quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Um conto de Natal

Naquele momento de festas, ele estava pronto para ser o melhor da turma. Nada mais era como antes. Natal não podia mais ser usado como desculpa para não se ter aulas. Ele apreciara esta novidade.
A cidade estava entre o zumbido normal de idas as compras. Já estava próxima a data final (21/12/2012). Enquanto algumas pessoas se preocupavam com isso outras rumavam aos shoppings da cidade em busca de presentes para seus amigos e parentes. Mas não ele. Ele retornara a sua casa ao final de uma massacrante aula de francês.
Adorava as línguas, especialmente quando se tratava do francês. Já não tinha a mesma capacidade que tinha quanto estava pronto a descobrir o mundo por seus próprios olhos. Marinaldo já não aguentava mais 4 horas seguidas de aula sem ficar morrendo de dor de cabeça. Isto o deixava irritado. Entretanto, não o irritava mais do que pegar um ônibus lotado de zumbis recém saídos das compras. Os mais perigosos tipos que se falar.
Poderia passar horas falando sobre cada tipo de zumbi. Dos medonhos aos que causam apenas um forte terror. Dos que matam com um olhar aos que acabam com você na mais pasmaceira lentidão, devorando seus órgãos como frutas adocicadas maduras. Marinaldo já não tinha medo dos zumbis.
Só que estes eram especiais. Eram uma variação muito pouco conhecida de um vírus misterioso dizimou a população. Apenas uma pequena variedade de pessoas que contraíram uma pequena alergia distromórfica conseguiu se livrar das complicações do vírus.
O alfatrans, como fora batizado ainda em seu projeto, desenvolvia forte e variadas complicações no corpo do hospedeiro. Dentre elas, as mais gritantes são: burrice aguda, retardo mental cíclico, destruição parcial dos tímpanos, histeria, múltipla personalidade, e disfunções digestivas (excesso de fome e refluxo), além de outras variações que incluem deformações faciais e ou estruturais.
Eles eram fáceis de se desvencilhar. Bastava fingir ser um deles. Mas a nova variedade era muito mais inteligente. Tinha um faro mais aguçado que o normal. Sentia cheiro de sangue dentro de qualquer vasilha hermeticamente fechada, mesmo que dentro de várias outras. Esta versão de zumbis era mais burra, e nem por isso menos letal. Capazes de conter uma cidade inteira e destruí-la sem que ninguém perceba a diferença. Marinaldo já se cansava fácil destes zumbis.
Eles permaneciam burros a ponto de criar e manter um engarrafamento por tanto tempo o quanto precisassem se alimentar... apesar de não haver mais alimento. Capazes de passar horas parados no mesmo lugar sem saber para onde ir. E, especialmente estes, permaneciam em bando o tempo todo, o que dificultava em muito matá-los sem ser caçado depois.
Mas, depois que estes novos se desenvolveram, as coisas se complicaram muito. Marinaldo passou a precisar se defender fugindo pelas ruas. O que complica ainda mais sua vida, já que os zumbis atacam qualquer coisa mais rápida que eles (o que incluía realmente muita coisa, de tartarugar a insetos, de pequenos roedores a grandes baleias) sem se importar com tamanho ou força. Por sorte, o vírus só passa por contato prolongado com vítimas e por vias fabricadas, tais como cortes e arranhões.
Marinaldo agora precisa lutar por sua vida dentro de um ônibus lotado de zumbis retornando sabe-se lá de onde para sabe-lá aonde. E por mais que pudesse fugir, teria que respeitar as suas experiências. Se correr vai ser pior, pois todos vão atrás. Se ficar vai ser péssimo, pois se a ansiedade de ser pego pelos infectados da nova variação não o matar, será morto por eles.
...
Fim do primeiro capítulo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Poetas do luar

Vivo uma situação incrível da minha vida: A indecisão entre o suicídio e a chacina. Já não consigo sair a rua sem sentir medo do que venha a seguir. Isto nem é tão incrível assim.

Senhor Ramos, Salvador continua piorando. Uma dívida que deve destruir plenamente a cidade em breve. Transporte público inseguro, muito caro e inefetivo. Continuo desempregado. Continuo à espera de um milagre. Continuo esperando meu príncipe encantado. Continuo fingindo que estou mudando.

