sexta-feira, 26 de novembro de 2010

diário4 ─ capítulo 6

Bom dia, senhor Ramos. Hoje acordei cedo, como estou fazendo todos os dias. Porém, hoje acordei disposto a ficar na sala do gelo. Senhor Ramos, qual o meu horário de hoje? Contempooraneidade 2 é em que sala, senhor Ramos? E o que eu aprendo em contemporaneidade 2? Então, senhor Ramos, o que é que acontece quando eu vou assistir aula de contemporaneidade 2 com o prof Maurício? Logo, como é que fico durante a aula? Senhor Ramos, passamos 4 meses, na verdade 3 meses e alguns dias juntos. E o senhor ainda não gravou o que acontece comigo durante os dias?

Bom, pra começo de conversa, odeio história, metodismo me entedia e não tenho sangue de baleia, assim como não tenho uma capa de gordura suficientemente larga para combater o frio. E depois, eu não gosto de ver coisas que já vejo. De que adianta estar ligado (tzu) na história do momento se não me interessa o fato de que acontece todos os dias e estou lá para ver? É como discutir livro de receita com alunos de gastronomia.

Deveria fazer um catálogo com todas as minhas comparações. Ah, obrigado senhor Ramos. Que bom que o senhor acha isso. Seria péssimo pra mim saber que não consigo ser claro enquanto escrevo. Mesmo que não escreva mais que três palavras, pra mim elas devem dizer exatamente o que quero que elas digam. Já que não sou bom na maioria das coisas que gosto, tenho que ser bom em alguma coisas de que tenho amor por fazer.

Também pensei nisso, senhor Ramos. Mas não sai. Quando começo a escrever, tento escrever seguindo uma linha lógica que sequer deveria existir. De que adianta escrever tanto, escrever bem e ainda não poder escrever no nível pessoal na maioria das vezes. Questiono, questionei em sala de aula e vou continuar questionando. Adoro armas, brancas (principalmente garfo e faca), armas pequenas e fáceis de carregar e armas sniper. Prefiro ficar oculto por maior parte do tempo. Aprendi a caçar caçando, não foi um predador (def. predador: caçador de viado) que me ensinou. Aprendi sozinho. Simplesmente sumindo em meio a lugares dfíceis de ficar oculto. Sou rápido, ágil, caibo em qualquer lugar. Não preciso de mais nada, mas por que não entrei pras forças armadas? Daria um bom soldado. Adoro receber ordens. Mesmo que tenha que cumprir à força. Não me importo de executar ordens ilógicas, desde de que receba instruções específicas.

Consigo encontrar uma pessoa qualquer em até 500m de distância apenas lembrando de como é a pessoa. E posso ver bem longe. É minha técnica para encontrar também minhas coisas que tenho que encontrar e sei o que são. facilita, pois reduzo meu tempo de busca em até 70%.

Voltando ao assunto principal. É por isso que não consigo tirar boas notas em redação de concurso, não fico no tema. Outras coisas me chamam a atenção, e aí, já foi. Entretanto, hisória não me trás boas lembranças, sequer me tras lembranças. Não lembro de parte da minha vida, como é que vou querer saber de história. Ah, adoro gasronomia, mas odeio panela de pressão.

Outro tema? Tem muitas coisas de que gostaria muito de falar, tais como: guerra, pacificação, meus anseios para minha vida profissional, como estou mudando... Tá bom. Tema selecionado: como estou mudando. Loading subject. Subject sucessfull loaded. Opening Tema. Loading tema screen. Loading menu. Loading base perfil. Loading friendly interface. Open up welcome screen.
Welcome to interface. Here, you can open up any subject of your interest. Tema como estou mudando pre-selected. Loading tema. Loaded. Showing to you.

Bom, desde os primórdios da era cambriana, já se vinha falando em escala interdeeniálica na reconstrução e reformulação dos seressobreviventes neste planeta tão perigoso. Não? Ah, foi mal aê. Achei que estava falando da evolução da espécie até os dias atuais. Quitting system. System deloaded.

Na verdade, eu comecei a mudar já tem algum tempo. Quando descobri que tinha que mudar algumas coisas em mim. Me sinto aberto pra falar do protocolo alfa. Quando eu tinha 15 anos eu pensei no suicídio. Eu já contei a história com alguns cortes. Agora vou contar a parte que não contei. Quando tinha 15, e estava lá pronto para executar o plano, eu pensei em outra coisa. Algo que me fez parar pra pensar. Não lembro bem o que foi. Mas sei que tinha a ver com algumas esperanças que ainda nutria. Depois daquilo, comecei uma campanha de contra-regulação sensorial. Mudei todos os meus aspectos característicos de personalidade. Criei um peril (igual ao windows, mas sem o poder de fazer log off) e dei a ele a direção do corpo. Mudei pra várias direções. Mas todo os dias eu dizia exatamente o que precisava acreditar. Mentir se tornou caso de vida ou morte, ou mentia pra mudar o que tinha que mudar, ou fazia do jeito honesto, que é muito complicado e me faria perder totalmente o controle de ações afrimativas como acreditar no amor. Provavelmente teriasido bem mais incisivo e mejogado em baixo da primeira coisa com rodas que passasse e fosse pesada. Você já tem uma noção de que não me preocupo mais em ser normal, assim como não me preocupei antes. Depois do exílio tudo era mais fácil. Simplesmente não via ninguém que pudesse fazer alguma coisa contrária ao que tinha em mente. E ainda consegui começar alguns estudos com base no comportamento humano (observei algumas pessoas que passavamas tardes em frente à minha casa. "Homens", "jovens", e com algo de interessante). Tá, e daí que flagrei um imbecil se masturbando no meio da rua? Não é muito difícil ver este tipo de coisa. Olha, senhor Ramos, o senhor quer saber ou não?

