quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Diário4 ─ capítulo 11

Senhor Ramos, ontem, eu tinha feito progresso. Mas, como a porcaria do computador não me permitiu salvar o que tinha escrito vou ter que tentarreescrever parte da conversade ontem.

O senhor Havia falado sobre um sistema novo para computação de notas.

O sistema era o seguinte:
Em toda avaliação, os alunos receberiam
  • 1,5 por coerência e clareza dasrespostas;
  • 1,5 para os aluno que puserem maior quantidade de assuntos na resposta;
  • 1,0 para o alun com maior grau de assuntos por resposta;

Isto daria um certo apoio às crianças para que elas estudassem durante as aulas, e não nas 24 horas anteriores. Tiraria a vida pessoal e social dos alunos, mas nada que não se possa consertar em 2 anos de farra.

Seria uma boa idéia:

  • Por que daria maior chance à todos os alunos, pois, mesmo que tirassem notas inferiores aos seus estudos estariam salvos por ter aprendido coisas além da resposta que podem caber perfeitamente. Logo, se o aluno não aprendeu determinado assunto, mas sabe apontar suas bases com clareza, ele tem o direito aos 1,5 pontos.
  • Por que daria aos alunos que sabem muita coisa mas são obrigados à se ajustar ao tamanho da resposta a oportunidade de demonstrar seus conhecimentos. Ou seja, todo aluno que tivesse a possibilidade de estudar bem mais que na sala de aula, se puder aplicar este bem mais na prova mereceria outros 1,5 por esforço próprio ou por conhecimentos alheios à sala de aula.
  • Por que daria a chance de que os alunos, que não tem a mesma gama de aprendizado dos outros alunos na mesma matéria, de mostrar que também são bons alunos, mesmo que não seja nesta matéria.
  • Por que não os impediria de seguir adiante numa matéria que eles provavelmente nunca vão ver novamente na vida, a não ser que realmente gostem da matéria, ou que queiram decifrá-la.
  • Por que teríamos alunos independentes e pensantes, que não mais precisam de ordem para executar suas tarefas que valem nota.
  • Por que o aluno se arriscaria mais nos estudos, e precisaria de cada vez mais informações, das quais não serão totalmente necessárias em sala de aula, podendo ele debater o tema com seu professor, em lugar de ser exigido sua participação.
  • Por que, pelo mesmo motivo anterior, o aluno não teria motivos para se virar com raiva por não saber aquilo que precisava, pois ele mesmo iria buscar nde melhor encontrasse (como internet, bibliotecas virtuais, ou não entre outros diversos locais onde provavelmente poderia achar).
  • Por que seriam criados pesquisadores em escala social que são determinados e buscam o conhecimento que precisam.

Por que seria uma má idéia?

  • Daria a oportunidade à crianças de estudarem outras coisas alheias ao assunto, o que desvincularia o professor de seu cargo, tendo em vista que os professores, principalmente de escola pública, são despreparados para o trabalho ─ o que não quer dizer que deixariam de ensinar. Ou seja, as crianças que simplesmente odiassem a matéria poderiam recorrer à outros assuntos ou matérias relativas que tem algo a ver, traduzindo a desvantagem de uma matéria chata e incoerentemente repassada aos alunos em provas incoerentes se diretamente relacionados ao assunto, mas cheios de temas e assuntos que poderiam mas nunca serão abordados em sala de aula.
  • Permitiria que o estudante pensasse por si só, tendo em vista que os professores não os controlam e nem conseguem se impor. Mas pelo fato da nota poder interferir no relacionamento do aluno com o professor, daria menos portabilidade ao professor, permitindo que ele apenas tire dúvidas do que é mais interessante à eles, ou que a conversa tome outro rumo, como os alunos simplesmente não aparecer na aula e ainda ter a oportunidade de tirar boas notas. Ou seja, o professor, que já não é um bom chefe, passa ao cargo de auxiliar, e se não for um bom auxiliar, ainda pode nem interferir na vida do estudante;
  • Escolas mais vazias, cabeças mais cheias. Ou seja, se dá para estudar em casa, com os pais, profs particulares ou simplesmente não estudar, por que o aluno vai para a escola? endo em vista que não dá para preencher lacunas que não existem, alunos tem pouco à perder a curto prazo, e teriam de qualquer forma (neste sistema ou no outro) que reestudar tudo, do começo ao fim, para pleitear um cargo de universitário.
  • Por fim, mas talvez mais importante que qualquer outra desvantagem: O aluno precisaria demais material, se este ousasse seguir o caminho correto, educativo e teria menos "bifurcações" ou "trifurcações". Este aluno seria focado no que é certo, e teria a oportunidade de usar isto a seu favor mais tarde. Excetuando-se pelo fato de que não se tem tudo o que se precisa. As bibliotecas seriam mais requisitadas. E como bem sabemos, o governo brasileiro prioriza a desgraça e mazelas sociais, em lugar de priorizar a educação e a prévenção, sem contar os médico, que também são educados para remediar os problemas. Ou seja, o bom aluno não seria recompensado, seria forçado a se reacostumar ao seu sistema anterior.

Então achei que, tirando as desvantagens, pode ser um bom propósito se utilizar deste sistema para rebater os problemas da educação. É barato, fáci, e apenas basta mudar o botão de liga/desliga para o botão liga/funcionamento1/ação1/funcionamento2/ação2/desliga. Daríamos mai funções aos nossos novos estudantes e faríamos com que eles se despertassem para o que podem fazer. Entretanto, como todo sistema novo tem seus defeitos, este pode não funcionar como acho que deveria. Afinal, não sou pedagogo nem professor, e muito menos psicólogo. Mas conheço o sistema de aulas e sei muito bem que nota boa não é uma boa recompensa.

Os alunos que se desgastam estudando geralmente são os que são menos ligados à amizade e os que tem as piores notas tem muito conhecimento em áreas que nunca serão permitidas usar nas provas. E ainda tem outros problemas como a secção de temas em disciplinas separadas. Tal como água em química, o movimento da água em física. Deveria ser tudo integrado. A água é química, fíca e biologia, sem contar em muitos outros aspectos filosóficos e psicológicos. Não dá pra simplesmente mover a água pra determinado tema. E não deveriam ser ministradas aulas em ambientes "prisionais" tais como sala de aulas ou auditórios. Deveriam ser feitas como nos séculos anteriores ao início das escolas infantis: ao ar livre como nossos tataravós, ou em parques, zoológicos e outros lugares que tenham ar puro e permitam a libertação da mente ao aprendizado forçado das salas de aula.

Se você está lendo este post, me ajude a repassar este sistema para quem precisa, ou seja todos os estudantes.

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