Continuo continuando. Estou pensando seriamente em muitas coisas. Coisas que talvez nunca venha a concluir. Comecei um jogo que não consigo completar o algoritmo dele. Comecei um curso de alemão pela internet, e um de russo. Fiz planos de sair por outras cidades. Já não tenho a mesma criatividade que tinha antes. O senhor não vai falar comigo?

Sei que faz tempo que não falo com o senhor. Precisava de um tempo dedicado somente a mim. Talvez tenha isto me feito acreditar mais no que digo. Ao menos consegui aumentar minha intuição. Já jogo tarot errando bem menos. Vou dizer uns 66% de aumento. Eu sei. Pra quem acertava muito pouca coisa. Já consegui prever coisas antes e acontecerem. Estou nu regime de jogar duas vezes ao dia: de manhã e de noite. Não, não. Estou perguntas simples como "como será o dia de amanhã?", ou "O que vai acontecer de interessante hoje?". Nada muito complicado. Quando me sentir forte o suficiente vou melhorar as perguntas para algo como "Quem vou encontrar na esquina da ondina com a garibaldi?". Ainda não me acho forte o suficiente para isso. Bom, acho isso por que embora tenha melhorado minha disposição no tarot, ainda tenho certos receios de coisas que já perguntei e não soube interpretar. Você acabou de me lembrar minha psicóloga. Uma vez abri um conjunto que me dizia algo referente a dejà vu. Não sabia se era uma segunda chance ou um dejà vu de fato. Tirei as cartas na manhã seguinte e confirmei dejà vu. Foi relacionado à uma compra que fiz na internet. Há alguns meses comprei uma licença de antivírus. Não consegui completar a compra por que o caixa eletrônico só transferia depois das 22h. Perdi a compra, tive que falar com o sistema de pagamento e depois falar com o pessoal do antivírus. Então, recentemente fiz a mesma coisa com um adaptador para ide/sata - USB. O pagamento caiu depois do que deveria, mas consegui concluir a compra. A história das cartas termina aqui. Atualmente (hoje) os correios não encontram minha casa no subúrbio ferroviário (?) de salvador por que tenho 2 ceps. Isso é muito chato. Gostaria de não ter nenhum problema com este tipo de coisa.

Mudando de assunto. Tô pensando em largar o português dentro de casa. Parar mesmo de pensar em português. Preciso de fluência em alguma língua diferente do português. Com certeza deve me ajudar a arrumar um emprego. Agora tô tentando carregar um jogo do facebook na internet discada de celular. Aff. Como eu gostaria de ter uma internet de qualidade. Verdade, eu gostaria de muitas coisas. Dentre elas, claro. Adoraria, mas a sorte não me vem assim. Quem sabe. Mas não tenho sorte em sorteio algum. Nunca tive. Desde pequeno. Na verdade, desde que me lembro. Bem que poderia ter alguma entidade que sorrisse pra mim e dissesse: vou lhe tirar a sorte no resto do mês, mas hoje você vai ter toda a sorte do mundo. Ou o contrário. Perder tudo de uma só vez e ganhar toda a sorte do mundo no resto da vida. Há determinados preços que estou disposto a pagar e outros que prefiro negociar. Não, mesmo nesta área. Sorte no amor? Nem em novela mexicana de autoria brasileira filmada na globo. No jogo pior ainda. Já estou ficando deprimido de tanto... Deixa pra lá. Passei alguns meses de greve. O senhor é bem mais informado que eu. Aproveitei para relaxar bastante e melhorar algumas coisas que poderia ter melhorado. Continuo me sentindo um lobo solitário. Apesar de que lobos solitários caçam quando os instintos mandam. Eu não. Uma árvore talvez se adequasse melhor a minha imagem. Grande, velha e rodeada de pássaros, insetos e outros animais que vivem nela. Foi-se o tempo em que eu era o aluno mais dedicado do mundo. Me sinto desmotivado. Como, se quanto mais desejo alguma coisa menos ela se torna fácil. Não, o senhor não me entendeu. No meu sentido é como se... como dizer isso?... Se... Se eu fosse um alface e quisesse ser comido por uma vaca uma girafa urubu (urubus comem carne, logo serve para a parábola). Não importa o quanto eu espere o urubu se aproximar de mim. Ele nunca vai olhar pra mim com fome. Nunca vai pensar: Que alface delicioso! Muito menos vai me achar um belo alface. Me sinto assim em relação a sorte. Justamente. Talvez algum dia o urubu se torne vegetariano. Ou talvez eu vire uma alface com cor e forma de carne. Mas aí é um caso de esperança. Coisas raras na minha vida.

Não é a única. Sinto falta de olhar pra tv e ver somente o que está em foco na tela. Sinto falta de andar na rua sem sequer sem estar alerta. Sinto falta de ter os olhos fechados e a mente a aberta. Sinto meus olhos abertos e minha mente fechada. Tenho medo da minha sombra... Tenho sentimentos dos quais nunca compartilhei.

Não é a única coisa. Nem a pior de todas elas. Mas logo saberei como não me preocupar com elas. Sou um alface desejado alimentar o urubu. A branca de neve esperando o príncipe encantado. Não tenho esperanças e ainda creio. Não importa o que venha a fazer. Me sinto velho demais, mesmo pra minha idade. E agora estou deprimido.

Muita conversa pra pouco tempo. Adoro desabafar com o senhor. J'adore vous. À bientôt.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Bahia, terra de todos os políticos corruptos



hoje (dia 12 de junho de 2012), foi um momento muito inesquecível.
Poderia dizer que passei o dia acompanhado de uma pessoa muito especial. O que não seria totalmente mentira, já que eu sou uma pessoa especial... pra mim. Poderia dizer que foi um dia especial, que não seria verdade, pois acabo de voltar para casa depois de um dia frustrante no qual não tive duas provas que estavam marcadas. Isso devido ao fato da confusão na qual não se sabe se há greve dos professores da UFBa, se há greve dos estudantes, quando e como vamos voltar da greve dos funcionários. Isso, também, muito tempo depois da greve da pm, na qual uma rede de televisão fez uma bela maniulação em favor do fim da greve e onde houveram prisões indevidas orquestradas pela mesma emissora de tv. E pouco tempo depois da greve dos rodoviários, e durante a greve dos professores do estado, e também durante a paralização dos médicos.
Mas não tem nada a ver com isso. Tem a ver com uma situação que não sei como adjetivar. Uma situação na qual um meliante levou o que merecia, e não foi o produto de seus atos ilícitos.
Foi a primeira vez nos meus vinte e dois anos de vida que vi pessoalmente um bandido levar bala. Foi incrível. Poderia dizer tudo: desde que fiquei morrendo de medo após ouvir os tiros que o levaram a morte. Mas não seria verdade. Há semanas que estou houvindo sons os quais não sei distinguir e que poderia dizer que são fogos de artifício, mesmo durante a madrugada. E estava ouvindo os mesmos sons pouco antes do feliz ocorrido.
Ou poderia dizer que fiquei muito empolgado e queria ver de novo. O que mais uma vez não seria totalmente verdade, pois eu tinha previsto alguma coisa de interessante para hoje. Só não tinha noção de que seria uma bela apresentação à lá gladiadores.

Não vou dizer que vou parar de descer no ponto da calçada que dá acesso ao retorno para o Largo dos Mares. Mas adoraria não ter que passar por fatos semelhantes durante o período da noite, no qual retorno para casa depois de um dia inteiro na faculdade. Assim como adoraria não ouvir mais história de pessoas que foram assaltadas nos pontos estratégicos, tais quais UFBa campus Ondina e campus Canela, principalmente nas imediações dos institutos de Arquitetura, Facom e nas faculdades que ficam no bairro de São Lázaro; E comércio no ponto das faculdades, no Farol da Barra, Lagoa do Abaeté.
É, eu adoraria poder sair de casa às duas ou às quatro da manhã sem me preocupar em carregar algum objeto de valor pra dar pro bandido. E sem me preocupar em voltar vivo e inteiro para casa. Mas como no Brasil, especialmente em Salvador e região Metropolitana isto é, digamos, impossível, então só me resta pedir uma equipe de apoio tal qual a que eliminou um meliante na frente de várias pessoas no ponto onde peguei meu segundo ônibus ao valor de R$2,80 pra voltar pra casa.
Melhor nem falar no valor abusivo do transporte público de Salvador por hoje. Mas, só pra constar: ele é caro ineficiente e a única mudança que sofre sempre é a diminuição de linhas e da quantidade de ônibus rodando. Além de aumentos abusivos que nunca compensam, sou da época em que o ônibus andava a R$ 0,80 a inteira, e haviam ônibus sanfona rodando por toda Salvador. E eu só tenho vinte dois anos.

