quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 21

Bom dia, senhor Ramos. Hoje eu acordei bem ceoi e comecei a fazer o seminário que pode ser hoje ou semana que vem. De qualquer modo vou ter que ficar até a noite pra saber. Sabe, senhor, eu descobri muito... pouca coisa sobre hereditariedade e cromossomos sexuais. Eu tinha que fazer um seminário sobre genética. Abri o livro e foi a primeira coisa que vi. Pouco antes de engenharia genética (clonagem).

Sabe, senhor, adoraria ser um bom estudante e passar com nota boa em determinadas disciplinas. Et avoir une computer avec internet e jouex, et arriver pour tout le monde. Mais je veux tout. Quem tudo quer nada tem, bem que dizo ditado. Assim como o mesmo diz: Melhor um pássaro na mão que dois voando. Fazer o que? Não sou um bom aluno, mesmo me superando de vez em quando. Ainda assim eu tenho outros problemas que nem são problema.

Quero perder a memória de vez,senhor Ramos. Sumir no mundo e nunca mais voltar. Vuajar como pedinte e conhecer o mundo como uma criança. Nada me faria mais feliz neste momento. A nãoser ganhar na megasena sem ter jogado uma única vez ou arranjar um casamento por dinheiro. Mas aí já acho o cúmulo. Primeiro por que eu nunca acharia o bilhete premiado mesmo que estivesse na minha, e segundo: quem neste mundo iria querer fazer acordo financeiro de qualquer tipo com alguém como eu? Sorte eu tenho.

Vou esperar até um dia uma pedra enorme cair na minha cabeça e eu perder completamente a memória que me resta. E depois viver minha vida novamente dia após dia como se não tivesse nenhum passado. Talvez arranjar um emprego e ir crescendo por aí. Ou trabalhar na casa das pessoas por um prato de comida até conhecer cada língua e cada pedaço do planeta. Exatamente como penso em fazer ultimamente.

Não senhor Ramos, não sou tão malvado assim. Só posso odiar uma única pessoa. Que por acaso está caminhando irritantemente dentro de casa fingindo que está corrend ou fazendo exercícios. E ele responde por pai. Não posso odiar mais ninguém. Posso não gostar disto, e posso sentir pequenos picos de raiva em relação à pessoas que me irritam. Posso até não me relacionar por meu santo não bater. Sãominhas regras. As sigo desde de que me lembro. É muito melhor doque ter picos de raiva com um orpo tão... pequeno e frágil que pode ser esmagado com um tapa.

Também não é pra tanto, né, senhor Ramos? Não sou uma mosca. E nm um inseto qualquer. O tapa foi apenas uma ilustração da minha fragilidade. Sou mais forte que isto.

Ah, já vou. Tenho que jogar Tekken. Faz alguns dias que não jogo, já sinto falta de ver a Anna rindo. A bientôt, mosieur.

Parte 02 ─ noite


Senhor Ramos, jantei no ru de novo. Desta vez a omelete surpresa era de queijo. Tava tão bom, mas eu tav sem fome.

Só passei pra dizer isto. Bonne soirrée, monsieur. A bientôt.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Selecione outra página.
=>

Viaje pelas tags do blog: