sexta-feira, 1 de abril de 2011

Flip codes, flip cards.

Senhor Ramos, estou pensando seriamente em largar minha vida completamente e sumir definitivamente no mundo. Adoraria saber. Mas gostaria realmente de fazer algo por mim, e importante para minha vida medíocre.

Não sei o que acontece, mas meus conhecidos me dizem coisas parecidas com o que senhor acaba de dizer. Entretanto, por mais que ache que minha vida não é totalmente medíocre, eu acredito que seja medíocre. É o velho princípio da inveja. Toda vez que penso ou ouço a vida de outras pessoas, eu me sinto como um rato que se vestiu de gente para parecer que tinha algo para guardar.

É uma sensação antiga, senhor Ramos. É mais velha do que o desejo de morrer. Um exemplo? Minha aula de Técnicas básicas de teatro. A maioria dos meus colegas fizeram algo antes dos vinte. Algo de importante ou de evidentemente legal, diga-se de passagem.

Uma colega minha de nome diferente e aparência diferente. Ela tem minha idade e já fez dança, teatro e muitas outras coisas.
Não, não é fato de ela ter minha idade, mas o fato de ela com a minha idade ter feito coisas que eu nunca imaginei antes na minha vida.

Me sinto um inútil, senhor Ramos. E estou começando a ter traços maníaco-depressivos.
Bipolaridade não seria bem o caso. Seria? Pelo dia crises de risos, tarde a noite, crises depressivas. E de vez em quando a inversão.

A yoga não ajuda tanto assim, mais acalma. Alguns exercícios me deixam muito ativo. Outros me deixam meio depressivo. Eu sei, mas onde encontro. De preferência um que seja bom?

Boa noite. A bientôt.

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