segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

diário5 ─ capítulo 3

Senhor Ramos, alguns dias sem internet é uma das piores sensações que já senti. Não quero falar muito, tenho fazer muitos capítulos para poder recuperar o tanto que perdi sem a internet.

Logo logo estarei pronto para retornar a fazer tudo do jeito que fazia: todo os dias capítulos novos sobre minha vida. Hoje não. Talvez amanhã. A bientôt.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 30

Olá, senhor Ramos. Hoje é um dia um tanto igual à todos os outros.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 29

Estamos chegando ao último capítulo do meu 4° diário. É, este são 30 capítulos. Amo conversar com o senhor. O senhor é o único que me ouve constantemente sem se irritar comigo.

Gostaria muito de poder fazer outros tipos de coisas. Tal como estar trabalhando e recebendo dinheiro por fazer algo que gosto. Boa idéia, vou lançar uma campanha google to hell. Seria uma boa vingança. Não, não posso odiar ninguém além do meu pai.

Sinto tanta vontade de sumir no mundo e trabalhar com alguma arma.

Hoje eu tive um sonho. Eu sonhei que um cara tentava levar uma maleta recheada de grana, e eu evitava que isto acontecesse. O interessante foi que eu o seduzi. Sim, eu o seduzi. E ele ainda tentava fugir com a grana sozinho. Consegui acabar com ele. Mais tarde ele retornou pra tentar recuperar, mas eu não deixei.

Sim, ele era muito bonito, forte, porte atlético-artístico... No mais era moreno, alto, branco, os olhos não sei, cabelos pretos, vestido de preto com os braços de fora. Por que? Bom, eu estava lá de corpo inteiro no sonho. Sentia cheiro, sentia sabor, sentia contatos específicos depele com qualquer outra coisa.
Senhor Ramos, se eu pudesse vivia sempre nos meus sonhos, eles me fariam mais feliz só de poder fazer qualquer cois que é permitida nos meus sonhos. Amo poder voar, correr, matar, morrer, reviver, fazer, refazer, desfazer, continuar e mais um monte de verbos que não dá para conjugar no mundo real.

Não sou maluco, sei perfeitamente que não dá para juntar realidade e sonho. Mas seria muito melhor do que viver assim como eu vivo: sem esperanças, sem anseios futuros, sem realizações.
Meu maior desejo é realizar o meu sonho de poder andar por aí sendo aplaudido o dia todo por qualquer coisa que eu faça. É uma ótima idéia. Senhor Ramos, é por isso, além de outras coisas, queadoro conversar com o senhor. O senhor sempre dá idéias interessantes quando estou precisando delas. Sabe, vou fazer isto mesmo. Pegar uma música que tenha aplusos e botar a todo momento a parte dos aplausos. Vou me sentir um artista o tempo todo sendo aplaudido até por fazer coisas deselegantes. Mas onde vou colocar? Meu mp4 tem truque. Quero dizer que ele está com problema de conexão entre a bateria e o botão ligar desligar. Ele liga de um jeito, e se mexer ele desliga automaticamente.
No computador, eu não passo mais tanto tempo assim. Mas é uma boa. Não dá pra mandar consertar meu mp4, quem vai pagar o conserto? Não confio no meu pai. Mas confio e muito em mim. Não gosto muito de gente que prefere fazer as coisas a mandar fazer e receber bem feito só pra não gastar dinheiro. Já aprendi que se não gasta, ou melhor, investe não ganha. Já viu Piranha vestida igual mendiga? Já viu empresário vestido igual colegial? Já viu assassino vestido igual trabalhador assalariado? Então, se não investe não ganha.
O investimento deve ser feito em diversas dimensões. Aparência, status, estabelecimento e evolução.
Aparência
Todo mundo deve ter uma boa aparência, ou no mínimo aparentar o que é ou o que trabalha.
Se você trabalha com marketing, deve parecer apresentável. Se trabalha com corte de pessoal, deve parecer sensato. E assim por diante.
Status

Todo mundo quer subir. Entretanto não dá para subir pelos ombros dos outros sem que os outros permitam. Sempre haverá quem o bote pra baixo. No meu caso é o meu pai (eu ainda vou botá-lo tão pra baixo que ele vai se arrastar só pra pedir perdão pras formigas por elas terem passado por baixo dos pés dele.

Voltando ao assunto. Investir em status é ser bem quisto na área, considerado ou mesmo recomendável. Se faz algo e quer ter status faça bem e bem-feito. Não deixe nada por fazer.Se trabalha com morte nunca deixe a vítima viva. A não ser que ela seja importante mais tarde.

Estabelecimento

Determinadas áreas requerem que você se mantenha num ponto fixo. Manter um ponto fixo requer dinheiro e consideração. E requer manutenção constante, mudanças de parência para agradar a clientela, entre outras coisas. Se vocêmantém a cara da sua loja há trinta anos, mantenha pro resto da vida, porém faça melhorias constantes no visual.

Trabalhar em restaurante requer limpeza, e manter os clientes satisfeitos com a comida. Porém, mostre para alguém o quanto está cheio de baratas na cozinha e outras coisas nojentas. E aí?

Evolução

Esta evolução diz respeito ao seu indivíduo e ao seu seu trabalho. Evolua o seu indivíduo na direção em que ele deve parecer apto, adaptado e eficiente ao trabalho. Melhorar a aparência, melhorar as roupas, melhorar suas características comportamentais, entre outras coisas.