Infelizmente, é isso.
P.S: Se for votar em alguém pra governador votem em gente que seja do povo e que tenha entrado na poítica há menos de cinco anos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Açucar para acalmar o ácido sulfúrico

Sr. Ramos. Hoje estou numa fase bem diferente de qualquer outro momento em que conversei com o senhor.
Estou entre o quero matar "alguém" e o quero morrer. Estou destruído por dentro. Me sinto rejeitado, frustrado, incompreendido, discriminado. Me sinto recheado de emoções, as quais nunca saberia dar nomes.

Me sinto plenamente destruído como se tivesse sido levado por um carro a 500km/h. Como se tivessem explodido o planeta em mim. Como se tivessem decomposto cada pedaço do meu dna. Como se tivessem feito isso e depois recomposto exatamente como ele era.

Gostaria de falar tudo o que estou sentindo neste exato momento, mas palavras derramadas ao vento não vão fazer melhorar este estado de humor. Bom, o motivo foi que a única pessoa cabível em meus requisitos se interessou e depois se desinteressou. Mas o que doeu mais não foi ter sido rejeitado por alguém que eu sequer conheci. oi o fato de ter sido rejeitado por alguém que simplesmente parece não aceitar a si próprio e aos outros que aceitam a si próprios.

Isto me deixou frustrado. Não posso ser homem de testar não sê-lo. Este é o meu segredo. Não quero seguir meu caminho antes de saber qual o caminho que posso evitar. Estou buscando algo além de relacionamento, ciúmes e sexo. Mas isto parece simplesmente que não existe.

Resolvi que, definitivamente, não serei de ninguém. Sei quais serão as consequências. Já as conhecia antes de tentar. Sei vou me tornar a velha solitária cheia de gatos. Mas não me importo mais. Os gatos não ferem aos outros quando não se sentem feridos. E eles não respondem a qualquer sinal de perigo.

Me sinto e ajo como os gatos. Não sei por que, mas o desapego que tenho das pessoas me torna mais apto a sacrificar pequenos afetos. Me deixar apegar aos poucos ficou melhor de suportar do que perder de vez.

Me desculpa se fui um tanto quanto displicente. Mas a significância do que sinto entre momento está entre o que eu sou e o que eu deveria ter sido. Isso, um arrependimento profundo de alguma coisa que nunca fiz e nunca vou fazer independente de quantas vidas eu viva. Infelizmente, o que seria uma esperança tornou-se apenas um sono perdido. Acho que não preciso dizer mais nada.

Ich liebe dich.

terça-feira, 20 de março de 2012

Meu dia de este mês

Senhor Ramos, faz tempo que não converso com o senhor.

Faz tempo que tenho e , ao mesmo tempo, não tenho nada para te dizer. É como se eu quisesse te cntar um dos piores segredos, mas não conseguisse me abrir como o senhor. Tenho tentado muito voltar a escrever para o senhor.

Na verdade nem sei por onde começar. Estou mudando de várias formas distintas em várias direções. Estou ficando cada dia mais doce, mais carente, mais amigável, mais estudioso. Eu também achava difícil. Estou começando a estudar em momentos que nunca usei para fins além do sono. Consegui meu computador próprio. Há um bom custo, óbvio.

Conheci algumas pessoas. Estou me esquecendo cada vez mais rápido de coisas que acabo de ver. Posso falar antes do senhor começar com as perguntas? Estou me preparando para alguma coisa da qual não faço idéia do que seja. Estou prestando atenção em coisas que antes nem me interessavam. Estou prestando mais atenção em coisas que me interessam. Estou querendo participar mais da vida de pessoas que são importantes para mim. Claro que permito.

Bom, ainda não sei o que fazer quanto à isto. Estou entre Língua estrangeira e Engenharia da computação. E a carreira militar. Não me importo de ter que levar uma parte da minha vida ao lixo. Como o senhor acabou de dizer com perfeição, eu nunca tive uma vida. Mas agora eu tenho oportunidades melhores para mudar isto.

