domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pequenas evidências


Senhor Ramos, já teve evidências de que há mais entre o céu e a terra do que julga as vãs filosofias?
Eu cansei de ficar parado em casa. Tava pensando no que conversei com uma colega minha, Elianeide.



"tem coisas que pode fazer sem dinheiro e vc n pode passar a vida trancado, depois que viajei para outros lugares, descobrir que o mundo é tão lindo e grande q vale a pena conhecer ficamos presos em nossos``mundinhos´´ e acabamos n conhecendo nada..." Elianeide.

Senhor Ramos, o que eu faço? O senhor sempre tem idéias ótimas sobre o que fazer neste momentos. Quase sempre eu as tenho quando o senhor conversa comigo. Admito, eu preciso conversar com o senhor todos os dias. Precisei desde quando comecei a escrever o senhor. Parece que quando converso com o senhor só tenho tido boas experiências. Não me importo das pessoas poderem ler meu diário independente do que eu faça para que não leiam.

É, eu deveria ter feito isto em um livro, caderno ou diário específico para isto. as papel? Papel mata árvores. Admito isto também. Tá bom. Admito, por escrito, que nunca me importei com as árvores. E nem com os outros. Quantas vezes desejei que as outras pessoas morressem pra que minha vida fosse facilitada.

Desejar ser famoso é coisa de pobre. Gente que sonha pequeno e acha que glamour enche a mesa. Não minha gente, beleza não põe mesa. Mesma que eu não a tenha.

Sempre desejei ser um soldado. Ou algo de classe semelhante e que, ainda assim, tivesse relacionamento direto com a guerra. Acha que não tenho coragem? Coragem não me falta. Se me faltar eu uso meu poder. Meu poder de ser impulsivo. Precisei muitas vezes ser impulsivo por falta de coragem.

Senhor Ramos, isto não está em questão agora. E se estivesse,eu não quero falar sobre este assunto agora. Virgindade não é algo nem para se ter orgulho e nem para se ter medo. Não tenho medo de morrer virgem. Tenho medo de morrer sozinho. Não é por nada não, mas eu prefiro morrer em meio a gente desconhecida à morrer dentro de casa. E principalmente à morrer dentro deste país ignóbil e displicente. Não vou dizer o que significa. Tá bom.
  • Ignóbil: Sem nobreza.
  • Displicente: Aquele que desagrada, que aborrece. / Relapso, negligente, relaxado.
Satisfeito? Resultado de displicente no site: Dicionário informal. Sim, tenho que dizer de onde vem. Se não como é que poderei saber onde procurar mais tarde? Veja anacrônico. Eu sou anacrônico. Sou fora de moda. Não me visto feito o restart. Sou dos clássicos. Odeio cintura baixa. E não me importo em ser homem. Faria alguma diferença se eu fosse um sapatão?

Sabe? Gostaria que tudo fosse mais fácil. Sinto falta da facilidade de ser criança. Não temer nada. Brincar com tudo. Sinto falta de uma parte da minha vida que está perdida dentro do meu cérebro. Será que falta alguma coisa que me permita ligar os meus neurônios.

O senhor tem razão. Não podemos lembrar de tudo. E o que podemos devemos levar para onde for mais conveniente. O senhor tem certeza? Se não devemos levar para onde é conveniente, onde levamos? Todo canto?

Por hoje é isso. A bientôt.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Selecione outra página.
=>

Viaje pelas tags do blog: