Era uma vez dois macacos. Ambos educados, bem vestidos. Um deles era velho, já estava próximo da aposentadoria. O outro estava se preparando para começar no emprego no outro dia.
O macaco velho desejava mais algum tempo para poder pagar com mérito suas dívidas antes de definitivamente se aposentar. O mais novo queria mais algum tempo para se acostumar a vida adulta.
A sociedade dos primata nunca fora permissiva aos seus conviventes. E todos, dos anciãos aos recém-nascidos, sabiam disso. Ser permissivo numa sociedade tão dura era igual ser injusto. Um macaco recebia regalias que muitos outros não teriam. Mas também ser rígido não parecia o mais justo.
E como ambos sabiam disto, tanto o macaco velho quanto o novo resolveram refazer as regras da sociedade. O mais velho convenceu-se de que se pudesse convencer mais pessoas de que a sociedade deveria ser mais permissiva teria um novo conselho somente para indagar ao povo sobre como deveriam ser as novas regras. E convencera também o macaco jovem para que chamasse seus amigos e conhecidos e formasse uma junta para criar massa na briga.
E foi o que ele fizera naquela mesma tarde. O macaco novo fora para casa e chamara todos que conhecia. Todos que sabia que não teriam problemas em se envolver na mudança.
O mesmo fez o outro macaco. Mas este obteve mais sucesso na sua investida, pois seus amigos não tinham mais nada que perder nesta vida. E eles chamaram outros macacos tão ou mais velhos quanto.
E estes chamaram mais e mais pessoas. E todas vieram.
E então os dois se reuniram na noite daquele mesmo dia com todos os que foram chamados. De um lado vieram todos os que foram chamados em sequência pelo macaco velho, seus amigos, amigos de amigos e conhecidos, além de conhecidos de conhecidos. E este bolo incluía todos os amigos, conhecidos, colegas e parentes do macaco mais jovem. E do outro lado, apenas um bela macaca aparecera para dar apoio ao jovem macaco.
Instigado pelo inconveniente, o macaco mais novo perguntara ao mais velho o porque de tanta gente alí reunida do seu lado e raras do seu próprio lado. E o velho respondera:
-- Convenci a todos os meus amigos mais influentes de que uma sociedade rígida não dura mais do que o suficiente para renovar a sociedade. Regras sociais devem se basear no bem de todos e também na felicidade de poucos, sem deixar de considerar as consequências disto.
E o macaco velho perguntou-lhe o mesmo. E ele respondera:
-- Falei sobre o que estamos tentando mudar e sobre o quão difícil será nossa batalha.
O velho macaco então ponderou um pouco sobre a resposta do jovem macaco. E ficou algum tempo tentando entender por que seu discurso sobre melhorias influenciara mais do que o discurso sobre mudanças e possíveis problemas. E ainda assim não entendera. E então perguntara em voz alta a todos que ali estavam:
-- Amigos, conhecidos e parentes, por qual motivo vocês se juntaram na nossa empreitada?
A maioria houvera discordado em algum ponto, mas todos concordavam que uma nova sociedade deveria ser alcançada, pois do jeito que estava não deveria ficar.
E então começara o discurso e pedira que mais pessoas fossem chamadas até que todos os cidadãos exigissem e fossem escutados em peso para que houvessem maiores oportunidades para todos os cidadãos, fossem eles velhos ou novos. E todos eles concordaram e continuaram chamando mais pessoas.
E da mesma forma, todos os macacos se recusavam quando se falava de problemas futuros e aceitavam quando se tratava de mudança. Ainda assim, o jovem macaco não mudara seu discurso, as mudara pequenos detalhes, como a abordagem. E ainda assim nenhuma pessoa estivera tão firme e forte ao seu lado quanto a bela macaca.
E mesmo quando todas as pessoas foram chamadas, todos os macacos. Nenhuma pessoa considerara os problemas e nem mesmo em ouvir o que poderia acontecer. Então o jovem macaco desistiu de tentar chamar alguém.
E no final todos que estavam ali concordaram em modificar as regras sociais. E o velho pode trabalhar até o momento que achasse necessário para que pudesse terminar o que queria terminar. E o jovem conseguira a op;'ao de entrar paa a vida adulta quando achasse que era a hora.
Todos que foram a luta conseguiram alguma coisa. Mesmo a bela macaca. Mas o jovem nao ficou satisfeito, embora tenha se tornado adulto e continuado sua vida.
Moral da historia: Todo mundo quer o que é facil, e ninguem quer dificuldade na vida.
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domingo, 23 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O guarda-chuva
Era um interessante dia de chuva na cidade que mais ensolarada do país.
Chovia desde o início da semana, a cidade estava toda alagada. E ventava muito.
A chuva tendia a lavar tudo o que havia pela frente. De pó a terra.
Embora no meio da chuva viesse alguém escondido por sobre o guarda-chuva.
Um guarda-chuva azul com vários desenhos quadrados.
E o vento soprava. Soprava não com toda a sua força, pois resultaria num acidente grave.
Mas soprava.
E embora soprasse quem estava escondido por sob o guarda-chuva conseguia manter firme o guarda-chuva.
O vento então ficou curioso de quem seria ele. E então começou a soprar de todos os lados.
E ainda assim, quem quer que fosse, se manteve forte sob o guarda-chuva.
E quanto mais forte soprasse, mais forte o indivíduo parecia.
E então o vento parou com o esbanjamento de força e deixou o indivíduo seguir seu caminho.
Mas não havia parado de chover.
Aquele que se escondia sob a proteção do guarda-chuva mantinha-o aberto e sobre sua cabeça, evitando ao máximo se molhar.
E quando chegara ao seu destino, o indivíduo mostrou sua face ao vento e à chuva.
Era apenas um menino frágil tentando chegar em casa.
Moral da história: Os acontecimentos te levam apenas se você quiser que eles te levem.
sábado, 9 de abril de 2011
Um conto que eu te conto
Era uma vez uma menininha. Pequena, lá pelos seus quatro anos de idade. Entretanto muito maduro para alguém de tão pouca idade. Um dia ela foi visitar seu tio, pouco mais velho que ela.
Seu tio não era bem uma pessoa madura, nem tampouco uma criança pequena, mas era uma boa pessoa. Neste dia, sua sobrinha veio para passar alguns dias em sua casa.
Durante a noite as coisas eram diferentes. De dia eles brincavam e conversavam como amigos. De noite, ambos tinham medo do escuro. E como resolver este problema? O tio queria ser maduro, ou parecer, para sua sobrinha. A sobrinha queria proteger o tio, que mais parecia eu irmão pequeno.
Então, no final do primeiro dia eles tiveram uma boa ideia.
Tão boa foi esta ideia que eles resolveram pensar mais sobre ela. Mas que ideia foi essa, você deve estar me perguntando? A ideia ambos contarem histórias para dormir enquanto o outro vigiava para caso algum monstro sair do escuro.
E então o tio resolveu começar, mas pensou melhor, já que a pequena criatura não seria forte o suficiente se houvesse uma criatura na escuridão.
E então a menina começou a contar uma história.
A história era mais ou menos assim:
"Era uma vez um menino. Um menino pequeno que tinha medo do escuro. Um menino que assim como tinha medo do escuro tinha muita força de vontade e muita coragem."
E continuava nesta direção, com o menino perseguindo seus medos até não ter mais eles.
No final da história os dois dormiram tranquilamente. E no outro dia brincaram e correram o dia todo, até a hora de ir dormir. Nesta hora eles resolveram trocar. O tio contou a história de uma menina que não tinha medo.