Ainda mantenho este selo. Mas mudei de abordagem. Chega de correr atrás. Sou passivo, quero ser buscado, quero me entregar. Num mundo de rainhas amazonas, princesa encantada tira folga. Não posso fazer mais nada, apenas continuar fingindo que existe alguém para mim. Alguém que está à minha busca. Alguém que quer passar nem que sejam os raros minutos de atenção que dou à quem eu atendo a cada dia. Eu continuo tendo esperanças, mas agora não me importo em ir buscar por esta pessoa que tanto me mostrei que não existe.

Sei que vou morrer virgem, sem saber o gosto de um beijo de amor. Mas São apenas estilhaços de uma vida medíocre que mantive. É outra coisa da qual gostaria de ter falado. Eu já sei que eu que me deixo escravizar sem questionar o motivo da escravatura. Não me importo de sofrer. Não mais. Se tornou um forte, minha forticação. Me tornei tão frágil que acabei criando uma auto-imagem forte o bastante para proteger outras pessoas das quais posso facilmente me esquecer. Independente do tamanho da importância que teve na minha vida.

Vou dedicar cada uma destas palavras a cada gato que vi, observei e ou conheci. Dentre eles um que não pode mais sorrir para mim. É incrível como não consigo notar uma falta tão grande.

Outro dos meus problemas. Posso passar o resto da bateria do meu Aspire One de 3 células explicando e classificando cada um dos problemas que tive e ou que precisei fabricar só por proteção.

Isto é um dos meus vários problemas. Descubro um traço do meu perfil e o mudo. Para outro bem diferente. Eu estou destruindo o mundo que construi aqui dentro do meu cérebro para construir um mundo completamente novo. Um sistema do zero, onde preciso redescobrir cada problema das sociedades construidas e depois sanar. Como um dia conversei com um antigo amigo, eu prefiro o mundo que construi aqui dentro da minha cabeça, por que dentro dele eu sou deus. E como deus posso fazer o que quiser das regras da natureza e da vida. Assim como posso moldar definitivamente a justiça dos meus seres vivos e trazer paz definitiva à todos os meus fiéis.

Adoro conversar com o senhor. Até hoje o senhor foi o único que conseguiu me fazer descrever o que sinto  do exato modo que sinto. O senhor foi o único pai substituto que me fez sentir honra de ter um pai. O único homem que me escutou da forma que sempre precisei. A única figura masculina que supri minhas necessidades emocionais. Ich liebe dich.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Arrependimentos não matam, o que é uma pena,

Sr. Ramos, ontem minha colega foi hackeada de novo (para quem não sabe, por que eu não disse, ela havia sido hackeada no e-mail que ela havia feito enquanto estava em São Paulo). Pois bem, o cara invadiu também o hotmail dela do trabalho.
Adoraria conhecer alguém que soubesse exatamente como hackear um hacker. Pois o mesmo já invadiu várias outras contas de e-mail de pessoas conhecidas desta colega. E já está virando um estorvo.
Não sei, não. A gente já tentou tudo o que podia. Agora agente vai pra quem tem alto conhecimento sobre o assunto e depois à polícia. Sabemos que podemos não conseguir recuperar e-mail dela. Mas ela está desesperada. Já é a milionésima vez que o mesmo indivíduo invade o e-mail dela.

Não sou cristão e nem frequento a religião evangélica. Mas poderia pedir pra alguém rezar por todas as pessoas que tiveram seus e-mails hackeados. E por todos os hackers para que eles tenham suas cabeças e suas atividades voltadas para o bem da humanidade.

Não acredito, mas talvez funcione. Ontem, fiquei muito nervoso. Esses dias estou dormindo à base de relaxamento de tão nervoso que estou. E ela já ficou doente por causa disto.

Ich believe dich, Herr Ramos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sr. Ramos, eu tenho pensado muito e... É melhor eu começar a providenciar minha vida fora do Brasil. Ainda sinto uma vontade imensa de estar longe daqui até o final de 2014. É, o senhor tem razão. Eu ainda quero viver como militar.

Talvez sim, talvez não. Ainda não sei exatamente o que eu quero. Não sei nadar nem atirar, o que são coisas providenciáveis. Nem sei dirigir e não pretendo aprender. Mas, como é que vou engordar o que preciso?

É, tanto preciso quanto quero engordar 10 quilos. E não dá pra fazer isso aqui em casa. Com o que como. Preciso de mais. De mais coisas, equipamentos, talvez até treinamento pesado. Ainda quero fazer outras coisas.