Passeei de ônibus, indo pro meu tratamento de dente (aparelho) quando vi a imagem de um homem jpvem que cabia perfeitamente no que precisava em termos de personalidade e características físicas. Mas o senhor, viu? Não dá pra aguardar eu chegar lá? Não vou dizer quem era, mesmo por que nunca vou vê-lo pessoalmente. Só precisava de três coisas: mudar a imagem dele para substituir em imagem de pai, conhecê-lo melhor, e manter um vínculo ficticio. Falhou. Tive que ir mais fundo. Usar a termificação que me faria acreditar que estava apaixonado por ele. Olha, senhor, em determinados momentos é melhor fingir um sentimento que tenho do que acreditar que ele não existe. Forçando a termificação todos os dias, apenas pra mudar toda a minha característica psíquica.

Melhor ficar como o médico. O monstro não é um cara legal quando irritado. Assim com o médico também vira o monstro. Quando vi estava pronto para recomeçar. Já havia perdido maior parte das minhas memórias anteriores ao acidente. Não, senhor Ramos! Hoje você tá que tá. Não vou falar do que não lembro. Aí chegou o ano de 2009, precisava mudar. 2010 entrei para o BI. Mudei um pouco quando vi algo incrível. Isto vai ficar apenas na minha memória. Mas posso dizer que foi a coisa mais bonita que já vi. Foi no dia 08 de março de 2010. Desde entãoquero mudar e estou conseguindo. Já recuperei parte da minha vida. Ainda tem muitos pedaços que não consigo definir entre realidade e ficção. Mas tenho muito mais lebranças do que tinha quando estava preso no meu exílio pessoal de cinco anos.

O lado bom do exílio... foi eu ter descoberto que não tem nada no escuro. Apenas eu. Perdi um medo que até mesmo não tinha. Descobri que posso ser forte ou fraco a depender da minha necessidade. E posso me dedicar e aprender sempre coisas novas. Também aprendi que não se pode confiar em quem se sabe que não se pode confiar. Eu sei que é meio óbvio, e desculpa, mas este tipo de obviedade é um pouco relativo. Aprendi que em quem eu desconfio de início nã dá pra confiar nem no meio e nem no fim. Exemplo? Meu pai. Por mais que tenha tido muitas esperanças com relação à ele, ele quebrou todas elas. Ele simplesmente me ensinou como é odiar e desejar a morte de outra pessoa bem depois de uma tortura bem praticada. Eu aprendi a torturar e não sentir remorso. Aprendi a torturar e sentir prazer, mesmo depois de ter terminado.

Não sei porque me senti aberto o suficiente para falar de tudo isto. O senhor sabe que eu não sou lá o que se pode chamar de bom menino, e também sabe que eu sou um bom menino. As mudanças não são muito boas para as crianças, principalmente aqueleas que tem um pai em casa que é simplesmente um estranho que as faz ter ódio eterno.

Um conselho à todos os pais: crianças precisam de limite, isto é delas próprias, elas precisam que alguém diga para elas "isso não pode, isto é feio" ou "isso aí, bom menino". Crianças são como filhotes de cachorro que precisam de adestramento, mas também são como macacos que precisam de auxílio e calor paterno e materno. Ensine seu filho à fazer pequenas coisas, grandes coisas e terá um bom filho.

Um outro conselho: nunca disconte nada em seu filho, eles são uns doces, engraçadinhos, mas também podem se tornar realmente perigosos. Veja o meu exemplo. Me tornei oportunista, só estou esperando o momento certo pra levá-lo diretamente pro inferno. Mesmo que va junto. Meu pai nunca me dise nada de bom, sempre me colocou pra baixo e sempre descontou as frustrações dele em mim.

E agora eu pretendo descontar as minhas durantes os processo de tortura nele.

Talvez eu tivesse sido menos pior se ele ao menos na metade do tempo me dissesse: bom, filho. Meus parabéns. Vai lá, você consegue. Ou coisas do tipo.

Infelizmenteme tornei filho adotivo de todo mundo. Adoto tod homem como pai só pra poder desfrutar de confiança que nunca tive enquanto pequeno e frágil. Tá, ainda sou pequeno e frágil. Mas sei de coisas que podem me fazer forte quando preciso. Não sou o superman e nem o Hércules. Mas tenho algo que muitas pessoas prezam e muito ppoucas tem.

Tá curioso? Talvez um outro capítulo eu diga o que é.

Infelizmente só tenho mais 20 minutos. E fui. A bientôt.
Monsieur Ramos! Je suis ton fil, par moi c'est assez meilleur. Toi c'est mon pére du coer. Je me vai.

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