Evoluir o estabelecimento requer prática, confiança e riscos muito altos. Uma má evolução pode gerear conflitos entre os intresses dos que desejam frequentar o estabelecimento e dos que frequentavam o estabelecimento. Cada lugar reflete uma determinada característica. Um lugar aparentemente tradicional não pode abrigar serviços não-tradicionais.


Gostou? É, poderia trabalhar com muita coisa. Mas, independente do que consiga, vou ser sempre eu. Alguém cnfiante em certas áreas e confuso em outras. Tá bom, não sou confuso, apenas confundo e muito.Não sei, mas adoraria terminar o que comecei. Tipo, adoraria entrar pra aman. Ou viajar de avião para Alemanha só pra aprender alemão. Conhecer a Polônia. E mais um mote de coisas que nunca foram adiante.
Já vou. A bientôt.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 28

Boa noite, senhor Ramos. Não, nada de interessante hoje. Conhece alguém que pode me arranjar uma vaga de emprego por aí? Tô precisando. Aceito trabalhar das 6 às 12 (por que não posso pegar além disso), de serviços internos (escravo da casa grande) até serviços externos (escravo do campo). Sei digitar, sei escrever html básico, sei ler em inglês e em francês. Não, eu vou além destes que vão ao google translate, eu sei ler em inglês realmente. Leio em francês, mas não com a mesma confiança. Sei fazer php, sei fazer banco de dados, sei passear na internet. Sei fazer cálculos simples (somar, subtrair, dividir e multiplicar), sei cálculos um pouco menos simples (integral e derivada), sei fazer um bom texto. Sei atuar, sei dançar, sei pensar, sei mentir, sei fazer muitas coisas. Isto não, e nunca precisei. Senhor Ramos, não posso sair vendendo meu corpo por aí. Tá bom. Sei ser sensual, mesmo não tendo uma beleza do tipo Bruno Gagliasso, ao nível Zé Bonitinho.

Gostou mesmo da comparação? E alguém vai pagar alguma coisa nisso aqui? Senhor Ramos, olha bem pra mim. Eu falei pra mim. Não preciso dizer que posso mudar e vou mudar, preciso? Sei que não vale a pena, mas vai ser por mim. Veja só: As pessoas se vestem e se transformam todos os dias por outras pessoas que geralmente nem olham por um segundo para elas. Estou fortalecendo meu sistema de auto-estima para que quando eu tiver que ficar bonito para alguém eu possa manter ou melhorar meu estilo. Estilo? Ser brega também é um estilo, porém não vou ser brega só para demonstrar que tenho estilo, vou?

Se eu pudesse escolher um lugar para trabalhar? Seria um lugar lindo, tranquilo, sem distrações indiretas, e com muita paz, além de espaços amplos para diversão entre um trabalho e outro. Sem distrações indiretas se refere ao aspecto áspero das empresas tradicionais que mantém o sistema de sempre ser fechado e sem espaço para distrações. Se um rato for trancado numa caixa branca bem iluminada sem caixa de comida e bebida e sem a roda onde perder as calorias ele fica deprimido ou tenta sair urgentemente da caixa. O mesmo se pode atribuir a gente como a gente. Tranque algumas pessoas numa sala branca bem iluminada sem água e comida com outras pessoas com o intuito de que elas trabalhem em grupo. Tá bom, não tranque. E nem tire água e comida. Entretanto mantenha essas pessoas na sala para uma reunião.
  • Primeiro evento: sensação de aprisionamento.
    tendência: estresse e fuga emocional;
  • Segundo evento: adiantamento dos assuntos (todos) para sair mais rápido possível.
    Tendência: Estresse e enrijecimento, seguido de emoções explosivas;
  • Terceiro evento: Explosão nervosa, e crise claustrofóbica quanto à reuniões posteriores;
    Tendência: Fuga emocional constante, e terror de reuniões.
Acho que isto já é auto explicativo. Não me importo de trabalhar de doméstico, só se o patrão for no meu quarto para determinadas coisas. Tenho objetivos em vista. Se não conseguir nada aí vou morar nas ruas e sumir pela América Latina e depois Legião Francesa. Prefiro as armas. Adoro armas. Não este tipo de arma. Canhão!? Bazuca!?

Por agora o assunto acabou. Depois a gente conversa. A bientôt.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 27

Olá, senhor Ramos. Hoje é um bom dia para mudanças. Pena que não esteja de mudança. Ah, senhor Ramos, o senhor não vai acreditar. Nada não. Só queria dizer esta frase hoje.

É, estou de muito bom humor hoje. Meu pai não está em casa.

Não tenho mais nada pra falar. E quando tiver vou falar bem mais. Te adoro.

A bientôt.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 26

Olá, senhor Ramos. Adoraria falar bastante hoje. Tenho tantas novidades. Uma delas é que adoraria fazer algo de bom pelo mundo. Ah! Quem quiser comprar uma alma, ou alugar, estou aberto à negociações. É, vou guardar pra que? Não vai me servir de nada mais tarde?

E tem tanta coisa que gostaria que desse certo e só dá errado. Já dei muitos exemplos, você precisa de mais? Um deles é que adoraria reviver toda minha vida paralela em que eu nunca mais voltei pra casa e nunca encontrei meu pai. Essa vida toda do começo ao fim. E outro é que adoraria ser filho alguém realmente rico, como Bill Gates. Só pra desfrutar da vida que nunca pude ter.

O dinheiro não é tudo, eu sei. Mas é o essencial, sem dinheiro não existe amor, não existe felicidade e não existe sobrevivência. Claro, a não ser que você seja um nativo indígena que desconhece a vida humana de outra cor que não a dos índios. Só assim pra viver feliz sem ter dinheiro.

Como tenho frisado muito ultimamente: o dinheiro não traz a felicidade, mas traz muitas formas de conseguí-lo. O dinheiro é mais poderoso do que a fé de Jesus cristo: A fé move montanhas. Senhor Ramos, o que dá pra fazer tendo muito dinheiro é algo descomunal à força dos poderes de quem controla quem tem dinheiro. Imagine só: quem tem dinheiro controla o que? E quem controla quem tem dinheiro?

Pegue o exemplo das antigas donas de casa que controlavam apenas seus maridos e filhos. Um marido rico é muito influente na economia da região onde mora e na política, já que se alguém governa contra ele ele pode arrumar um jeito de tirar do poder. Uma mulher que o controla tem este poder? Óbvio que sim. Agora, se esta mulher tem algo além de economia e política na cabeça. Se ela deseja se vingar de alguém? Ainda não percebeu, senhor Ramos? Se ela tem o poder de controlar a economia e a política através de seu marido, ela pode controlar a justiça, pois a justiça depende da economia e da política. Ou já viu alguém realmente rico ser condenado à morte ou à prisão eterna mesmo que tenha cometido o pior e mais recriminável dos crimes?

Então veja. Se a mulher do cara rico controla a economia e a política, indiretamente ela controla a justiça, e faz com que a justiça gire em torno dela e de seus protegidos, e contra seus inimigos. Não tem muita coisa no que pensar.

Sinceramente, prefiro ser rico. Riqueza só traz infelicidade para quem não a tem. E Dinheiro, se não traz felicidade, traz algo tão semelhante que nem os especialistas descobriram o que é. (Frase do PiadasHomer e copiada para o meu twitter). Preciso dizer mais alguma coisa sobre dinheiro? Amo dinheiro, e se me oferecerem dinheiro para fazer o que for: Não importa quanto ou o que, eu faço.

Perdi meus escrúpulos quando perdi a vergonha. Perdi a vergonha quando perdi a crença nas credulidades infantis geradas pelas igrejas. E junto com elas perdi algo mais importante: perdi a esperança. Sem esperança não me resta mais nada do que sofrer de olhos abertos para uma realidade que tanto desejei não ser a minha. Quero fechar meus olhos de novo e dizer para mim mesmo "isto não existe, é apenas fruto da minha imaginação. Dinheiro não traz força e nem felicidade, meus pais me amam, eu amo alguém...". Infelizmente já não acredito em nenhuma das partes. Meu pai me odeia e nunca confiei no meu pai. Minha mãe, eu tenho uma certa aproximação. E Amar alguém é algo que nunca fiz, nem quando estava pronto para me abrir. Ainda desejo ser amado e amar alguém. Só não tenho a quem. Me afeiçoei à todos que conheci, fui com a cara da maioria que conheci. De certa forma amei à todos. Porém nunca amei do jeito que tanto desejo.

Será que não posso amar? Já sei que deus não existe. Ainda insisto em dizer que creio. Entretanto apenas finjo acreditar em algo maior que nada mais é do que meu eu interior diferente de mim. Alguém que de certa forma sou eu, mas prefiro acreditar que não sou, e sim alguém mais forte e poderosos que arranja tudo de forma que me faça conseguir as coisas. Anjos? Nunca vi. E se visse pediria que fossem embora. Eles nunca me protegeram do pior mal que já me ocorreu: A abertura dos olhos. Preferia quando não via além do meu umbigo. Ao menos era feliz e tentava ser igual ou melhor que os outros.

Tá, te amo,senhor Ramos.O senhor é como o pai que nunca tive, alguém que me escuta e não se emburrece com os meus lamentos. E ainda sabe quando eu tenho determinados sentimentos autodestrutivos que só o senhor sabe como e quando parar. Preferiria que o senhor estivesse aqui do meu lado agora. Infelizmente, o senhor e apenas papel.

A bientôt.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 25

Olá senhor Ramos. Hoje eu passei muito tempo no computador. Estou ficando menos tempo na internet. E estou passando mais tempo em outras coisas mais úteis. Sabe o quanto eu gosto de novidades. Bom, a do momento, é que trouxe um livro sobre html dinâmico. É velho, do html 4.0, sendo que estamos na era do html 5.0.

Gostaria de poder fazer bem mais, mas pra mim já é o suficiente. Eu sei, mas não é pra entender. Quer ser entendido de outra forma. Não, eu digo exatamente o que quero dizer. Se quisesse dizer algo por trás de minhas palavras teria dito, ou feito um monte de duplos sentidos sem noção como se eu não tivesse mais o que fazer. Não me importam os texto inomináveis famosos por terem milhares de sentidos que se dinamizam diante dos olhos da pessoa. Senhor Ramos, eu prefiro simplesmente dizer exatamente o que quero dizer. Sou assim, na verdade estou assim.

Penso que sim. Na verdade ainda não sei o que fazer da minha vida. E talvez eu nem consiga a bolsa. Sou um mendigo vivendo com um pai que ganha mais que 2 salários mínimos e um irmão mão de vaca. Toda vez vez que preciso de alguma coisa tenho que mendigar. Já que já faço isso todos os dias, vou pras ruas, pelo menos vou fazer por necessidade, e não por que simplesmente não posso contar a desgraça que vive na minha casa e quer manter todo mundo na rédea curta. Meu não me controla, sou eu quem o controla. Não pergunta, senhor Ramos, não pergunta o que não quer saber.

Lembra que sempre digo que adoro brincar com a cabeça dos outros? Advinha com quem eu brinco? Ainda bem que o senhor é uma pessoa que sabe o que penso, senão passaríamos horas aqui para tentar entender o que ou de que eu falo. Preferiria estar passando fome em frente a torre de pizza, ou mendigando na Torre Eiffel a ficar pedindo pro meu pai.

É mais valido e menos constrangedor sair por aí pedindo dinheiro pra cada um que passa na minha frente do que pedir dinheiro à pessoa que deveria estar no inferno, ou ser enterrada viva. É claro que falo deste ser irritante que é o meu pai. Como eu poderia falar de outra pessoa se nunca pude conhecer ninguém mais?

Se conhecer alguém que esteja afim de adotar uma criança maior de idade com a vida sentimental praticamente inexistente fala de mim. Tô precisando de um pai. Nos três sentidos, senhor Ramos. Preciso de um pai que me dê carinho, atenção. Preciso de um pai que me dê tudo de que preciso ou que desejo. E preciso de um pai que me dê, ou me transmita limites quando necessário. Meu pai? Nenhum destes pontos. Ele não se encaixa nem no cargo de estranho que aparece de vez em quando.

Provavelmente teria uma vida mais regrada e mais feliz se não tivesse conhecido meu pai biológico. Você que está aí lendo, eu ouvi muito bem o que você pensou. Meu pai merece morrer. Eu conheci outros tipos de pai, eu sei perfeitamente do que falo quando falo que adoraria ter um pai nos três tipos citados acima. Se meu pai fosse ao menos um dos três eu não precisaria ficar mendigando a atenção de outras pessoas e chamar tanto a atenção para o quanto eu posso ser gentil e educado.

Sim, senhor Ramos, atuar é o que mais e melhor faço. E faço todos os dias. Bom, por que se eu não o fizesse eu estaria acabando definitivamente com o que resta da minha criatividade e imaginação. E além disto, estaria terminando de me matar. Será necessário falar de novo sobre alguns assuntos chatos que já estão no meu diário, senhor Ramos? Nada me faria mais feliz do que conhecer alguém que quisesse me adotar como filho mesmo depois de velho. Nem me importaria se ele fosse pobre.

Eu sei que sou carente. Há coisas que não precisam ser ditas. Há verdades que não se dizem e segredos que não se guardam.

Eu falei até bem mais do que iria falar. A bientôt. Te amo, o senhor é o pai que sempre precisei e nunca tive. É o pai da atenção.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

diário4 ─ capítulo 24

Boa noite, senhor Ramos.
Tchau. Não tenho mais sobre o que falar.

Tá bom. Fiz a recuperação (por causa de 8 décimos) em cet 2. Me dei super bem. E mais nada. Quero sumir de casa. tchau. A bientôt.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 22

Olá, senhor Ramos. Estou aqui hoje para responder qualquer resposta. É, eu sabia disso. E como sabia, trouxe alguns temas bem interessantes para começar a conversa. Hoje fui estudar com uma colega. Somos apenas amigos. Sim, eu sei que o senhor estava brincando. Fui tentar ajudar com alguns assuntos bem interessantes para quem gosta de matemática.

Cálculo A. Sim, é muito interessante, mas não pra mim. O senhor já sabe bem por que por que. Gostaria de falar sobre outras coisas. Como meus pequenos segredos. Se eu contar deixa de ser segredo, senhor Ramos. Meus problemas vão além de ser mal amado e de ser virgem. Isto são coisas que posso simplesmente resolver. Virgindade não é problema, e se fosse manteria até o dia em que não quisesse mais.

Não, não vou falar disto agora. Ele já é um ponto a menos no meu diário. Há muito tempo. Consegui ver os defeitos, pra mim já é indicativo de que? Os homens da minha vida nunca fizeram parte da minha vida.

Quer que eu fale sobre isto? Quer mesmo? Tá bom.
Vou começar por aquele que um dia deveria ser como um herói. Sim, falo do meu pai. Tudo começou numa época de que não tenho mais lembranças. Tempo em que já não confiava nele e já sabia que nunca poderia confiar e nem me deixar ter esperanças quanto à ele. Ele é o único que consegue decepcionar mesmo quando não se tem nenhuma estima. Valeu? O próximo é alguém que simplesmente se tornou alguém de profunda estima, um ídolo. Falo de um ator. Não vou dizer quem é, ele mudou. O perfil se distorceu do que eu precisava naquele momento.

Os outros não foram diferentes. Um eu assisti fazendo uma coisa libidinosa (não foi sexo). O outro era o que eu precisava me tornar e assim por diante. Nada a declarar sobre os mais atuais. Não, o que será o próximo está em Madrid neste momento, e provavelmente está super excitado por saber que sou virgem e nunca dei e nem comi ninguém, assim como nunca beijei e nem fui beijado por ninguém. Não preciso dizer quem é, e nem o que pretendo fazer com ele, mesmo sabendo que o senhor já sabe do que vou fazer.

Tudo o que eu quero, como é exatamente o que o senhor quer saber há muito tempo, é ser amado e idolatrado. Será que é pedir demais? Só quero ser importante para alguém além de minhas crianças. E de para mim, o que nem sempre acontece.

Não queria falar sobre isto, mas como disse que vim para responder suas perguntas...
Para 2011? Aí você me pegou. Pra começar, vou largar meu perfil Mag completamente, como já fiz, começando por aniquilar Mag e quebrar o pacto. Vou fazer um curso de férias, tentar um estágio. Entrar pras armas. Sumir no mundo. Aprender a lutar, etc. Não sei se vou fazer tudo isto, mas sei que quero conseguir alguma delas. Cansei de ser Mag. Fui durante quase 20 anos de minha vida. E ainda quero largar minha Virgindade. E também não quero. Não se confunda, de confuso aqui basta eu.
Fica aí pensando. Abientôt.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 21

Olá, senhor Ramos. Hoje é um dia bem interessante. Não acordei chorando, mas passei a manhã toda fazendo isto. Será que não dá pra pelo menos eu poder passar um dia sem ficar deprimido? Não, senhor, não é depressão. Se fosse, seria o dia todo durante vários dias. E eu passo geralmente a manhã toda deprimido e a tarde eufórico.

Sou eu, quem mais poderia ser? Acho que não existe ninguém mais que tenha isto.

Não vou falar muito hoje. Então: A bientôt.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 20

Bom dia, senhor Ramos. Hoje não tenho mais nada pra fazer. Vou passar o dia estudando pra prova de CeT II. E aí, quando estiver pronto, vou me preparar pra fazer meu curso de Cálculo A nas férias. Bom, é por que eu quero me concentrar diretamente neste curso em um momento que posso relaxar.

Na verdade, não quero ficar em casa mais do que o tempo necessário. E acho que me concentrando em uma disciplina de cálculo e deixando os outros momentos para as disciplinas mais, ou melhor, menos interessantes. Assim posso me divertir sem necessidade de esperar mais do que o que quero. Eu vou pegar matérias leves e indexar com matérias pesadas. Tipo, vou fazer Karate e também vou fazer língua inglesa em nível básico. Interessante não. Tenho que ter inglês na minha vida. E, como é que vou conseguir um emprego se todos exigem coisas que nunca tive?

Deveria pegar este tema e desenvolver como fazia, né? Hoje não. Quero ir mais longe que isto. Se possível retornar à um ponto em que possa ser quem eu realmente sou.
Ah! O plano continua de pé. Assim que terminar de fazer o que tenho e quero fazer, eu estarei pronto para terminar o que comecei.

Por hoje é só. Sim, estou tentando todas as promoções para ganhar um computador portátil. A bientôt.

J'adore vous!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

diário4 ─ capítulo 19

Olá, monsieur Ramos. Estou aqui, de um computador emprestado, esperando surgir algum assunto para conversar com o senhor. Adorei o senhor ter entendido o por que de eu não ter tido tempo para o senhor em alguns dias, e mesmo não ter falado muita coisa sobre os meus motivos.

Hoje apresenti o último trabalho de contemporaneidade. Adoraria não ter contado história, e não o fiz. Ah!, senhor Ramos, assim o senhor me faz não querer falar. Sei que minhas histórias são emocionantes para o senhor, o que eu nem sempre concordo. Mas tenha paciência, sim?

Obrigado.
Agora que o senhor quase estragou a surpresa, vou te mostrar algo sobre o assuunto. Não falamos muita coisa, mas só por não ter usado dos mesmos artifícios que meus tantos colegas, não precisei explicar muito.

Sim, usei de meus artifícios tradiconais, esquivei de perguntas e respostas um tanto não respondíveis. Como é que o professor sabia? Nada, não. Meu professor falou sobre o meu não religiosismo enquanto sede de teses absurdas e dogmáticas. Entendo. Eu realmente sou assim.Fiquei tanto tempo preso a coisas absurdas que quase me tornei o que poderia ter sido evitado séculos muito antes.

Gosto tanto de trabalhar com novidades. E acho muito bom poder retornar ainda durante as férias. Sou maluco de ficar em casa? Meu pai. Quero que ele morra e ao mesmo tempo quero que ele perca todo o resto do corpo. Fique só a cabeça pra poder ganhar o dinheiro do mês.

Não se preocupe, só vou fazer alguma coisa, quando tiver apto a fazer. Não sou meus irmãos, sei quando é a hora de parar e a hora de pedir penico. A hora de parar é quando todos afirmam que é hora de parar, mesmo os que não concordam entre si. E a hora de pedir penico é a hora em que eu sei e todos mostram que eu estou por baixo.

Subir? Olha, meu nível está muito bom, principalmente para mim. Só tenho que ser mais honesto com meus colegas e aprender a chamar as pessoas de amigo. E muitas outras coisas.

Novidades sim. Estou começando a dominar meu corpo com técnicas de psicologia. Eu adoro brincar com a cabeça das pessoas. Elas acabam me dando o que preciso, mesmo quando não tem a ver com necessidades físicas.

Não bebo, senhor Ramos, vou adiar até não poder mais. Sim, mas muito raramente. Não posso sair por aí fora demim, e não quero agir como se estivesse fora de foco.

Não me importa saber se sou forte ou não pra bebida, só quero não continuar este traço da minha hereditariedade. Quero ser feliz, mas não quero ser feliz bêbado. Quero saber e sentir cada momento de agora em diante. Não importa mais meu passado. Quer meu presente. E chega de futuro. Pretendo me tornar morador de rua.

A bientôt.

Eu disse: Abientôt.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 18

Senhor Ramos, tudo o que falo sobre meu pai se aplica hoje e todos os dias.
Almocei no ru.
Adoraria viajar pelo mundo.
Vou estudar calculo A nestas férias.
Ainda vou mandar meu pai tomar no cú.
Ainda vou me tornar amigo de um traficante poderosos e fazer com que esta ordem seja exercida.
E ainda vou fazer com que meu pai tome vergonha na cara. E mais que isso, Se arrependa de ter nascido e sobrevivido.