Esta história mostrava para a pequenina que não era preciso perder os medos, e que eles são necessários em alguns momentos da vida. E de novo dormiram no final da história.
No outro dia correram e brincaram, mas, desta vez, permaneceram ansiosos para chegar o final do dia. Isto para poderem contar histórias no escuro e acalmar um ao outro e poderem dormir sem medo.
Desta vez eles contaram uma história que falava de pessoas que perderam o medo e que não perderam o medo. Até adormecerem novamente.
Mas a menina teria que voltar para casa no domingo, pois tinha compromisso na segunda-feira.
E o mais incrível disto tudo foi que: Todo o tempo que passavam brincando desde o primeiro dia em que contaram histórias, ambos deixaram de ter medo de ir dormir de noite, e passaram a desejar chegar a noite mais cedo, para que assim pudessem se distrair com suas histórias.
E desde então, deixaram de ter medo do escuro.
Moral da história:
Não tenha medo do que não conhece.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Conto do herói ─ parte 05
No episódio anterior: Bete reencontra seu pretendente à noivo. Eles tem uma noite de amor inesquecível para Filho. Bete então todos os dias tem a visão de seu noivo, que agora trabalha como Travesti e como ajudante no bar.
Bete começa a se aproximar mais de seu ex-noivo e a sentir alguma coisa por ele. Ela percebe algo diferente nele, que ela nunca houvera visto em um homem. Mada, durante a noite tornou-se uma pessoa super divertida. Alegrava a todos mesmo nos dias mais tristes, em que a neve caía e os fregueses evitavam sair de casa. Mada tornou-se companheira inseparável das mulheres de lá. Mada tornou-se diferente de qualquer pessoa. Ela havia entrado sem perceber pra grande família que era o bordeu.
Mas havia um porém. Mada era ciumenta. Ela não gostava nenhum pouco que tocassem em sua jóias. Mesmo que muito disfarçadamente, Mada não deixava que ninguém as visse sem o seu consentimento. Até o dia em que não havia mais espaço para tantas jóias e foi doando uma a uma as que não gostava. Filho, por outro lado, era generoso. Fingia apenas ser um pedaço subalterno da bela Mada durante o dia. Fingia com gosto, pois pareciam duas pessoas completamente diferentes.
Bete sentiu-se compadecida de ter a seu lado a mais bela e admirada artista de todos os tempos, e o homem mais generoso que conhecera em toda sua vida. O porém de Mada tornou-se desconhecido. Bete passou a reconhecer em Mada a mulher de sua vida. E em Filho o seu melhor amigo. Bete ficou mais próxima dos dois. à noite fingindo participar de seus shows, à noite fingindo ser apenas companheiros de bebida.
Filho foi ficando cada vez mais leve. Aparentemente. Um dia Mada foi flagrada telefonando ao seu pai. Alguém chegara enquanto conversava em tom quase de sussurro nos bastidores do show. Ninguém percebera nada. Nem mesmo Bete, a quem lhe convidenciara ser um admirador secreto, e tentava fingir que estava acompanhada do marido. Bete desconfiou de início. Seu pai em bordeu? Falando com uma piranha? Parecera meio suspeito. Mas nada mais. Esquecera-se disto em pouco tempo.
Bete sabia que poderia confiar em sua nova amada e seu amigo.
Num dos shows costumeiros de Mada, Bete subiu ao palco. Pediu para irem ao lugar da primeira vez. Mada adorou a idéia e arranjou um jeito de fazer com que ninguém percebesse que estavam saindo. Ou que passariam a noite fora.
Mada simulara uma orgia no palco. Entre ela, Bete e uma colega que aceitara o desafio de fingir uma orgia. Ninguém notara, como ambas queriam. E saíram sem ser percebidas. Rumaram ao ninho do primeiro amor. Ali tivera sua segunda noite juntos.
Houvera sido especial para ambos. De um jeito diferente. Mas tão especial quanto na primeira vez. Para ambos representou mais que apenas sexo. Mais até que amor.
No dia seguinte eles retornaram ao bordeu. Recomeçaram todo o serviço. Mada não poderia aparecer durante o dia. Então Bete apareceu como Bete. A Bete que não conheciam. A bela Bete de tempos anteriores. Mulher, jovem, indiferente aos desejos humanos de amor.
A noite caíra novamente quando todos se rearrumaram após longas conversas sobre o passado e os hábitos póstumos de Bete mulher. Todos estavam eufóricos por conhecerem uma boa pessoa que houvera se escondido ali com eles todos. Mas a noite caía, logo viriam os clientes.
Bete estava pronta para continuar sua vida. Novamente a partir dos cacos da vida anterior.
No outro dia de manhã, Bete fora incumbida de ir à feira da cidade para comprar coisas que faltavam no estabelecimento. Estava ela passeando pelo mercado, quando de repente aparecera a figura mais bonita e charmosa que vira em toda a sua vida. A mulher que mais tarde será sua amante. A mulher misteriosa que povoaria seus pensamentos pelo resto da semana. E a faria desejar ser homem. A mulher mais bela de todas as mulheres deste e de qualquer outro mundo.
Continua...
Bete começa a se aproximar mais de seu ex-noivo e a sentir alguma coisa por ele. Ela percebe algo diferente nele, que ela nunca houvera visto em um homem. Mada, durante a noite tornou-se uma pessoa super divertida. Alegrava a todos mesmo nos dias mais tristes, em que a neve caía e os fregueses evitavam sair de casa. Mada tornou-se companheira inseparável das mulheres de lá. Mada tornou-se diferente de qualquer pessoa. Ela havia entrado sem perceber pra grande família que era o bordeu.
Mas havia um porém. Mada era ciumenta. Ela não gostava nenhum pouco que tocassem em sua jóias. Mesmo que muito disfarçadamente, Mada não deixava que ninguém as visse sem o seu consentimento. Até o dia em que não havia mais espaço para tantas jóias e foi doando uma a uma as que não gostava. Filho, por outro lado, era generoso. Fingia apenas ser um pedaço subalterno da bela Mada durante o dia. Fingia com gosto, pois pareciam duas pessoas completamente diferentes.
Bete sentiu-se compadecida de ter a seu lado a mais bela e admirada artista de todos os tempos, e o homem mais generoso que conhecera em toda sua vida. O porém de Mada tornou-se desconhecido. Bete passou a reconhecer em Mada a mulher de sua vida. E em Filho o seu melhor amigo. Bete ficou mais próxima dos dois. à noite fingindo participar de seus shows, à noite fingindo ser apenas companheiros de bebida.
Filho foi ficando cada vez mais leve. Aparentemente. Um dia Mada foi flagrada telefonando ao seu pai. Alguém chegara enquanto conversava em tom quase de sussurro nos bastidores do show. Ninguém percebera nada. Nem mesmo Bete, a quem lhe convidenciara ser um admirador secreto, e tentava fingir que estava acompanhada do marido. Bete desconfiou de início. Seu pai em bordeu? Falando com uma piranha? Parecera meio suspeito. Mas nada mais. Esquecera-se disto em pouco tempo.
Bete sabia que poderia confiar em sua nova amada e seu amigo.
Num dos shows costumeiros de Mada, Bete subiu ao palco. Pediu para irem ao lugar da primeira vez. Mada adorou a idéia e arranjou um jeito de fazer com que ninguém percebesse que estavam saindo. Ou que passariam a noite fora.
Mada simulara uma orgia no palco. Entre ela, Bete e uma colega que aceitara o desafio de fingir uma orgia. Ninguém notara, como ambas queriam. E saíram sem ser percebidas. Rumaram ao ninho do primeiro amor. Ali tivera sua segunda noite juntos.
Houvera sido especial para ambos. De um jeito diferente. Mas tão especial quanto na primeira vez. Para ambos representou mais que apenas sexo. Mais até que amor.
No dia seguinte eles retornaram ao bordeu. Recomeçaram todo o serviço. Mada não poderia aparecer durante o dia. Então Bete apareceu como Bete. A Bete que não conheciam. A bela Bete de tempos anteriores. Mulher, jovem, indiferente aos desejos humanos de amor.
A noite caíra novamente quando todos se rearrumaram após longas conversas sobre o passado e os hábitos póstumos de Bete mulher. Todos estavam eufóricos por conhecerem uma boa pessoa que houvera se escondido ali com eles todos. Mas a noite caía, logo viriam os clientes.
Bete estava pronta para continuar sua vida. Novamente a partir dos cacos da vida anterior.
No outro dia de manhã, Bete fora incumbida de ir à feira da cidade para comprar coisas que faltavam no estabelecimento. Estava ela passeando pelo mercado, quando de repente aparecera a figura mais bonita e charmosa que vira em toda a sua vida. A mulher que mais tarde será sua amante. A mulher misteriosa que povoaria seus pensamentos pelo resto da semana. E a faria desejar ser homem. A mulher mais bela de todas as mulheres deste e de qualquer outro mundo.
Continua...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
conto do herói ─ parte 04
Recapitulando o episódio anterior: Bete acredita que será devolvida à sua família. Porém Ela descobre que seu chefe é uma pessoa leal à ela. Bete então decide retornar e verificar como está sua situação atual. Bete então é expulsa por sua mãe. E daí em diante se torna mulher do mundo.
Bete sente-se muito feliz em estar viva e participando de uma nova família. Ganhou algumas irmãs mais velhas e um pai. A cozinheira da casa tornou-se sua mãe. E os bêbados seus irmãos. Ela passou um bom tempo feliz em sua nova vida. Até aparecer aquele que se tornou o início de seu fim. Bete reencontrou seu noivo. Desde de que partira de sua cidade à primeira vez, ele e seu pai foram a sua procura.
Ele a reconhece vestida de homem. Ele vai conversar com ela mesmo ela evitando-lhe. Então Bete o leva pra fora para conversarem em particular. Ali Bete descobre muitas coisas sobre ele. Ele havia partido em sua busca quando ela havia partido em busca de uma vida diferente. Ele foi buscar-lhe para o casamento e uma vida de marido e mulher que deveria ser seu destino. E então desistiu, por que em meio a diversas pessoas e em direções de pistas opostas houvera perdido o rastro de sua prometida.
Bete não se sentiu nenhum pouco sensibilizada com a confissão de seu ex-noivo, por assim dizer. Bete deu-lhe algo com o que se conformar. Ainda era virgem e queria ter sua primeira vez com alguém digno de sua lealdade. Ele pediu mais. Um casório ali mesmo no bordeu com todas as suas novas irmãs e parentes postiços. Ela nem se importou com o que ele dissera. Levou-o para um lugar calmo e tranquilo. Distante dali. Para que ninguém ousasse saber-lhe a identidade. Bete tirou a roupa na frente de seu pretendente e deu-lhe o gosto do sexo de uma mulher. Ele não era virgem. Conhecia cada parte do corpo feminno e o que fazer para ser feliz na cama.
Os dois ficaram por um bom tempo ali, fazendo o que foram fazer. Bete se sentiu mulher e amada. E deixou seu ex feliz com sua entrega. Mas Ela não estava disposta a ficar com ele. Apenas dera-lhe o que lhe fora prometido para que ele tivesse algo com o que se lembrar dela.
Ele a observara durante o ato. E durante o ato de se vestir. Não se vestiu e nem se mexeu. Apenas observou e pediu para que ela passasse o resto da noite com ele. Ela lhe negou o pedido. Era o leão de chácara e quem serve as bebidas. Não poderia ficar ali a noite toda. Explicou isto à ele. Ele entendeu e deixou-lhe ir sem mas aporrinhações. ete ficou triste com seu olhar de cão abandonado. E ainda assim foi ao encontro de seu serviço noturno.
Bete passou a noite pensando nele. E ele passou a noite lá esperando que ela retornasse.
No dia seguinte ele retornou ao bar do bordeu. E ela estava lá de novo. Trabalhava todos os dias das 8 da noite até as 8 da manhã. Dormia quando dava. Entre as festas barulhentas e as bebedeiras sem término. Os homens da cidade eram todos previsíveis. Até o mais santo, que não deixava a mulher pra nada ía à noite farrear no bar.
Desde então Bete via seu ex-noivo lá todos os dias. Se não bebendo com os outros pais de família e solteiros da cidade, mendigando emprego ao dono do bar. Ele era então chamado, independente de qual fosse seu nome, de Filho. Era um ótimo empregado. Aceitava bebidas para pagar seus honorários. Não se importava de pasar dias sem dormir. Até que passou a integrar o elenco do bar com seus shows de transformismo. Fazia um número diferente à cada dia. Mas quando entrava Madame Mada Maria no palco não havia pra mais ninguém. As irmãs postiças de Bete tomavam conta de Mada Maria nos bastidores. E Mada Maria nunca estava durante o dia.
Bete começou a simpatizar com Filho, seu ex-noivo, e com Mada, sua nova melhor amiga.
Mada tornou-se digna de louvor. Todos os dias estrelava uma peça diferente. Todos os dias estava com uma roupa diferente. Todos os dias ganhava algumas jóias diferentes. Todos os dias arrumava uma desculpa diferente para levar Bete ao palco. Até que não deu mais para disfarçar e ficou complicado demais para Bete se mostrar como homem.
Num destes dias de dificuldade Mada simulou uma orgia no salão para poder sumir com Bete para o mesmo lugar de sua primeira vez. Deu certo. E Mada sumiu no meio da multidão.
continua...
Bete sente-se muito feliz em estar viva e participando de uma nova família. Ganhou algumas irmãs mais velhas e um pai. A cozinheira da casa tornou-se sua mãe. E os bêbados seus irmãos. Ela passou um bom tempo feliz em sua nova vida. Até aparecer aquele que se tornou o início de seu fim. Bete reencontrou seu noivo. Desde de que partira de sua cidade à primeira vez, ele e seu pai foram a sua procura.
Ele a reconhece vestida de homem. Ele vai conversar com ela mesmo ela evitando-lhe. Então Bete o leva pra fora para conversarem em particular. Ali Bete descobre muitas coisas sobre ele. Ele havia partido em sua busca quando ela havia partido em busca de uma vida diferente. Ele foi buscar-lhe para o casamento e uma vida de marido e mulher que deveria ser seu destino. E então desistiu, por que em meio a diversas pessoas e em direções de pistas opostas houvera perdido o rastro de sua prometida.
Bete não se sentiu nenhum pouco sensibilizada com a confissão de seu ex-noivo, por assim dizer. Bete deu-lhe algo com o que se conformar. Ainda era virgem e queria ter sua primeira vez com alguém digno de sua lealdade. Ele pediu mais. Um casório ali mesmo no bordeu com todas as suas novas irmãs e parentes postiços. Ela nem se importou com o que ele dissera. Levou-o para um lugar calmo e tranquilo. Distante dali. Para que ninguém ousasse saber-lhe a identidade. Bete tirou a roupa na frente de seu pretendente e deu-lhe o gosto do sexo de uma mulher. Ele não era virgem. Conhecia cada parte do corpo feminno e o que fazer para ser feliz na cama.
Os dois ficaram por um bom tempo ali, fazendo o que foram fazer. Bete se sentiu mulher e amada. E deixou seu ex feliz com sua entrega. Mas Ela não estava disposta a ficar com ele. Apenas dera-lhe o que lhe fora prometido para que ele tivesse algo com o que se lembrar dela.
Ele a observara durante o ato. E durante o ato de se vestir. Não se vestiu e nem se mexeu. Apenas observou e pediu para que ela passasse o resto da noite com ele. Ela lhe negou o pedido. Era o leão de chácara e quem serve as bebidas. Não poderia ficar ali a noite toda. Explicou isto à ele. Ele entendeu e deixou-lhe ir sem mas aporrinhações. ete ficou triste com seu olhar de cão abandonado. E ainda assim foi ao encontro de seu serviço noturno.
Bete passou a noite pensando nele. E ele passou a noite lá esperando que ela retornasse.
No dia seguinte ele retornou ao bar do bordeu. E ela estava lá de novo. Trabalhava todos os dias das 8 da noite até as 8 da manhã. Dormia quando dava. Entre as festas barulhentas e as bebedeiras sem término. Os homens da cidade eram todos previsíveis. Até o mais santo, que não deixava a mulher pra nada ía à noite farrear no bar.
Desde então Bete via seu ex-noivo lá todos os dias. Se não bebendo com os outros pais de família e solteiros da cidade, mendigando emprego ao dono do bar. Ele era então chamado, independente de qual fosse seu nome, de Filho. Era um ótimo empregado. Aceitava bebidas para pagar seus honorários. Não se importava de pasar dias sem dormir. Até que passou a integrar o elenco do bar com seus shows de transformismo. Fazia um número diferente à cada dia. Mas quando entrava Madame Mada Maria no palco não havia pra mais ninguém. As irmãs postiças de Bete tomavam conta de Mada Maria nos bastidores. E Mada Maria nunca estava durante o dia.
Bete começou a simpatizar com Filho, seu ex-noivo, e com Mada, sua nova melhor amiga.
Mada tornou-se digna de louvor. Todos os dias estrelava uma peça diferente. Todos os dias estava com uma roupa diferente. Todos os dias ganhava algumas jóias diferentes. Todos os dias arrumava uma desculpa diferente para levar Bete ao palco. Até que não deu mais para disfarçar e ficou complicado demais para Bete se mostrar como homem.
Num destes dias de dificuldade Mada simulou uma orgia no salão para poder sumir com Bete para o mesmo lugar de sua primeira vez. Deu certo. E Mada sumiu no meio da multidão.
continua...
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
conto do herói ─ parte 03
Recapitulando: Nos episódios anteriores, Bete, nossa protagonista, cresce e treina num grupo de guerreiras. Depois de algum tempo, e de crescida, seu pai lhe trás um pretendente para casar-lhe com ele. Bete foge pelo mundo afora para que não agrida seu pai. Bete vai parar numa cidade próxima vestida de homem, para evitar ser reconhecida. Porém nossa protagonista entra numa encrenca por causa da sua boa índole e dedicação.
Bete, depois de contar toda a verdade para a mulher, pedi-lhe profundo segredo, para que não diga à mais ninguém que ele na verdade é ela. No começo tudo fica mais fácil. Até que sua verdadeira personalidade acaba vazando de mulher em mulher e chega aos ouvidos de seu chefe. Ele de início não se importa, afinal, Bete é um homem dedicado e atencioso. E qu nunca entra em problemas a não ser que a encrenca venha até ele.
Mas depois ele fica curioso pelo motivo de Bete ser um travesti masculino. E parte em busca de explicações, que não vem da própria Bete. Bete não sabe o que fazer, la percebe que seu chefe partiu por seu motivo. O que ela pode fazer está longe de seus planos, afinal se já foi descoberta uma vez, por que não pode ser outra.
Bete então calcula dois planos. No plano "A": ela foge, some como uma donzela em perigo e pode se tornar o que não gosta nas sas atuais amigas. Plano "B": ela fica e aguarda seu pai, mas, como sabe que seu pai não é lá flor que se cheire e que ela é bem pior e não vai sossegar até se ver livre de seu pretendente, parte pra ignorância só pra se manter bem e sossegada por algum tempo. Entretanto havia um plano "c" em que ela não pensou: Pedir ajuda às suas antigas amigas de infância.
O chefe chega com uma decisão tomada, Bete não será declarada encontrada. Será declarada morta. Para surpresa dele e das mulheres Bete resolve enfrentar seu pai. Ela não quer que sua mãe sofra po uma morte não ocorrida. Bete vai em retorno à sua casa para conversar com sua mãe e seu pai e desafiar seu pretendente e seu pai para um briga. Bete não está mais afim de se esconder. E nunca conseguiriase esconder para sempre. Bete conhecia todas as armas que poderia usar contra seu pai e contra seu casamento. E mesmo o que deveria fazer. Bete pensou bastante e se foi.
Dias depois Bete reparece toda rasgada, vestida com suas roupas costumeiras de mulher. Seu pai a encontra na praça feito uma mendiga. A leva para casa. Sua mãe limpa a maquiagem que simbolizavam seus ferimentos. E então Bete e seu pai conversam:
─Por que fugistes, minha filha? ─Ele pergunta sem nenhum rancor ou sinal de raiva no tom de voz.
─Por que quer me casar tão jovem, pai?
─Por que quero que te tornes uma moça direita. Não uma vagabunda como estas que se pegam nos bordéis.
─Pois então, pai, respeite-me como sou. Não preciso de homem algum, ou marido algum para me tornar uma mulher diretita. Se é marido que preciso, arranjo eu mesma. Se é respeito, eu faço com que me respeitem. Se é dinheiro, não me importo de trabalhar para sustentar meu padrão de vida.
Seu pai se envoca com a última frase.
─Tu não podes agir feito homem. Tu és uma boa menina, e deverás se tornar uma boa mulher para teu marido.
─Lamento, pai, mas já conheço os homens melhor do que deveria conhecer à um marido. Não quero um vagabundo pra pagar as contas e fazer filhos. Quero mais que isso pra minha vida.
─Estás a insinuar que sou um vagabundo e só sirvo para fazer filhos na tua mãe?
─Sim, estou a insinuar. Insinuar não, estou a dizer-lhe isto, pai. Não quero homem algum em minha vda para estragar-me ela. Se me quer como filha aqui é assim que deve ser. Senão adeus, pois volto para as ruas a me perder de vez.
─Já lhe tiro isto da cabeça... ─seu pai pega um sinto de trás da porta e ameaça bater nela.
─Não se atreva.
Seu desce-lhe a primeira chibatada com o cinto. Porém o não a acerta. Depois disto Bete revida quebrando o braço de seu pai, o que carrega o cinto. E o outro para prová-lo de que não se importa em receber castigos à toa. Sua mãe manda-a ir embora dali. E vai acudir a seu pai.
─Até nunca mais. Mãe, nunca me verá de novo. É isto que quer?
─Não, mas não posso viver sem teu pai. Não sei viver outra vida além desta. Agora vá embora e não volte mais.
Bete sai disparada pelas ruas. Volta ao seu trabalho, vestida de homem, é claro. Seu chefe conforta-lhe e lhe diz coisas que diria à uma filha. Contou um pouco de sua história e da história de sua mãe, que foi uma história parecida. Bete tirou o dia de folga. Equanto isto as suas amigas, quando paravam, iam lhe confortar.
continua...
