terça-feira, 15 de março de 2011

Dia de paz, talvez um dia atrás

Senhor Ramos, faz tempo que não conversamos. Estou tão concentrado no meu mais novo projeto. É, o livro.
Meu dia ontem foi quase normal. Conheci minha professora de Alemão, que achei que era homem por causa do nome, conheci colegas novos na turma de yoga, andei da Ondina Ao Canela para assistir a aula de yoga.
O senhor me conhece muito bem. Ontem de noite tive outra crise depressiva. Sabe aquele ator que se parece com uma determinada pessoa? Só vi ele uma única vez na tv, e depois no computador. E ele me lembrou...

Esquece, já acabou. Isto foi ontem.
Hoje meu dia foi interessante.
Não, senhor Ramos, não quero mais falar sobre ontem. Não tenho por que falar.

Hoje eu conheci ainda mais gente. Fiquei sem assunto. Eu sei que o senhor gosta de fazer este tipo de pergunta o tempo todo, mas hoje eu prefiro não responder sobre coisas que não entendo. Ele passou na vida, assim como qualquer outra pessoa que conheci. Ele não deveria ter tanta importância assim. Não mesmo. Adorava olhar, só isso, nada mais. O que é que tem? Tá, aqueles pequenos eventos que eu preferi não ficar pra ver. Se era pequeno realmente ou não! Brincadeira, prefiro ficar na dúvida a fazer este tipo de coisa. Tenho caráter, mesmo que mínimo, de não fazer isso.
Que me queira. Ao menos eu poderia fazer alguma coisa para equilibrar.

Não, não vou. Melhor sozinho do que mal acompanhado. Discrição? O senhor sabe muito bem quais são os meus desejos. Sabe do que eu gosto e do que sempre falo. Olha,senhor Ramos, faria qualquer coisa que estivesse ao meu alcance, se tivesse certeza dos resultados. Sei... Mas não basta. Posso ter nascido homem, e tentado homem, mas cresci como um repolho. Também não gostei da comparação, mas é fato. Um repolho assim como qualquer vegetal precisa de luz, água, terra adubada e paciência. E eu, como um repolho, preciso das mesmas coisas. Luz, água, alimento, e paciência. Não fui criado pra seguir a borboleta até onde parar. Fui criado para localizar a borboleta, calcular onde ela vai passar e procurar o melhor jeito de capturar.

Agora entendeu? Sei que preciso ir mais longe do que uma boa terra adubada que é minha casa. E, pra onde eu vou? Então, quando o senhor souber a resposta, o senhor me diz. Até lá, fico por aqui e vou tentar voltar antes de sumir de novo.

Je t'aime. A bientôt.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Selecione outra página.
=>

Viaje pelas tags do blog: