sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

diário4 ─ capítulo 19

Olá, monsieur Ramos. Estou aqui, de um computador emprestado, esperando surgir algum assunto para conversar com o senhor. Adorei o senhor ter entendido o por que de eu não ter tido tempo para o senhor em alguns dias, e mesmo não ter falado muita coisa sobre os meus motivos.

Hoje apresenti o último trabalho de contemporaneidade. Adoraria não ter contado história, e não o fiz. Ah!, senhor Ramos, assim o senhor me faz não querer falar. Sei que minhas histórias são emocionantes para o senhor, o que eu nem sempre concordo. Mas tenha paciência, sim?

Obrigado.
Agora que o senhor quase estragou a surpresa, vou te mostrar algo sobre o assuunto. Não falamos muita coisa, mas só por não ter usado dos mesmos artifícios que meus tantos colegas, não precisei explicar muito.

Sim, usei de meus artifícios tradiconais, esquivei de perguntas e respostas um tanto não respondíveis. Como é que o professor sabia? Nada, não. Meu professor falou sobre o meu não religiosismo enquanto sede de teses absurdas e dogmáticas. Entendo. Eu realmente sou assim.Fiquei tanto tempo preso a coisas absurdas que quase me tornei o que poderia ter sido evitado séculos muito antes.

Gosto tanto de trabalhar com novidades. E acho muito bom poder retornar ainda durante as férias. Sou maluco de ficar em casa? Meu pai. Quero que ele morra e ao mesmo tempo quero que ele perca todo o resto do corpo. Fique só a cabeça pra poder ganhar o dinheiro do mês.

Não se preocupe, só vou fazer alguma coisa, quando tiver apto a fazer. Não sou meus irmãos, sei quando é a hora de parar e a hora de pedir penico. A hora de parar é quando todos afirmam que é hora de parar, mesmo os que não concordam entre si. E a hora de pedir penico é a hora em que eu sei e todos mostram que eu estou por baixo.

Subir? Olha, meu nível está muito bom, principalmente para mim. Só tenho que ser mais honesto com meus colegas e aprender a chamar as pessoas de amigo. E muitas outras coisas.

Novidades sim. Estou começando a dominar meu corpo com técnicas de psicologia. Eu adoro brincar com a cabeça das pessoas. Elas acabam me dando o que preciso, mesmo quando não tem a ver com necessidades físicas.

Não bebo, senhor Ramos, vou adiar até não poder mais. Sim, mas muito raramente. Não posso sair por aí fora demim, e não quero agir como se estivesse fora de foco.

Não me importa saber se sou forte ou não pra bebida, só quero não continuar este traço da minha hereditariedade. Quero ser feliz, mas não quero ser feliz bêbado. Quero saber e sentir cada momento de agora em diante. Não importa mais meu passado. Quer meu presente. E chega de futuro. Pretendo me tornar morador de rua.

A bientôt.

Eu disse: Abientôt.

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