quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 14

Olá, senhor Ramos. Hoje acordei morrendo de dor de cabeça. Adoraria passar alguns meses sem sofrer de dor de cabeça. Não contei por que já virou coisa normal. Nada com o que se preoucupar.
Todo dia venho com alguma novidade, não é, senhor Ramos? Quando não é uma novidade interessante é algum outro tipo de novidade.

Minha vida não tem tantas coisas assim. A maior parte do tempo é uma coisa chata e sem expectativas. Até se eu estivesse na guerra do Iraque como alvo de sniper eu teria uma vida mais interessante.

Amo algumas coisas que nunca vou ter: um play3, um play2, outros jogos Tekken. às vezes sinto a necesseidade de sumir. Viver uma nova vida, um novo nome. Como um espião.Ou agente da cia. Em outros momentos sinto vontade de ser visto e admirado.

Me tornei dúbio depois de alguns tempo. Não sei bem o quanto. O que gosto, posso não gostar. O que não gosto experimento e até gosto. Perdi parte da minha iodentidade. E perdi uma pedaço enorme da minha vida tentando reencontrar. Gostaria de lembrar do que esqueci e esquecer todo o resto. Saber apenas que meu nome é Mag e que tive mãe e pai. Mais nada. Só pequenas lembranças de minha vida que não lembro.

Amo lembranças que não tenho. Sabe, senhor Ramos, sinto uma profunda inveja das outras pessoas. Principalmente de você-sabe-quem, tirando o fato de sua beleza me dar ainda mais inveja, mas por que sua memória de tempos anteriores como a infância. Sinto muita vontade de lembrar como foi minha infância. E outras partes da minha que acabao acreditando que não vivi.

Tem muitas coisas que gosto em não lembrar do meu passado. Tipo: posso criar memórias falsas e usar como minhas. Falar de coisas que não lembro como se soubesse o que são. Fazer coisas que eticamente não poderia por que ninguém faz e eu não seria o primeiro a fazer. Não me importar em pagar micos pequenos. Ser convencível. Não confunda com conversível, senhor Ramos. Se levável. É por que se alguém consegue prender minha atenção, ou simplesmente consegue minha companhia faz o que quer de mim. Não sou volúvel, apenas gosto de companhia. De companhia agradável.

Nunca gostei de ficar sozinho. Sabia que já tive medo de escuro? Até ficar sozinho lá e descobrir que não há nada de pavoroso no escuro. Apenas o afloramento da imaginação. Se todo mundo soubesse que é mais fácil ser criativo no escuro, as pessoas parariam de se meter embaixo de luzes que cegam para tentar usar a criatividade.

Antigamente eu tinha uma história em mente. Aquela de que nunca conseguia escrever por que nunca gostava do rumo que tomava... Eu comecei nos momentos de escuridão. Às vezes participava da história como um dos personagens. Ou o principal (omestre), ou o secudário (uma das guerreiras amazonas). Sempre gostei de armas brancas. Armas de fogo são pra irresponsáveis frágeis. Eu sou só a primeira parte. E a segunda. Mas não gosto de armas de fogo. Por que eu penso assim: Uma pessoa desarmada é um ser forte, em relação à outro ser mais fraco; O ser fraco desta relação muda de posição assim que pega na arma de fogo. É por isso que acho irresponsável e incompreensivo dar armas de fogo às pessoas. Elas já são mentalmente frágeis sem ter armas na mão. Com uma arma na mão tornam-se extremamente ofensivas e difíceis de lidar.

Vejo muitos exemplos no Brasil dos telejornais. Quantas pessoas não matam só por estar com raiva e ter uma arma na mão? E quantas outras ficam fortes e respeitáveis apenas por ter uma arma na mão? Entende agora?

Vou falar de outras coisas. Não, não quero falar disto neste momento. Vou fazer e pronto, não há o que pensar. Quero falar sobre hoje, o que vai ou deveria acontecer. Não.

O que vou falar não é interessante. Por agora, chega. A bientôt, monseiur.

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