Bete, depois de contar toda a verdade para a mulher, pedi-lhe profundo segredo, para que não diga à mais ninguém que ele na verdade é ela. No começo tudo fica mais fácil. Até que sua verdadeira personalidade acaba vazando de mulher em mulher e chega aos ouvidos de seu chefe. Ele de início não se importa, afinal, Bete é um homem dedicado e atencioso. E qu nunca entra em problemas a não ser que a encrenca venha até ele.
Mas depois ele fica curioso pelo motivo de Bete ser um travesti masculino. E parte em busca de explicações, que não vem da própria Bete. Bete não sabe o que fazer, la percebe que seu chefe partiu por seu motivo. O que ela pode fazer está longe de seus planos, afinal se já foi descoberta uma vez, por que não pode ser outra.
Bete então calcula dois planos. No plano "A": ela foge, some como uma donzela em perigo e pode se tornar o que não gosta nas sas atuais amigas. Plano "B": ela fica e aguarda seu pai, mas, como sabe que seu pai não é lá flor que se cheire e que ela é bem pior e não vai sossegar até se ver livre de seu pretendente, parte pra ignorância só pra se manter bem e sossegada por algum tempo. Entretanto havia um plano "c" em que ela não pensou: Pedir ajuda às suas antigas amigas de infância.
O chefe chega com uma decisão tomada, Bete não será declarada encontrada. Será declarada morta. Para surpresa dele e das mulheres Bete resolve enfrentar seu pai. Ela não quer que sua mãe sofra po uma morte não ocorrida. Bete vai em retorno à sua casa para conversar com sua mãe e seu pai e desafiar seu pretendente e seu pai para um briga. Bete não está mais afim de se esconder. E nunca conseguiriase esconder para sempre. Bete conhecia todas as armas que poderia usar contra seu pai e contra seu casamento. E mesmo o que deveria fazer. Bete pensou bastante e se foi.
Dias depois Bete reparece toda rasgada, vestida com suas roupas costumeiras de mulher. Seu pai a encontra na praça feito uma mendiga. A leva para casa. Sua mãe limpa a maquiagem que simbolizavam seus ferimentos. E então Bete e seu pai conversam:
─Por que fugistes, minha filha? ─Ele pergunta sem nenhum rancor ou sinal de raiva no tom de voz.
─Por que quer me casar tão jovem, pai?
─Por que quero que te tornes uma moça direita. Não uma vagabunda como estas que se pegam nos bordéis.
─Pois então, pai, respeite-me como sou. Não preciso de homem algum, ou marido algum para me tornar uma mulher diretita. Se é marido que preciso, arranjo eu mesma. Se é respeito, eu faço com que me respeitem. Se é dinheiro, não me importo de trabalhar para sustentar meu padrão de vida.
Seu pai se envoca com a última frase.
─Tu não podes agir feito homem. Tu és uma boa menina, e deverás se tornar uma boa mulher para teu marido.
─Lamento, pai, mas já conheço os homens melhor do que deveria conhecer à um marido. Não quero um vagabundo pra pagar as contas e fazer filhos. Quero mais que isso pra minha vida.
─Estás a insinuar que sou um vagabundo e só sirvo para fazer filhos na tua mãe?
─Sim, estou a insinuar. Insinuar não, estou a dizer-lhe isto, pai. Não quero homem algum em minha vda para estragar-me ela. Se me quer como filha aqui é assim que deve ser. Senão adeus, pois volto para as ruas a me perder de vez.
─Já lhe tiro isto da cabeça... ─seu pai pega um sinto de trás da porta e ameaça bater nela.
─Não se atreva.
Seu desce-lhe a primeira chibatada com o cinto. Porém o não a acerta. Depois disto Bete revida quebrando o braço de seu pai, o que carrega o cinto. E o outro para prová-lo de que não se importa em receber castigos à toa. Sua mãe manda-a ir embora dali. E vai acudir a seu pai.
─Até nunca mais. Mãe, nunca me verá de novo. É isto que quer?
─Não, mas não posso viver sem teu pai. Não sei viver outra vida além desta. Agora vá embora e não volte mais.
Bete sai disparada pelas ruas. Volta ao seu trabalho, vestida de homem, é claro. Seu chefe conforta-lhe e lhe diz coisas que diria à uma filha. Contou um pouco de sua história e da história de sua mãe, que foi uma história parecida. Bete tirou o dia de folga. Equanto isto as suas amigas, quando paravam, iam lhe confortar.
continua...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
conto do herói ─ parte 02
Bete fugiu. E por um bom tempo ela correu. Ela decidiu parar num bosque. Estava despreocupada. Sabia que seu pai nunca ousaria ir tão longe para buscar-lhe. Porém Bete não se conteve e fingiu ser um bom rapaz. Teria que fingir ser homem até que seu pai desistisse, ou simplesmente pensass que lea já estava muito mais longe do que o normal. Seu pai nunca desconfiaria que ela agora é um homem.
Bete passou dois meses à procura de um lar. Um novo lar. Vagou pela cidade em busca de comida e bebida. E procurou emprego. Muitas donzelas a procuravam, e como ela era um homem e tinha que portar-se como tal, ela o fez. Mexia com as meninas durante o dia. Procurava trabalho durante a tarde. Um dia encontrou a chance que esperava. Um dono de bordel aproveitou-se da disponibilidade de Bete e ofereceu-lhe emprego de de leão de chácara. Dorme no emprego, comida nas horas livres e bebida de graça nos fins de semana em que estaria de folga. Prontamente Bete aceitou. As mulheres que lá trabalhavam logo desconfiaram de sua beleza andrógina.
Passaram-se dois meses inteiros até que o leão de chácara a promoveu para atendente do bar. Servia vinho à vontade, cerveja, whiski. Nas noites de farra sumia e voltava na hora certa do trabalho. Desde então esquecera-se de seu pai e seu primo. Desculpava-se por não não poder rever sua mãe, já que corria tanto risco quanto se tentasse rever seus irmãos. Certamente seu pai estaria esperando. Ou não.
Bete estava cansada quando terminou o turno esta noite. Porém um das garotas do chefe, já de folga pela noite, sofria de mal tremendo chamado ex-marido. Bete foi intervir. Por pouco Bete não se mostra pra todos que ali estavam. A mulher havia visto seu segredo de até então. O cara estava bêbado demais para ver qualquer coisa. Como bom leão de chácara que trabalhava durante o dia, e balconista durante a noite, Bete o lançou na rua e foi consertar o estrago.
A mulher andava atrás dela. Pedia expicações. Bete evitava-lhe o segredo. Mas ela sentia.
─Sei que não é homem. Por que se esconde?
Disse a mulher para que ela acordasse e falasse o seu segredo.
─Não conto à nenhum...
Insistiu. Bete estava decidida, e por fim contou-lhe.
─Meu pai quer me casar com meu primo. Não posso voltar e não consigo pensar em outro lugar para ficar mais protegida.
continua...
Bete passou dois meses à procura de um lar. Um novo lar. Vagou pela cidade em busca de comida e bebida. E procurou emprego. Muitas donzelas a procuravam, e como ela era um homem e tinha que portar-se como tal, ela o fez. Mexia com as meninas durante o dia. Procurava trabalho durante a tarde. Um dia encontrou a chance que esperava. Um dono de bordel aproveitou-se da disponibilidade de Bete e ofereceu-lhe emprego de de leão de chácara. Dorme no emprego, comida nas horas livres e bebida de graça nos fins de semana em que estaria de folga. Prontamente Bete aceitou. As mulheres que lá trabalhavam logo desconfiaram de sua beleza andrógina.