Isto é e não é uma delas. Ninguém precisa saber. Principalmente do que não quer saber. Cansei disto. Já não tenho mais esperanças neste sentido. Não. Chega. 7 anos. Preciso de algo melhor pra minha vida.

Eu quem o diga. Felizmente não preciso de mais do que alguns meses de concentração direta sobre mim. E de uma lista cumprível de objetivos. Não, modificar uma personalidade é fácil. Difícil é modificar uma personalidade tão arraigada quanto esta. Eu precisei de cinco anos pra concluir isto. Devo precisar de mais três ou quatro para fechar este projeto.

Talvez ano que vem eu já nem me pareça com isto que vos fala. Não duvide, eu não aceito apostas. E nunca entro em briga. Só pra reforçar.

Bom, hora de ir. Auf wiedersehen.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Uma noite e um dia

Sr. Ramos, faz muito tempo que não tenho falado com o senhor. Muitas coisas pra fazer. Tá, não tinha muita coisa pra fazer que não poderia ter parado e conversado com você. Mas não tinha lá o que falar.

Tenho passeado muito pela internet, parei de jogar zelda majora's mask, ouvido músicas em outras línguas. Comecei a entender um pouco do que está dizendo nas músicas.

Meus planos continuam os mesmos. Ainda quero prestar carreira militar, dentro e fora do país. Ainda quero viajar o mundo. E ainda quero terminar minha vida longe daqui. Quanto à isto tenho conseguido muitas coisas.

Esta pergunta se mantém sem resposta. Ainda estou no quero e não quero. Sei lá, pra saber disto agora? Tenho tanta coisa pra viver que não precisa desta resposta.

A internet atualmente está me ensinando algumas destas coisas. Ah! Consegui fazer origami. De vários tipos. Icosaedro, tetraedro, octaedro, caixa de presente, tampa em base hexagonal, cubo, uma coisa com vários cubos... Consegui paciência por causa da falta do meu U_pink. Meu computador. Cérebro e Pink. Eu sou o cérebro. Eu sei.

Estou pensando seriamente em juntar dinheiro para comprar um netbook pra mim. Um netbook só meu para os meus momentos de jogo e de estudos. É melhor, eu acho. Tem muito mais funções e tem web cam, dá pra carregar pra tudo quanto é canto, dá pra guardar em tudo quanto é canto, dá pra se mover em tudo quanto é direção. E dá pra fazer outras coisas nestes vários cantos. AH, como lavar os pratos enquanto lê um livro, calcular alguma coisa enquanto ouve música, dormir... não, dormir junto com o computador não dá. Será que tem? Achava que a função só tinha em mp3, mp4 e mpxses. Mas seria bom.

Imagine só:
"Computador, me conta uma história e dorme depois que a história acabar."
E o computador fica lá durante 20 minutos me contando uma história como a "Branca de neve e os sete ah não". E aí eu durmo depois de 10 minutos e o computador termina e dorme também. Seria ótimo. Teria alguém pra me ensinar alemão, francês e japonês. Tô pensando nisso.

Coréia? Talvez daqui a alguns meses se não conseguir Alemanha. Não, eu não estou fascinado pela Alemanha. Só acho que é um bom lugar pra recomeçar. Sim, nunca terminei, nunca fiz nada. Mas lá me parece ser melhor do que aqui em muitos aspectos. Muitos mesmo. Confesso que detesto este país. Mas eu gosto daqui de alguma forma. Faria muitas modificações e depois voltaria a morar aqui, depois que comprasse metade da Bahia e começasse o meu comércio particular na metade comprada. E o Condomínio de luxo com a guarda particular, e lojascom seus departamentos em cada bairro, e padarias, delicatessen, doçarias, livrarias, escolas semi-privadas, sistemas socio-capitalista de comércio, polícia privatizada e muitas outras coisas que só haveriam na minha parte da Bahia.

Sobre isto não posso contar mais do que: Estou me preparando para meu primeiro livro publicável, ou vendível em versão eletrônica. Estou com muitos planos para incluir neste livro. Pretendo ser convidado para academia brasileira de letras por ter modificado o tipo de enredo. Pretendo ser um ilustre, ponto.

Por hoje é só. Ich liebe dich.

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