sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Conto do herói ─ parte 05

No episódio anterior: Bete reencontra seu pretendente à noivo. Eles tem uma noite de amor inesquecível para Filho. Bete então todos os dias tem a visão de seu noivo, que agora trabalha como Travesti e como ajudante no bar.

Bete começa a se aproximar mais de seu ex-noivo e a sentir alguma coisa por ele. Ela percebe algo diferente nele, que ela nunca houvera visto em um homem. Mada, durante a noite tornou-se uma pessoa super divertida. Alegrava a todos mesmo nos dias mais tristes, em que a neve caía e os fregueses evitavam sair de casa. Mada tornou-se companheira inseparável das mulheres de lá. Mada tornou-se diferente de qualquer pessoa. Ela havia entrado sem perceber pra grande família que era o bordeu.

Mas havia um porém. Mada era ciumenta. Ela não gostava nenhum pouco que tocassem em sua jóias. Mesmo que muito disfarçadamente, Mada não deixava que ninguém as visse sem o seu consentimento. Até o dia em que não havia mais espaço para tantas jóias e foi doando uma a uma as que não gostava. Filho, por outro lado, era generoso. Fingia apenas ser um pedaço subalterno da bela Mada durante o dia. Fingia com gosto, pois pareciam duas pessoas completamente diferentes.

Bete sentiu-se compadecida de ter a seu lado a mais bela e admirada artista de todos os tempos, e o homem mais generoso que conhecera em toda sua vida. O porém de Mada tornou-se desconhecido. Bete passou a reconhecer em Mada a mulher de sua vida. E em Filho o seu melhor amigo. Bete ficou mais próxima dos dois. à noite fingindo participar de seus shows, à noite fingindo ser apenas companheiros de bebida.

Filho foi ficando cada vez mais leve. Aparentemente. Um dia Mada foi flagrada telefonando ao seu pai. Alguém chegara enquanto conversava em tom quase de sussurro nos bastidores do show. Ninguém percebera nada. Nem mesmo Bete, a quem lhe convidenciara ser um admirador secreto, e tentava fingir que estava acompanhada do marido. Bete desconfiou de início. Seu pai em bordeu? Falando com uma piranha? Parecera meio suspeito. Mas nada mais. Esquecera-se disto em pouco tempo.

Bete sabia que poderia confiar em sua nova amada e seu amigo.

Num dos shows costumeiros de Mada, Bete subiu ao palco. Pediu para irem ao lugar da primeira vez. Mada adorou a idéia e arranjou um jeito de fazer com que ninguém percebesse que estavam saindo. Ou que passariam a noite fora.

Mada simulara uma orgia no palco. Entre ela, Bete e uma colega que aceitara o desafio de fingir uma orgia. Ninguém notara, como ambas queriam. E saíram sem ser percebidas. Rumaram ao ninho do primeiro amor. Ali tivera sua segunda noite juntos.

Houvera sido especial para ambos. De um jeito diferente. Mas tão especial quanto na primeira vez. Para ambos representou mais que apenas sexo. Mais até que amor.

No dia seguinte eles retornaram ao bordeu. Recomeçaram todo o serviço. Mada não poderia aparecer durante o dia. Então Bete apareceu como Bete. A Bete que não conheciam. A bela Bete de tempos anteriores. Mulher, jovem, indiferente aos desejos humanos de amor.

A noite caíra novamente quando todos se rearrumaram após longas conversas sobre o passado e os hábitos póstumos de Bete mulher. Todos estavam eufóricos por conhecerem uma boa pessoa que houvera se escondido ali com eles todos. Mas a noite caía, logo viriam os clientes.

Bete estava pronta para continuar sua vida. Novamente a partir dos cacos da vida anterior.

No outro dia de manhã, Bete fora incumbida de ir à feira da cidade para comprar coisas que faltavam no estabelecimento. Estava ela passeando pelo mercado, quando de repente aparecera a figura mais bonita e charmosa que vira em toda a sua vida. A mulher que mais tarde será sua amante. A mulher misteriosa que povoaria seus pensamentos pelo resto da semana. E a faria desejar ser homem. A mulher mais bela de todas as mulheres deste e de qualquer outro mundo.

Continua...

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