Passaram-se dois meses inteiros até que o leão de chácara a promoveu para atendente do bar. Servia vinho à vontade, cerveja, whiski. Nas noites de farra sumia e voltava na hora certa do trabalho. Desde então esquecera-se de seu pai e seu primo. Desculpava-se por não não poder rever sua mãe, já que corria tanto risco quanto se tentasse rever seus irmãos. Certamente seu pai estaria esperando. Ou não.
Bete estava cansada quando terminou o turno esta noite. Porém um das garotas do chefe, já de folga pela noite, sofria de mal tremendo chamado ex-marido. Bete foi intervir. Por pouco Bete não se mostra pra todos que ali estavam. A mulher havia visto seu segredo de até então. O cara estava bêbado demais para ver qualquer coisa. Como bom leão de chácara que trabalhava durante o dia, e balconista durante a noite, Bete o lançou na rua e foi consertar o estrago.
A mulher andava atrás dela. Pedia expicações. Bete evitava-lhe o segredo. Mas ela sentia.
─Sei que não é homem. Por que se esconde?
Disse a mulher para que ela acordasse e falasse o seu segredo.
─Não conto à nenhum...
Insistiu. Bete estava decidida, e por fim contou-lhe.
─Meu pai quer me casar com meu primo. Não posso voltar e não consigo pensar em outro lugar para ficar mais protegida.
continua...
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Conto do herói
Era uma vez uma menina uito boa no que fazia. Ela era franzina e muito nova para o que gostava de faer. E mesmo assim fazia. Ela se chamava Bete. Bete era uma menina. Era uma menina que sabia o tempo todoo que fazia. E sabia o que não podia fazer. E mesmo assim fazia.
Bete um dia foi na cidade e viu um assalto e foi atrás do assaltante. Ela roubou o assaltante e devolveu o dinheiro ao dono. Mas o dono transtornado por ter sido ma jovem menina quem te trouxe o dinheiro pediu para que ela ficasse com ele. Bete voltou feliz para casa com bastante comida e dinheiro suficiente para passar o mês.
Aí veio o segundo problema. Mulher nenhuma trás dinheiro para casa. Seu pai ficou muito transtornado com isso e fez com que Bete finjisse para sua mãe que ela tinha ajudado uma velha na rua com afazeres domésticos e ela lhe prometeu dar mais dinheiro.
Sua mãe, que sabia perfeitamente que Bete nunca iria fazer os afazeres domésticos em sua vida, pediu-lhe a verdade. E Bete contou-lhe a verdade. Bete e sua mãe guardaram segredo sobre isto.
No outro dia, o mesmo assaltante foi atrás de outro comerciante. Mas, vendo Bete se conteve e foi embora. Bete o viu e foi atrás dele. Pra que? Ele sumiu de vista.
No outro dia Bete foi atrás dele e continuou a perseguí-lo. E no outro e no outro. Até que um dia ele a levou, sem demonstrar, para sua mãe.
Bete entrou numa casa que estava em eu caminho. O ladrão havia entrado. Bete foi atrás dele. Lá estava uma doce velha, muito sábia que lhe deu um conselho:
─Em terra de cego quem tem um olho é rei.
Bete não entendeu o conselho. A velha entendendo que Bete não ficaria parada até descobrir o que significava deu-lhe a direção da floresta. A parte mais densa e perigosa da floresta, onde homem nenhum ía. Bete foi. Lá entrou numa tribo, que estava vazia, aparentemente. Bete seguiu até o centro, onde viu celas de cavalo, estábulos vazios e casas aconchegantes.
De repente uma bela mulher aparece por detrás dela, assustando-a. Bete cai no chão atônita com aquilo.
─Quem é você? Por que usa tão pouca roupa?
─Sou uma guerreira. E você jovem menina, o que faz aqui?
Bete ficou curiosa. Guerreira? O que é uma guerreira? Mulher pode lutar como homem? Mulher pode usar tão pouca roupa? Entre oputras muitas perguntas. Bete as fez uma a uma. Mas a guerreira nada respondeu. Apenas mostrou-lhe o que Bete jamais esqueceria. Mulheres treinando pesado, feito homem. Feito seu irmão maior e o primo dele.
Bete voltou mais vezes naquela tribo. Ía e voltava para casa todos os dias. Arranjava dinheiro e mentia como seu pai pedira há tanto tempo. E então Bete cresceu bela, maravilhosa e forte. E seu pai restringiu suas saídas paraa cidade. Bete começou a se sentir presa. E fugia durante os dias de reclusão, com permissão de sua mãe. Voltava à noite como se tivesse ido dormir cedo. eu pai nunca percebeu a diferença. Até um determinado dia.
Seu pai havia chefgado bem mais cedo do que o de costume. Chegou trazendo um convidado, para ele, especial. Trouxe seu primo. Um rapaz jovem, forte e bem treinado. Mas Bete não estava em casa. Havia saído para o treinamento. Seu pai furioso, depois de descobrir que Bete não mais estava presa a dormir no quarto foi atrás. Na densa floresta. Mas nada encontrou. Sua mãe nada disse para seu pai. Afina se ele pede para mentir para ela, por que ela deveria contar-lhe a verdade.
Na hotra de sempre Bete retornou para casa. Seu a esperava furioso. Esbravejando de raiva, seu pai lhe disse que ela se casaria com o seu primo que ali estava.
O que Bete fez? Bete tinha muito conhecimento em estratégia de guerra e muito mais conhecimento sobre os homens que jamais teria se ouvisse seus pais e familiares. Bete não queria machucar ao seu pai e fugiu. Seu pai e seu primo foram atrás. Bete foi muito inteligente. Se vestira de homem... e sumira com o nome de Alberto o Ilustre. Foi muitomais fácil devido ao seu amplo conhecimento em batalhas e sobre as sociedades.
Continua...
Bete um dia foi na cidade e viu um assalto e foi atrás do assaltante. Ela roubou o assaltante e devolveu o dinheiro ao dono. Mas o dono transtornado por ter sido ma jovem menina quem te trouxe o dinheiro pediu para que ela ficasse com ele. Bete voltou feliz para casa com bastante comida e dinheiro suficiente para passar o mês.
Aí veio o segundo problema. Mulher nenhuma trás dinheiro para casa. Seu pai ficou muito transtornado com isso e fez com que Bete finjisse para sua mãe que ela tinha ajudado uma velha na rua com afazeres domésticos e ela lhe prometeu dar mais dinheiro.
Sua mãe, que sabia perfeitamente que Bete nunca iria fazer os afazeres domésticos em sua vida, pediu-lhe a verdade. E Bete contou-lhe a verdade. Bete e sua mãe guardaram segredo sobre isto.
No outro dia, o mesmo assaltante foi atrás de outro comerciante. Mas, vendo Bete se conteve e foi embora. Bete o viu e foi atrás dele. Pra que? Ele sumiu de vista.
No outro dia Bete foi atrás dele e continuou a perseguí-lo. E no outro e no outro. Até que um dia ele a levou, sem demonstrar, para sua mãe.
Bete entrou numa casa que estava em eu caminho. O ladrão havia entrado. Bete foi atrás dele. Lá estava uma doce velha, muito sábia que lhe deu um conselho:
─Em terra de cego quem tem um olho é rei.
Bete não entendeu o conselho. A velha entendendo que Bete não ficaria parada até descobrir o que significava deu-lhe a direção da floresta. A parte mais densa e perigosa da floresta, onde homem nenhum ía. Bete foi. Lá entrou numa tribo, que estava vazia, aparentemente. Bete seguiu até o centro, onde viu celas de cavalo, estábulos vazios e casas aconchegantes.
De repente uma bela mulher aparece por detrás dela, assustando-a. Bete cai no chão atônita com aquilo.
─Quem é você? Por que usa tão pouca roupa?
─Sou uma guerreira. E você jovem menina, o que faz aqui?
Bete ficou curiosa. Guerreira? O que é uma guerreira? Mulher pode lutar como homem? Mulher pode usar tão pouca roupa? Entre oputras muitas perguntas. Bete as fez uma a uma. Mas a guerreira nada respondeu. Apenas mostrou-lhe o que Bete jamais esqueceria. Mulheres treinando pesado, feito homem. Feito seu irmão maior e o primo dele.
Bete voltou mais vezes naquela tribo. Ía e voltava para casa todos os dias. Arranjava dinheiro e mentia como seu pai pedira há tanto tempo. E então Bete cresceu bela, maravilhosa e forte. E seu pai restringiu suas saídas paraa cidade. Bete começou a se sentir presa. E fugia durante os dias de reclusão, com permissão de sua mãe. Voltava à noite como se tivesse ido dormir cedo. eu pai nunca percebeu a diferença. Até um determinado dia.
Seu pai havia chefgado bem mais cedo do que o de costume. Chegou trazendo um convidado, para ele, especial. Trouxe seu primo. Um rapaz jovem, forte e bem treinado. Mas Bete não estava em casa. Havia saído para o treinamento. Seu pai furioso, depois de descobrir que Bete não mais estava presa a dormir no quarto foi atrás. Na densa floresta. Mas nada encontrou. Sua mãe nada disse para seu pai. Afina se ele pede para mentir para ela, por que ela deveria contar-lhe a verdade.
Na hotra de sempre Bete retornou para casa. Seu a esperava furioso. Esbravejando de raiva, seu pai lhe disse que ela se casaria com o seu primo que ali estava.
O que Bete fez? Bete tinha muito conhecimento em estratégia de guerra e muito mais conhecimento sobre os homens que jamais teria se ouvisse seus pais e familiares. Bete não queria machucar ao seu pai e fugiu. Seu pai e seu primo foram atrás. Bete foi muito inteligente. Se vestira de homem... e sumira com o nome de Alberto o Ilustre. Foi muitomais fácil devido ao seu amplo conhecimento em batalhas e sobre as sociedades.
Continua...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
UFBa ─ Assaltantes se fodam ou morram se fodendo

Havia um grande campo. Cheio de construções onde as pessoas iam estudar. Até que um dia vieram pessoas que não tinha nada a ver nem com educação e nem com estudos. Estes eram pessoas que trabalhavam com um tipo diferente de trabalho.
E então quem ia para lá estudar saia sem algum dos seus pertences. E vieram pessoas de bom coração e expulsaram estas pessoas más com tudo o que carregavam e recuperaram tudo o que levaram. E estes bem feitores foram aclamados pelo público. Mas agora exigia algo das pessoas para que elas ficassem seguras por mais tempo destes e de outros malfeitores que cicundavam as proximidades.
Este lugar se chama UFBa. E os bem feitores se chamam seguranças. Estes seguranças que estão lá não fazem nada pelo povo por que seu trabalho é apenas zelar pelo patrimônio federal. Porém, logo logo virá um benfeitor que acabará com a vida de um dos malfeitores. E este benfeitor terá que pagar, em lugar de ser pago, com a sua liberdade. Não sei que será este benfeitor, mas sei perfeitamente que virão pessoas e grupos de pessoas para acabar com este tipo de gente. E digo a todos que pensam que vagabundo assaltante também é pai de família que há muito filho de família rica pela UFBa. E se um deles for pego desprevinido e morrer todos os assaltantes, pai de família ou não, vão pagar de alguma forma.
Digo isto pelo bem das famílias brasileiras que vivem enclausuradas em casa e pelo fim dos direitos humanos para os delinquentes. Não me importo de pagar pelo que cometer futuramente, desde que todos os que fizerem algo de errado também paguem.
Sou Brasileiro com orgulho até que mepaguem o suficiente para não ser mais, quero dizer provem o contrário.
E então quem ia para lá estudar saia sem algum dos seus pertences. E vieram pessoas de bom coração e expulsaram estas pessoas más com tudo o que carregavam e recuperaram tudo o que levaram. E estes bem feitores foram aclamados pelo público. Mas agora exigia algo das pessoas para que elas ficassem seguras por mais tempo destes e de outros malfeitores que cicundavam as proximidades.
Este lugar se chama UFBa. E os bem feitores se chamam seguranças. Estes seguranças que estão lá não fazem nada pelo povo por que seu trabalho é apenas zelar pelo patrimônio federal. Porém, logo logo virá um benfeitor que acabará com a vida de um dos malfeitores. E este benfeitor terá que pagar, em lugar de ser pago, com a sua liberdade. Não sei que será este benfeitor, mas sei perfeitamente que virão pessoas e grupos de pessoas para acabar com este tipo de gente. E digo a todos que pensam que vagabundo assaltante também é pai de família que há muito filho de família rica pela UFBa. E se um deles for pego desprevinido e morrer todos os assaltantes, pai de família ou não, vão pagar de alguma forma.
Digo isto pelo bem das famílias brasileiras que vivem enclausuradas em casa e pelo fim dos direitos humanos para os delinquentes. Não me importo de pagar pelo que cometer futuramente, desde que todos os que fizerem algo de errado também paguem.
Sou Brasileiro com orgulho até que me
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O mísero louvável
Era uma vez um menino muito pequeno. Tão pequeno que as pessoas eram obrigadas a se ajoelhar quando falavam com ele. Ele era filho de um grande rei de coração nobre que, ao morrer, pediu para que as pessoas se ajoelhassem para falar com o seu filho devido a sua baixa estatura. Os súditos deste rei receberam este pedido com imensa honra. Entretanto o filho do rei não era uma boa pessoa, era ranzinza, genioso e de humor insuportável. As pessoas continuaram a obedecer o rei mesmo depois de tanto.
Um dia o jovem rei foi a cidade e uma pedra minúscula caiu em sua cabeça. Ele, de raiva, mandou enforcar todos que estavam próximos. Ninguém entendeu o motivo da prisão. No dia seguinte um pássaro voou até ele. Ele mandou caçar e fritar o pobre pássaro. E daí por diante suas ações foram ficando piores. Os súditos estavam ficando extremamente irritados com o pequeno filho do rei nobre e começavam a desobedecer as ordensdo rei. E vendo isto ele mandou encarcerar cada pessoa que passava por ele sem se abaixar. Até que no final não residia ninguém na cidade. Nem mesmo os empregados, que já estavam todos encarcerados devido a ordens mal dadas.
Até os carcereiros estavam dentro das prisões superlotadas por não cumprir as ordens do rei. E então, sentindo-se extremamente solitário, o jovem rei mandou prender-se e dirigiu-se para a prisão superlotada mais próxima. Daí ele fez amizade com todos os presos. E então as coisas melhoraram para a cidade.
No começo o rei sentiu fome e viu as pessoas sentindo muita fome. Liberou os cozinheiros para fazer uma grandiosa e farta refeição que estava divina a seu gosto. Depois as pessoas se sentiram cansadas e o rei também, liberou os carpinteiros para que fizessem camas confortáveis para todos que estavam presos. E sentiu frio, liberou todos os tecelões para que fizessem casacos e colchas para esquentar a todos. E sentiu medo, liberou os artesãos para que fizessem abajures e artesanatos para afastar o medo. E sentiu calor, liberou as donas de casa e mercadores para que troussessem água fresca para banhar a todos. E sentiu vontade de pular, liberou todas as crianças para brincar. E sentiu alegria, e então liberou a todos para que voltassem as ruas e s suas vidas e pudessem ser felizes em paz. E desde então todos saem as ruas para se ajoelhar diante de seu novo rei, que mesmo pequeno obrigando a se abaixar para falar-lhe, tornava-se agora louvável e nobre. E desde então as pessoas foram felizes e o jovem rei mais ainda.
_________________________________________
Moral da história: Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
Não basta ver, tem que ir bem mais loge se quiser alançar o poder.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Mago Exodia - o conto do chato e do desocupado

O menino dos olhos do mundo
Há muito, muito tempo atrás, num lugar bem distante, haviam dois garotos. Um chamado de Mago e o outro sem nome.
O primeiro resolvia todos os problemas que o segundo criava. O segundo criava problemas para que o primeiro pudesse resolver. E assim os dois viviam em harmonia. Brigavam e reclamavam, mas mantinham uma relação amistosa assim.
Um dia Mago foi viajar. Porém deixou para que o outro resolvesse seus próprios problemas. Assim o outro obedeceu. E quando Mago chegou da viagem tudo estava diferente. A cidade não mais era a mesma. O bairro não mais estava mais do jeito que ele havia deixado. A casa estava muito bem organizada. Os objetos de sua coleção estavam todos limpos e catalogados. Até os mínimos detalhes estavam limpos, organizados ou arrumados.
Mago procurou por seu irmão. O encontrou numa roda de pessoas ao centro da cidade. Pessoas que se recusavam a falar com ele antes e que agora o tratavam como a seu irmão. Descobriu então que seu irmão tinha nome: Exodia.
Exodia o chamou para uma conversa ao canto. Mago o perguntou o por que de tamanha mudança. E qual foi a resposta de Exodia?
▬Quando você parou de resolver meus problemas eu já não tinha mais problemas. O meu problema é você. Você se metia em todos os meus assuntos. Quando eu tentava resolver você já tinha resolvido. Quando tentava parar, você procurava o que ainda tinha em aberto. Eu só precisava que você ficasse quieto por algum tempo para que eu visse que não sou eu que crio problemas.
▬E quem os cria?
▬Ninguém cria. Se alguém criasse meus problemas eu nunca teria feito tudo isso. Ou seja, ninguém nunca criou meus problemas, era sempre você que os procurava.
Surpreso com a resposta da mudança que havia ocorrido o irmão parou e pensou em tudo o que havia feito para ajudar o irmão e viu que pouco importava o que fizesse sempre via defeitos em seu irmão e sempre achava um problema novo para consertar, mesmo que ele não existisse.
Moral da hisória:
Se quer proteger alguém deixe que esta pessoa fortaleça a si mesma, por que se ele ou ela precisar pedirá.
Pense nisso
Mago = O grande / Exodia = Aquele que escolheu fazer o bem.
sábado, 26 de junho de 2010
Conto de fadas
Era uma vez um menino. Um pequeno menino chamado de Mago. Mago era jovem, simpático, e tinha os olhos da cor do mundo. Todos se imprecionavam com seus olhos. Um dia, mago resolveu sair ao mercado, deixando sua pobre mãe em casa com seus outros dois irmãos mais velhos.
Mago não retornou. Sua mãe, preocupada, foi procurá-lo nos lugares onde ele gostava de ir, mas não o encontrou. Seus irmãos foram procurá-lo perto de onde ele sempre estava, também não o encontraram.
Dias mais tarde, Mago retorna cego. Sua mãe o pergunta o motivo de retornar tanto tempo mais tarde. Mago responde simplesmente:
▬Minha mãe, não encontrei o caminho de casa. No caminho de volta vi dois homens, e isso foi a última coisa que vi.
Sua mãe, não
Reflexão
É o que dá ter os olhos do mundo.
Se não ficar cego de vez, deixa de ver coisas muito importantes que estão exatamente a frente.
texto de autoria própria.
domingo, 20 de junho de 2010
Era uma vez
Era uma vez uma mulher chamada Mag. Jovem, bonita e muito esperançosa. Mas não era feliz. E então veio uma fada e lhe perguntou:
--Jovem e bela, chamada Mag, por que não estais feliz?
E a jovem respondeu-lhe.
--Estou tão só.
A fada disse lhe então:
--Posso lhe trazer um amigo. Quer alguém em especial?
A jovem disse lhe algumas coisas sobre o amigo que queria. A fada, surpreendida pelo pedido um tanto estranho da jovem deu-lhe um dom: conversar consigo mesma como se fosse outra pessoa.
Alguns dias depois a jovem retornou a mesmo lugar onde encontrou a fada da primeira vez. Triste a jovem pediu para que a fada desfizesse seu pedido anterior. A fada percebendo o sofrimento da menina, pergunto-lhe o motivo. E a jovem respondeu-lhe:
--Meu outro eu está de mal comigo, não quer conversar mais e não mostra sua presença.
A fada achando que dava para reparar aquele problema deu à jovem um outro pedido. A jovem desejou ser indiferente ao seu outro eu. A fada transformou-lhe então em homem. A jovem ficou muito feliz com a fada e retornou para casa.
Mais alguns dias depois, a jovem (agora um menino) retornou triste ao mesmo lugar. A fada , vendo-a triste, deu-lhe outro pedido de acordo que houvesse uma justificativa plausível.
A jovem disse-lhe:
--Minha boa fada, me apaixonei por uma bela menina que não pode sequer me notar. Desta vez peço para que me faça possível para ela e que ela, assim possa me notar e casar comigo.
A fada, surpreendida pelo pedido tão emocionante da jovem deu-lhe o que pediu.
Alguns anos se passaram, e a jovem retornou para lá onde a fada já a esperava havia algum tempo. A jovem, então um belo homem, estava desesperada. A fada pediu-lhe o motivo e disse-lhe que seria o último pedido para ela, e que se voltasse a ir vê-la seria obrigada a ficar em seu lugar para sempre.
A jovem, atenta ao que a fada disse, justificou-se. Disse-lhe que sua mulher poderia morrer a qualquer momento e que estava pronta para ocupar o lugar da fada se assim ela pudesse realizar seu último pedido. A fada resolveu atendê-la.
O pedido foi: --Fada, minha mulher está para morrer assim que a criança nascer, faz o parto da criança e deixe minha mulher viver. Se assim o fizer, dou-lhe tudo que quiser, até volto a ser mulher. Apenas peço-te isto. Se eu retornar, pode, pra onde quiser, me levar!
Satisfeita com o pedido, a própria fada foi em busca da mulher ferida. Fez seu parto. Muito agradecida, esta mulher desejou-lhe que fosse muito feliz e que ficasse para cuidar da família.
Anos mais tarde a criança filha das duas, a jovem então homem e sua mulher, veio a ficar doente pronto para morrer. A fada não podia fazer mais nada.
A jovem viu seu filho morrer e, lembrando da exigência da fada, pediu a ela que desse muito tempo de vida a seu filho. A fada havia avisado e a jovem demonstrou que disso sabia. Feliz de poder dar um últio pedido a ela, exigiu que se despedisse da sua mulher e de seu filho. Muito triste ela ficou. Mas sua felicidade tão grande ficou quando viu seu filho levantar-se da cama feliz.
A fada sua exigência havia feito, e como feito o havia não tinha mais nada o que fazer ali.
A jovem com ela se foi. E ninguém mais as viu.
Deixe que a felicidade chegue a você.
Devagar e sábia como uma tartaruga, leve como uma borboleta, constante como o mar, brilhante como o sol e as estrelas e a lua, e impressionante como a vida.
Autoria Própria.
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