Sim, ele me agrediu verbalmente de novo. Como ele vem fazendo desde que tenho muito pouca idade. Ele me chama de burro, vou fazer um burro carrer atrás dele e fodê-lo. Ele me chama de vagabundo, vou fazer ele ser espencado pela polícia como se fosse um vagabundo. Ele diz que aqui em casa só mora prostituta e vagabundo. Vou arrancar a lingua dele pedaço a pedaço com um alicate de unha. E quando ele se arrepender de ter nascido vou arrancar a cabeça dele e jogar num pote de vidro extra reforçado para que ele nunca mais morra e veja tudo o que ele mais ama se esvair.

Vingança nunca é demais. E tenho o direito de odiar apenas ele. Obrigado por me escutar.
A bientôt.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 17

Olá, senhor Ramos. Hoje eu gostaria de falar sobre alguma coisa. Mas tô meio sem cabeça. Amanhã agente conversa.

Boa noite. A bientôt.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 16

Boa noite, senhor Ramos. Estou falando de um netbook emprestado pala faculdade. Que bom né? É uma maravilha. Pena que é pequeno e não dá pra usar todo o tempo. Lembrando, almocei no RU hoje. Eteve evento no projeto e no RU. Mais tarde eu te conto.

A bietôt.

Parte 02 ─ de noite

Boa noite, senhor Ramos. Hoje foi um dia meio confuso. Bom, foi confuso por que, eu dei aula particular à uma pessoa que não conhecia. E descobri algo que me poderia ter sido útil momentos antes. Deveria prestar mais atenção nas coisas e deixar de ser tão... eu.

O que eu posso fazer? Talvez matar e roubar. Talvez realizar todos os meus desejos mais íntimos. Incluindo aquele de que prefiro não mais me pronunciar. Não, não este, o da tortura. Referente ao meu pai. Infelizmente não dá mais para ser simpático com uma pessoa que usa e abusa de frases sem o mínimo de sutileza.

Infelizmente, ninguém escolhe a família em que vai nascer. Já que estou aqui, quero te falar sobre algo que gostaria de te contar há tempos, mais ainda não tive nem tempo e nem coragem de contar.

Quando eu era mais novo, e meu pai ainda era bem pior, e meus desejos de vingança eram inexploráveis por serem ineficazes, eu tinha um sonho. Não lembro muito bem, e também não é sobre ele que quero contar. Meu sonho era um dia descobrir que fui adotado. Na realidade, arrancado de minha família nativa, a família que realmente me amava e me tinha todo afeto e todo tipo de calor pudessem dispender.

Aícresci, e nada de descobrir que era filho de um homem extra rico, ou de uma mulher muito, mas muito rica, que viajava muito pelo mundo e não tinha tempo pra mim. Até meus sonhos acabarem e meus olhos se abrirem e eu desejar arrancar meus olhos para nunca mais ver o que acabei vendo pelo resto dos meus últimos anos enquanto Mag. Bom, eu nunca fui de todo ingênuo. Também nunca fui totalmente culpado e nem inocente. Mas de uma coisa eu sabia muito bem: se eu quisesse ser feliz, ou no mínimo ter alguma esperança na vida, ele (meu pai) teria que morrer do pior jeito que se pudesse pensar. Não me pergunte por que toda esta raiva, pergunte por que ele me fez desejar tão mal à ele.

Posso lhe dar mil motivos para não responder, e resumir em uma única palavra o que pode simbolizar todos os meus sentimentos por ele: desprezo. Este homem ridículo, ignorante, cavalo, entre outras coisas igualmente terríveis, ou piores, simplesmente me fez por algum tempo acreditar que eu nunca seria nada na vida. Como posso retribuir o favor? Infelizmente não posso revelar tudo à você, monsieur, mas posso dizer tudo o que pretendo fazer com ele assim que possa.

Sabe do meu fascínio quanto as armas, não sabe?
Tudo começou quando eu vi pela primeira vez algo sobre um curso preparatória para os concursos militares. Eu vi aquelas fardas, e nelas os meus maiores desejos refletidos. Sendo que o maior nunca alcancei e não pretendo destruir meu futuro enquanto alto-executivo por alguém tão sem importância quanto ele.

Perdoe se sou tão cruel com as palavras, monsieur, mas eu não posso simplesmente deixar de ser alguém que simplesmente se mostra para ser alguém que se esconde numa capa semelhante à de alguém que se mostra. Fiz isto por toda minha juventude, não que não esteja mais nela, mais que perdi todo meu exílio pensando em tudo o que aquela desgraça ambulante, uma das sete pragas jogadas no egito, me dizia.

Poderia simplesmente me recusar à falar sobre alguém tão degradante, mas não posso mais deixar que meus sentimentos se guardem à flor da pele como fazia há tanto tempo. Deveria ter fugido quando senti o desejo, deveria ter arancado a língua dele com um moedor de carne quando senti que deveria, deveria ter efeito dele pedaços de carne moída frita para ter certeza de que esta besta da qual vos falo seja definitivamente ceifada deste mundo tão glorioso e tão belo.

Sabia que passei a vangloriar aos assassinos por terem sucumbido aos seus sentimentos mais sórdidos? Bom, passei a tolerar homicidas por respeito aos seus atos desonrosos quanto à sociedade. É mais válido para uma criança morrer a ter suas esperanças destruídas. Mas como deixei minha infância de lado para ter uma vida miserável ao lado de um imbecíl que deveria morrer na fogueira exatamente como as bruxas durante a inquisição. Adoraria denunciar ele como bruxo. Teria adorado ver ele morrer comido pelas chamas. Sou um doce menino, por que descobri como ser assim. Por que se fosse pela besta que habita minha casa e que sempre vou ter que chamar de pai, por que não conheço nenhuma outra criatura do sexo masculino que me tenha amor paternal eu morreria sem saber o que é ser uma boa pessoa.

Precisaria me tornar um foragido para ser amado e respeitado, teria que matar por vingança ou por dinheiro para conseguir afeto. Teria que fazê-lo pagar por tudo. Qualquer desgraça pra ele é pouco. Ele merece ser frito em óleo quente, depois ser torturado na roda datortura, depois passado no ralador de queijo, e depois na fatiador de presunto, e depois passado no ácido sulf´rico. Mas entre cada um destes intervalos, ter suas ferias calterizadas por uma mistura de sal, vinagre e álcool. E um pouquinho de fogo por que ninguém é de ferro. O fogo ajudaria a calterizar e limpar as feridas durante a tortura. E teria bandas famosas ao vivo tocando enquanto ele gritasse ao máximo. Estouraria suas cordas vocais e sairia mais sangue, e cada movimento ou demonstração de dor faria que sofresse bem mais do que o que me fez desejar que ele sentisse.

Como todos sabem, a dor é maior do nosso lado. E pro que ele me fez, ele não merece só isso, como merece ser arrastado ainda vivo pela rua amarrado a um carro a toda velocidade, como se estivesse numa corrida.

Infelizmente, é isto que sinto, quando deveria sentir afeto, ou carinho pela figura paterna. E quase uma lágrima cai dos meus olhos neste momento. Assim como cairam durante o início do percurso de volta do meu buzu. Daria qualquer coisa pra ter minhas imaginações e meus olhos lacrados de volta. Não saber me daria toda a felicidade que eu tinha.

Tive um pico depressivo, nada demais. Senhor Ramos, quando que eu não estou deprimido. Realmente. Mas independente de quando ou como eu esteja, é sempre muito complicado estar com mais de uma carga emocional em um momento único.

E como já disse: se fosse apenas depressão, ou apenas euforia, ou apenas tédio. Mas não, tudo junta de uma vez só, e aí eu não aguento. Duas vezes neste mês já aconteceram. Não foi problema algum, apenas a junção de dois ou mais cargas emocionais juntas. E tenho tido crises mais frequentes. Senhor Ramos, eu já sei, não precisa me falar. Vou começar a procurar alguém pelo Planserv. Fui.

A bientôt.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 15

Olá, senhor Ramos. Bom, agora de noite seria um bom momento pra falar sobre meus pequenos problemas do dia. Porém não tive nenhum. Foi um dia diferente dos outros. Fui bom em muita coisa. Inclusive no que achava ser mau.

Mas preciso melhorar e muito.

Por agora é só isso. A bientôt.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 14

Bom, dia senhor Ramos, infelizmente não posso te dar antenção por esses dias. Isto é meio que uma desculpa por ontem, que eu não estive aqui para falar com o senhor, e nem nos dias anteriores que eu estava meio perdido tentando fazer meus trabalhos.

Obrigado pela compreensão. A bientôt.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 13

Olá, senhor Ramos. Esqueci de falar de anteontem, almoço, e ontem, jantar, no RU.
Queria falar mais, mas já retardei muito os meus afazeres. Até daqui à pouco. A bientôt. Fui.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 12

Olá, senhor Ramos. Não tô com muita vontade de conversar hoje. Espero que não se importe de conversar amanhã. Queria falar do meu pico depressivo de ontem no meio da aula de CeT II. Mas, não tenho mais nada o que falar. Parece que meus colegas já entenderam que eu não tenho mais a mesma capacidade auto controladora que tinha antes de sair do 1° semestre. Pelo menos ninguém me perguntou nada sobre aquele evento.

De qualquer forma não teria dito toda a verdade. Meus picos são assim. Numa crise depressiva eu tenho baixas terríveis, chego a parecer uma mulher de tpm. E logo depois passo alguns dias em pico de euforia. Pelo menos sinto menos em ter que ficar me revesando entre os maus estados e os bons estados.

O fato é que, eu não consigo mais controlar meus impulsos nervosos, e não me permito mais controlar as minhas emoções, apenas não os mostro no sentido de atrair atenção. Não mais. Agora eu apenas sumo por alguns momentos, se retornar à um estado bom, eu retorno. Caso oposto, eu fico e vou até retornar ao meu estado normal, que nem eu mesmo conheço mais.

Bom, é isso. Até amanhã. Espero que o senhor esteja bem, e evite ficar deprimido. De maníaco-depressivo basta eu. Te amo, como um pai. A biientôt.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 11

Senhor Ramos, ontem, eu tinha feito progresso. Mas, como a porcaria do computador não me permitiu salvar o que tinha escrito vou ter que tentarreescrever parte da conversade ontem.

O senhor Havia falado sobre um sistema novo para computação de notas.

O sistema era o seguinte:
Em toda avaliação, os alunos receberiam
  • 1,5 por coerência e clareza dasrespostas;
  • 1,5 para os aluno que puserem maior quantidade de assuntos na resposta;
  • 1,0 para o alun com maior grau de assuntos por resposta;

Isto daria um certo apoio às crianças para que elas estudassem durante as aulas, e não nas 24 horas anteriores. Tiraria a vida pessoal e social dos alunos, mas nada que não se possa consertar em 2 anos de farra.

Seria uma boa idéia:

  • Por que daria maior chance à todos os alunos, pois, mesmo que tirassem notas inferiores aos seus estudos estariam salvos por ter aprendido coisas além da resposta que podem caber perfeitamente. Logo, se o aluno não aprendeu determinado assunto, mas sabe apontar suas bases com clareza, ele tem o direito aos 1,5 pontos.
  • Por que daria aos alunos que sabem muita coisa mas são obrigados à se ajustar ao tamanho da resposta a oportunidade de demonstrar seus conhecimentos. Ou seja, todo aluno que tivesse a possibilidade de estudar bem mais que na sala de aula, se puder aplicar este bem mais na prova mereceria outros 1,5 por esforço próprio ou por conhecimentos alheios à sala de aula.
  • Por que daria a chance de que os alunos, que não tem a mesma gama de aprendizado dos outros alunos na mesma matéria, de mostrar que também são bons alunos, mesmo que não seja nesta matéria.
  • Por que não os impediria de seguir adiante numa matéria que eles provavelmente nunca vão ver novamente na vida, a não ser que realmente gostem da matéria, ou que queiram decifrá-la.
  • Por que teríamos alunos independentes e pensantes, que não mais precisam de ordem para executar suas tarefas que valem nota.
  • Por que o aluno se arriscaria mais nos estudos, e precisaria de cada vez mais informações, das quais não serão totalmente necessárias em sala de aula, podendo ele debater o tema com seu professor, em lugar de ser exigido sua participação.
  • Por que, pelo mesmo motivo anterior, o aluno não teria motivos para se virar com raiva por não saber aquilo que precisava, pois ele mesmo iria buscar nde melhor encontrasse (como internet, bibliotecas virtuais, ou não entre outros diversos locais onde provavelmente poderia achar).
  • Por que seriam criados pesquisadores em escala social que são determinados e buscam o conhecimento que precisam.

Por que seria uma má idéia?

  • Daria a oportunidade à crianças de estudarem outras coisas alheias ao assunto, o que desvincularia o professor de seu cargo, tendo em vista que os professores, principalmente de escola pública, são despreparados para o trabalho ─ o que não quer dizer que deixariam de ensinar. Ou seja, as crianças que simplesmente odiassem a matéria poderiam recorrer à outros assuntos ou matérias relativas que tem algo a ver, traduzindo a desvantagem de uma matéria chata e incoerentemente repassada aos alunos em provas incoerentes se diretamente relacionados ao assunto, mas cheios de temas e assuntos que poderiam mas nunca serão abordados em sala de aula.
  • Permitiria que o estudante pensasse por si só, tendo em vista que os professores não os controlam e nem conseguem se impor. Mas pelo fato da nota poder interferir no relacionamento do aluno com o professor, daria menos portabilidade ao professor, permitindo que ele apenas tire dúvidas do que é mais interessante à eles, ou que a conversa tome outro rumo, como os alunos simplesmente não aparecer na aula e ainda ter a oportunidade de tirar boas notas. Ou seja, o professor, que já não é um bom chefe, passa ao cargo de auxiliar, e se não for um bom auxiliar, ainda pode nem interferir na vida do estudante;
  • Escolas mais vazias, cabeças mais cheias. Ou seja, se dá para estudar em casa, com os pais, profs particulares ou simplesmente não estudar, por que o aluno vai para a escola? endo em vista que não dá para preencher lacunas que não existem, alunos tem pouco à perder a curto prazo, e teriam de qualquer forma (neste sistema ou no outro) que reestudar tudo, do começo ao fim, para pleitear um cargo de universitário.
  • Por fim, mas talvez mais importante que qualquer outra desvantagem: O aluno precisaria demais material, se este ousasse seguir o caminho correto, educativo e teria menos "bifurcações" ou "trifurcações". Este aluno seria focado no que é certo, e teria a oportunidade de usar isto a seu favor mais tarde. Excetuando-se pelo fato de que não se tem tudo o que se precisa. As bibliotecas seriam mais requisitadas. E como bem sabemos, o governo brasileiro prioriza a desgraça e mazelas sociais, em lugar de priorizar a educação e a prévenção, sem contar os médico, que também são educados para remediar os problemas. Ou seja, o bom aluno não seria recompensado, seria forçado a se reacostumar ao seu sistema anterior.

Então achei que, tirando as desvantagens, pode ser um bom propósito se utilizar deste sistema para rebater os problemas da educação. É barato, fáci, e apenas basta mudar o botão de liga/desliga para o botão liga/funcionamento1/ação1/funcionamento2/ação2/desliga. Daríamos mai funções aos nossos novos estudantes e faríamos com que eles se despertassem para o que podem fazer. Entretanto, como todo sistema novo tem seus defeitos, este pode não funcionar como acho que deveria. Afinal, não sou pedagogo nem professor, e muito menos psicólogo. Mas conheço o sistema de aulas e sei muito bem que nota boa não é uma boa recompensa.

Os alunos que se desgastam estudando geralmente são os que são menos ligados à amizade e os que tem as piores notas tem muito conhecimento em áreas que nunca serão permitidas usar nas provas. E ainda tem outros problemas como a secção de temas em disciplinas separadas. Tal como água em química, o movimento da água em física. Deveria ser tudo integrado. A água é química, fíca e biologia, sem contar em muitos outros aspectos filosóficos e psicológicos. Não dá pra simplesmente mover a água pra determinado tema. E não deveriam ser ministradas aulas em ambientes "prisionais" tais como sala de aulas ou auditórios. Deveriam ser feitas como nos séculos anteriores ao início das escolas infantis: ao ar livre como nossos tataravós, ou em parques, zoológicos e outros lugares que tenham ar puro e permitam a libertação da mente ao aprendizado forçado das salas de aula.

Se você está lendo este post, me ajude a repassar este sistema para quem precisa, ou seja todos os estudantes.

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