturno.

Bete passou a noite pensando nele. E ele passou a noite lá esperando que ela retornasse.

No dia seguinte ele retornou ao bar do bordeu. E ela estava lá de novo. Trabalhava todos os dias das 8 da noite até as 8 da manhã. Dormia quando dava. Entre as festas barulhentas e as bebedeiras sem término. Os homens da cidade eram todos previsíveis. Até o mais santo, que não deixava a mulher pra nada ía à noite farrear no bar.

Desde então Bete via seu ex-noivo lá todos os dias. Se não bebendo com os outros pais de família e solteiros da cidade, mendigando emprego ao dono do bar. Ele era então chamado, independente de qual fosse seu nome, de Filho. Era um ótimo empregado. Aceitava bebidas para pagar seus honorários. Não se importava de pasar dias sem dormir. Até que passou a integrar o elenco do bar com seus shows de transformismo. Fazia um número diferente à cada dia. Mas quando entrava Madame Mada Maria no palco não havia pra mais ninguém. As irmãs postiças de Bete tomavam conta de Mada Maria nos bastidores. E Mada Maria nunca estava durante o dia.

Bete começou a simpatizar com Filho, seu ex-noivo, e com Mada, sua nova melhor amiga.

Mada tornou-se digna de louvor. Todos os dias estrelava uma peça diferente. Todos os dias estava com uma roupa diferente. Todos os dias ganhava algumas jóias diferentes. Todos os dias arrumava uma desculpa diferente para levar Bete ao palco. Até que não deu mais para disfarçar e ficou complicado demais para Bete se mostrar como homem.

Num destes dias de dificuldade Mada simulou uma orgia no salão para poder sumir com Bete para o mesmo lugar de sua primeira vez. Deu certo. E Mada sumiu no meio da multidão.

continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Selecione outra página.
=>

Viaje pelas tags do blog: