quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 28

Bien soir, monsieur Ramos. Je suis ici par informer vous sur mon soir d'aujourd'hui. C'ete est un belle nuit. Bom, não vim para falar da noite. Vim para falar do meu dia e do que penso durante o dia. Sabe, senhor Ramos. Não penso mais em coisas, ou melhor, nas coisas imbecís que pensava anteriormente. Evolui. Ainda sou uma criança no corpo alguém já não tão infantil.

Ah, hoje jantei no RU. Carne assada, feijão, arroz, salada, café e doce. Não sei de que. É, não peguei o pão hoje. Pensei nos outros dias em que peguei pão. Me senti estufado, até quase explodindo.

Ah, falei com alguns colegas. Gente do meu círculo, ou não. E outras pessoas que quiz abordar.
Falei coisas imbecis que falo geralmente quando nem tenh assunto ou que falo pra abrir discursos argumentativos em prol de algma coisa. As pessoas não sabem que fazem determinadas coisas bem, sabia senhor? É por que tem muitas pessoas que conheço, que parecem não saber como fazer determinados tipos de argumentação, mas o fazem. Sei lá. Apenas gostaria de deixar registrado, para que quem lesse percebesse que não é um caso de saber ou de aprender. É um caso de estar em si mas não usar achando que não tem.

Ontem abri um discurso com uma colega de humanidades sobre o assunto de um projeto interessante em que estamos. Falamos sobre a liberdade destas pessoas, a vontade, os desejos possíveis e outras coisas. Ela usou de argumentos fortes para tentar refutar (palavra bonita) a idéia de que os mendigo e outras pessoas que vivem nas ruas não se sentem livres ou não deseja estar lá, e si desejam voltar para suas casas ou para um lar.

Gosto mais das cosas quando não as estou procurando. Do lado de fora tudo parece mais fácil e mais simples. A grama do vizinho é sempre mais verde que o nosso. Desejamos aquilo tanto e por tanto tempo que nem percebemos que já temos. Ficamos insatisfeitos por causa da decepção de achar que o que desejamos é mais do que o que conseguimos. Será que é isto o que significa? As pessoas querem mais do que o que podem conseguir.

Sempre fui assim. Não será depois de burro velho que vou deixar de ser assim. A não ser que eu queira. Era outro ponto ao qual queria chegar. Meu professor de empreendedorismo em informática falou que: "...quando se evidencia um ponto forte de uma pessoa, se ela quiser tentar alguma outra área ela vai saber que pode se se dedicar à esta área" ─ Não exatamente com estas palavras. Isto me tocou no fundo da alma. É como saber depois de ter sofrido um acidente, perdido as pernas e os braços e parte do tronco que eu posso atravessar o oceao Atlântico, correr a África e megulhar nas profundezas do oceano Índico. Me senti frágil e desestimulado. Não, senhor, não foi a conversa do professor. Foi a minha experiência pesoal. Meu pai sempre foi o pior dos meus males. Se eu enfrentava a vida com meus sonhos ele fazia de tudo pra que eu acreditasse que eu sou um inútil e que nunca vou conseguir nada.

Minha vontade, desde que me lembro e que tenho escrituras, me mostram que eu desejo que ele morra do pior jeito possível desde tenra (outra palavra bonita) idade. Nunca tive nada contra ele... que fosse de ruim em relação à ele. Pois ele merece todo o tipo de tortura. Preferiria ser filho de lésbicas a partir de uma relação partenogênica. Poderia ter nascido pseudohermafrodito. Corpo masculino com orgãos sexuais teóricamente femininos. Ou o oposto.

Teria sido mais feliz e teria tido todo o futuro que precisava no meu passado, além de apoio e retribuição. Ou seja, teria presentes ou outras coisas boas (como os cachorrinhos) para cada coisa de boa que fizesse. E seria recompensado nos momentos de felicidade e festas nominais, como o natal e aniversário. Qualquer coisa nesta vida paralela seria boa pra mim.

Sou infeliz. Na verdade sofro crises bipolares todos os dias. Isto quando não tenho crises de dupla personalidade, em que viro a Nick e a Jéssica do Heroes® (elas são a mesma pessoas, porém a Nick é a parte mais poderosa e Jéssica a parte mais frágil e contida). Só que eu (do verbo socar ─ Que eu soque) não tenho uma parte mais forte, tenho uma parte mais negra, deprimida, e outra mais alegre, eufórica.

A bientôt, monsieur. J'ai qui aller par mon classe.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 27

Senhor Ramos, hoje eu tive uma visão no ônibus. Foi algo realmente inexplicável. Eu tava imaginando algo que certamente nunca aconteceria. Algo relacionado à uma professora grávida. Imaginei que ela teria um filho e eu daria o nome para ele de Alberto. Daí minha cabeça voou, e eu fui parar em algum lugar desconhecido. Largo, pistas de um lado e de outro da rua. Muita gente. Só lembro de gritar para Alberto na direção de um edifício, o que depois percebi, já fora da visão, que rodeavam o lugar todo. Mas não foi só isso. Eu ouvi sobre você, senhor Ramos. Na visão, você é o livro mais vendido de todos os tempos. E seu nome não é "O senhor Ramos e eu", segundo a visão, segundo o que alguém disse na visão, este é um péssimo nome.

Fiquei confuso quanto à isto. Se eu posso ver o futuro assim sem mais nem menos, posso prever mais? Ou ir mais longe e descobrir o que preciso sobre coisas além do que preciso? Ou que posso viver das minhas vidências reais? Senhor, estas coisas sempre foram meus desejos, antes de me decepcionar com o mundo. Sempre quiz poder prever meus passos e meu futuro. Tenho sensibilidade suficiente para prever algo como isto.

Entretanto, senhor, eu senti uma palpitação forte no peito e parei de ver o que estava vendo. O que isto significa? Eu estou tendo realmente um início de vidência ou preciso acabar de vez com meus dias de vidente? Me sinto irresponsável fazendo este tipo de pergunta ao senhor. Me perdoe, senhor Ramos. Mas esta é a verdade. O senhor nunca fez nenhum tipo de previsão.

Quando eu chamei pelo senhor Alberto na visão, não vi ninguém, mesmo olhando na direção em que olhava. Ao menos não lembro dele ou como estava vestido. Agora tenho certeza de que ele é real e que tem algo a ver com o meu futuro. Monsieur, j'ai plus qui... eu quero mais, e tenho mais que desejo. Mais vale um pássaro na mão que dois voando. Estou farto de ficar aqui parado sem poder fazer nada.

Senhor Alberto me diz que devo seguir meus instintos. Eles me mandam seguir meus desígnios sensitivos. Estes me mandam observar ainda mais. Vejo oportunidades no meu caminho, mas não me vejo com estas oportunidades. Senhor Alberto me diz para ficar quieto e aguardar a primeira chance de realizar meus maiores desejos.

Lamento, senhor, por não poder mais ser o sincero que eu era enquanto Mag. Lamento muito por Mag. Ele foi a única pessoa que conseguiu me tirar do túmulo onde morava. E ele será o único a suprir completamente minhas necessidades paternas de atenção, carinho, e calor humano. Mesmo que sempre tenha sido eu, desde o início. Agora tenho que exterminar completamente o que restou dele, para enfim reassumir o controle deste corpo.

Não há mais nada do que possa me orgulhar e nada que possa me dar esperanças aqui. Cansei de ser bom. Cansei de ser inexperiente. E quero ir mais longe do que iria anteriormente. Agora que sei que tenho vidência vou usar até que possa conhecer completamente o futuro, conhecendo e quebrando as regras que me impus, e desvendar o meu destino.

A paciência já acabou com o que restava de mim. Agora vou acabar com ela.

Te amo, senhor Ramos. Há coisas que só o senhor pode entender. A bientôt.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 26

Senhor Ramos, ontem eu conheci o aeroporto. Muito legal, dinâmico, com todo tipo de tecnologia que só vejo na tv. Ah, que depressão. Agora que vi e sei de tudo isto, quero morrer. Vi todo o tipo de tecnologia, computador touchscreen, nanhiro com ativação por aproximação. Porta por infravermelho ou sei lá o que, que não precisa nem parar na porta...

Coisas que nunca verei de novo. Talvez. Bom, ontem pensei que iria precisar falar isto com alguém que interferisse na conversa. Alguém como alguém que anda e pensa sozinho. Mas hoje descobri que também gostaria que esta pessoa ficasse surpresa com o que dissesse. Aí já acho um tanto querer demais. Senti falta de alguém colado em mim, como um melhor amigo daqueles que se vê em filme americano.

Infelizmente, estou mais só. Não tão só quanto estive pronto para o grandesalto. Mas ainda mais só que quando descobri que prefiro as pessoas mortas.

Senhor Ramos, foi muito bom dizer algumas palavrinhas pra você. Você sabe o quanto eu te amo e o quanto gostaria que o senhor fosse meu pai. Meu pai tem momentos (o de verdade) que eu gostaria de arrancar a cabeça dele com um alicate de unha. Tem outros que eu só quero fatiá-lo pedaço a pedaço daquela carne grda e fétida no qual ele se encontra.Nada contra as pessoas vivas. Só contra ele. O motivo? Preciso de motivo? Com ele é sempre do mesmo jeito. Cansei de tentar prever os movimentos. Passei a advinhar cada passo que ele vai dar a fim de evitar determinadas ações quando nos dias errados. Odeio praticar vidência nestes casos. Bom, A bientôt. Não faço mais duas coisas ao mesmo tempo. Te amo. Fui.

parte 02 ─ de noite


Senhor Ramos eu sei que deveria estar fazendo meu trabalho, pero no tengo mas paciência con todo esto. Yo no quiero mas continuarlo por hoye. Do you undestand, mr Ramos? Cansei. Quer não fazr e ainda tenho que estudar mais alguns textos para 5ª feira.

Queria viajar agora pelo mundo. Sem noção de pra onde estou indo ou aonde vou ficar. Sem noção de quem eu seja. Acabei de ler um artigo nojento sobre as 10 anomalias mais raras. Uma delas foi o hermafroditismo. Uma coisa nojenta que vi foi o caso "fetus in fetus". Não quero ver isto nunca mais. Outros eram menos repugnantes, ainda assim eram feios de doer. Quase vomitei.

Bom, agora é que realmente não quero procriar. Bom, senhor Ramos, acho que isto é tudo. A bientôt.

domingo, 14 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 25

Senhor Ramos. Queria falar de alguma coisa. Então, vou falar sobre alguma coisa.

Alguma coisa é um termo frequentemente usado para desigar algo que não se sabe bem o que é. Geralmente é modificado pelo termo aquee negoço, ou aquilo. Ou simplesmente usado para dewfinir coisas que não são tão fáceis de definir. Como dores, sentimentos, sensações e etc. A exemplo de: "Tá sentindo alguma coisa?", ou "Gente, tô sentindo alguma coisa estranha", "Ai, que nojo. Faz alguma coisa!". Este são exeplos simples do uso da alguma coisa.

Mas no exeplo prático temos muitos mais usos para os dois termos em separados. A exemplo de: "Alguma de vocês sabem o que é esta coisa?". Entre outros exeplos mais verídicos que poderiam ser usados na forma mais simples da "coisa".

Falando emcoisa, senhor, sabe o que podemos falar sem dizer o nome, apenas usando a coisa? Muia coisa. Acabei de fazer um exemplo prático. A coisa toda é um bom exemplo. Adoro aquela coisa que faz a gente sorrir. Não estou falando desta coisa. Estou falando de uma coisa... Ah, deixa pra lá. Mas que deixa a gente feliz, ah deixa. Enfim, cada coisa é uma coisa mais espetacular que a outra. Logo, não tenho do que reclamar em relação a coisa que geralmente é tão falada. Mesmo sabendo que eu não faço uso da coisa que as outras pessoas falam. E nm de determinadas coisas.

Chega de coisa. Já falaei alguma coisa pro senhor, pra mim basta.

Poderiam fazer uma boa monografia sobre a coisa e sobre este capítulo do meu diário. Tentar saber do que tanto falo mesmo sabendo que não falo com ninguém, a não ser um livro (diário) chamado senhor Ramos, Não é senhor?

Adoro o senhor. A bientôt.

sábado, 13 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 24

Boa tarde, senhor Ramos. olhe o site abaixo. Tem um ramster. Muito legal. Agora as pessoas podem ter um ramster que não faz sujeira.

http://estudeonline.net/tabela_periodica.htm

A bientôt.

Parte 02 ─ de noite



Boa noite, senhor Ramos. Sabe, agora não tenho mais o que pensar. Na verdade tenho, mas não quero pensar agora. Senhor Ramos, eu resolvi ir adiante no plano que tinha iniciado. Vou completar meu objetivo talvez esta semana se nada der errado.

Senhor Ramos, eu ja falei que só digo o que faço. Eu não fiz o que pretendo fazer, então não preciso contar. Eu resolvi fazer, não quer dizer que vou dizer. Preciso de appoio, senhor Ramos. Sei que o senhor me apoia. É por que eu preciso saber que tenho alguém que torce por mim. E preciso saber este alguém é o senhor. Tenho profundo respeito pelo senhor. O senhor é um pai pra mim. É o único que me escuta do começo ao fim. E o único que me entende.

Depois que avancei um ano a mais, não tenho me sentido muito... bem. Tenho ficado ... Pode se dizer que sim, senhor Ramos, mas eu já estava mais deprimido mesmo antes de completar os um ano a mais.

Quero recomeçar minha vida e meus conhecimentos e desejos do 0. Como se fosse um bebê. Claro que vai ser mais difícil. Não tenho muita disponibilidade para viver como alguém que nada sabe, afinal conheço muitos segredos que nem deveriam ser apresentados à mim. Como o segredo da vida. O segredo da morte. Nada é aleatório, senhor. Nada mesmo. Há um cálculo super complexo nos cálculos de vida e morte. Basta prestar mais atenção, se sobreviver ao tempo. Os tempos mudam, mas as pessoas e a sociedade continuam a mesma Continuam com seus dogmas de outrora e continuam tentando subjugar o próximo e os próximos.

Nada contra isto, sem guerra não há paz. Eu mesmo o disse anteriormente. Mas não aguento mais ter que sobreviver num mundo onde não posso sequer expressar meus mais profundos desejos, tais como de morte ou de ... de ----, sem notar um olhar surpreso ou rechaçante. Sou assim. Não, estou assim, não é um motivo pra mudar que me fará mudar.

Poderia mudar, se eu quisesse realmente mudar. Nada como uma novidade e um desejo de mudar. Adoraria conhecer determinadas, um lista realmente específica de, pessoas mais intimamente. Porém eu sou eu. Eu desejo voar, desejo mudar, desejo qualquer coisa que se mostre melhor e mais valorizável.

Senhor Ramos, o que me diria se eu soubessse de alguém que pudesse realizar qualquer um dos meus mais vastos desejos? Não, ainda não estou falando de demônios ou coisas do outro mundo. Acha mesmo? Não é preciso muita coisa pra realizar meus desejos. Só muita, muita, muita, (repete aí mais umas milhares de vezes) muita grana. Por que não seria nenhum problema mudar ou fazer quaquer coisa depois de ultrapassar o terceiro termo (muita) de grana. Poderei comprar dois helicópteros, contratar o motorista.. Sumir no undo, começando pela França. Sumir com minha mãe pra Europa. Conhecer todo o globo e outros planetas. Realizar todas as minhas fantasias mais íntimas. Conhecer todas as pessoas cheias e realmente cheias da grana. Comprar um país. Exterminar presidiários culpdos e acabar com os direitos humanos. Me tornar ditador sem entrar pra carreira política. Convidar todos os políticos do mundo à conhecer o Brasil. E etc. Nada que alguns cheques com um número qualquer perseguidos por 18 zeros.

Adoro dinheiro. Mas prefiro mais dinheiro ainda. Ainda sou pobre. Pobre é elogio, eu sou fudido, lascado, arrombado e totalmente sem grana. É uma boa definição pra alguém como eu que sabe o que é ser um fudido, filho de alguém mais fudido ainda.

Preferiria estar na Pituba, me vendendo e ganhando algum. Porém não tenho experiencia no negócio e nem em carteira. Nada mais a declarar. Boa noite, senhor. Durma com os anjos. E sonhe comigo.

A bientôt.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 23

Olá, senhor Ramos.

Abientôt.


Parte 02 ─ De tarde



Bom, senho Ramos, estou meio sem palavras hoje. Passeei o dia todo e nem passei na sala. Amanhã não vou pra monitoria como havia planejado, adorei assistir à um seminário sobre computação, por acaso em inglês com um cara americano que fala muitíssimo pouco português.

Além disto, eu ...
Não contei que pretendo ir pras monitorias nos próximos sábados? Achei que havia dito alguma coisa pra você. Bom, senhor Ramos, preciso retornar ao meu esquema de antes. Agora além do horário maior que fico acordado, já que não durmo a tarde, vou incluir algumas pequenas coisas a mais no meu cronograma diário. Não posso contar até conseguir manter no meu horário.

Não tenho mais nada a dizer. Por enquanto. A bientôt, monsieur. J'aime plus vous tout le matin.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 22

OLá senhor Ramos. Não tinha nada pra falar hoje. Tô meio sem palavras, sabe?

A bientôt.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 21

Bom dia, senhor Ramos. Hoje eu acordei bem ceoi e comecei a fazer o seminário que pode ser hoje ou semana que vem. De qualquer modo vou ter que ficar até a noite pra saber. Sabe, senhor, eu descobri muito... pouca coisa sobre hereditariedade e cromossomos sexuais. Eu tinha que fazer um seminário sobre genética. Abri o livro e foi a primeira coisa que vi. Pouco antes de engenharia genética (clonagem).

Sabe, senhor, adoraria ser um bom estudante e passar com nota boa em determinadas disciplinas. Et avoir une computer avec internet e jouex, et arriver pour tout le monde. Mais je veux tout. Quem tudo quer nada tem, bem que dizo ditado. Assim como o mesmo diz: Melhor um pássaro na mão que dois voando. Fazer o que? Não sou um bom aluno, mesmo me superando de vez em quando. Ainda assim eu tenho outros problemas que nem são problema.

Quero perder a memória de vez,senhor Ramos. Sumir no mundo e nunca mais voltar. Vuajar como pedinte e conhecer o mundo como uma criança. Nada me faria mais feliz neste momento. A nãoser ganhar na megasena sem ter jogado uma única vez ou arranjar um casamento por dinheiro. Mas aí já acho o cúmulo. Primeiro por que eu nunca acharia o bilhete premiado mesmo que estivesse na minha, e segundo: quem neste mundo iria querer fazer acordo financeiro de qualquer tipo com alguém como eu? Sorte eu tenho.

Vou esperar até um dia uma pedra enorme cair na minha cabeça e eu perder completamente a memória que me resta. E depois viver minha vida novamente dia após dia como se não tivesse nenhum passado. Talvez arranjar um emprego e ir crescendo por aí. Ou trabalhar na casa das pessoas por um prato de comida até conhecer cada língua e cada pedaço do planeta. Exatamente como penso em fazer ultimamente.

Não senhor Ramos, não sou tão malvado assim. Só posso odiar uma única pessoa. Que por acaso está caminhando irritantemente dentro de casa fingindo que está corrend ou fazendo exercícios. E ele responde por pai. Não posso odiar mais ninguém. Posso não gostar disto, e posso sentir pequenos picos de raiva em relação à pessoas que me irritam. Posso até não me relacionar por meu santo não bater. Sãominhas regras. As sigo desde de que me lembro. É muito melhor doque ter picos de raiva com um orpo tão... pequeno e frágil que pode ser esmagado com um tapa.

Também não é pra tanto, né, senhor Ramos? Não sou uma mosca. E nm um inseto qualquer. O tapa foi apenas uma ilustração da minha fragilidade. Sou mais forte que isto.

Ah, já vou. Tenho que jogar Tekken. Faz alguns dias que não jogo, já sinto falta de ver a Anna rindo. A bientôt, mosieur.

Parte 02 ─ noite


Senhor Ramos, jantei no ru de novo. Desta vez a omelete surpresa era de queijo. Tava tão bom, mas eu tav sem fome.

Só passei pra dizer isto. Bonne soirrée, monsieur. A bientôt.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Diário3 ─ caopítulo 20

Bom dia, senhor Ramos.

Boa noite, senhor Ramos. Eu ia te escrever mais cedo, mas sabe como é, né? Sem novidade, sem o que pensar e com muita coisa na cabeça rolando ao mesmo tempo. Quando vi tava sem assunto para conversar com o senhor.

Por incrível que pareça o dia foi bem melhor do que achei que seria. Tive uma boa quantidade de sorte por hoje, eu acho. Vou fazer um outro trabalho para um disciplina que achei não teria nenhuma avaliação. Vou fazer um trabalho semelhante em outra disciplina. Tô gostando de outra pessoa. Estou mudando. Corta as últimas duas partes. Eu estou mudando sim, mas gostando de outra pessoa, não do jeito que desejo. E nem do jeito algum.

Senhor Ramos, será que é pedir demais querer ser amado? E desejado? Não tem nada a ver com tudo o que já escrevi e sobre quem já escrevi. Bom, é que não quero ganhar experiência a partir de momentos sem impotância. E gostaria de conhecer bem a pessoa antes de... sabe?

Esquece. O senhor é de papel, estas coisas o senhor não entenderia mesmo que fosse de verdade. Nem eu que sou eu neste corpo, não entendo, como é que o senhor entenderia? Desejo ser amado, e muito amado. Talvez idolatrado. Um divo. Um muso. Alguém com muita representação. Não representação dinheiro, representação impressão.

Senhor Ramos, queromais longe do que sei que posso. Se até o Frodo Bolseiro do senhor dos anéis saiu do condado numa viagem sem volta, por que não tenho coragem de fazer o mesmo. Sei muito bem disso. Sei também que eu não tenho um centavo, e o que tenho não dá nem pra ir à pé através das américas, sei que não tenho coragem de atravessar o rio mais raso que existe no mundo, assim como sei que não conseguiria passar da primeira encrenca. Sou um covarde, senhor. Nada pode mudar isto, a não ser uma grande (imensa) quantia em dinheiro e uma boa motivação (mais dinheiro).

Posso ser bom na maior parte do tempo. Mas também gosto de ser mau. Nada contra as pessoas boas. A não ser o fato de que elas sempre se fodem e os maus sempre ficam com o crédito.

Sabe de mais uma coisa, senhor? Amo o senhor como a um pai. Prefiria que o senhor fosse meu pai em lugar do que realmente é. Muitas pessoas gostariam de ter um pai que os escutasse quando precisam ser escutados. Outros pensam: é pra isso que tenho amigos. Mas eu sempre precisei de alguém que somente escutasse, sem respostas. Tá, senhor Ramos, eu já fui. Ainda estou na fila de espera. E provavelmente vou esperar até terminar o curso.

Estou muito confuso. Nunca soube quem eu realmente era. E nunca precisei. Continuo não sabendo e continuo não precisando saber. Adoro não saber quem eu sou. É melhor do que ficar esperando algo previsível de mim. Nunca fui normal. E nunca fui anormal. Sempre fui nulo. Ist é o que me corresponde: nulo. Nem bom e nem mau. Nem certo e nem errado. Nem no topo e nem na base. Nem em um e nem no outro. Nunca na extremidade. Sempre no meio. Quero sair disso.

Não sei, senhor. Mas o senhor Alberto vai me ajudar a saber.

A bientôt.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo19

Boa noite, senhor Ramos. Estou aqui apenas para informar que hoje eu jantei no RU. É de novo. Deveria fazer isto toda semana. Mas não tenho dinheiro para tanto e meu pai é um mão de vaca. Até que gostei do jantar de hoje. Tive alguns colegas pra conversar no meio do caminho (da fila). E ainda teve surpresa na omelete. Omelete de peixe.

Senhor Ramos, adoraria que meus dias na faculdade não terminassem tão cedo. É isso mesmo. Gostaria de nunca parar de estudar, eu vejo muias coisas diferentes e interessantes que nunca vejo sozinho em casa.

Senhor Ramos, daqui à pouco vou fazer prova de Cet IV. Não estudei. Nunca estudei pra nada na minha vida. Apenas aprendia, e o que aprendia aplicava na prova. Era só pra isto que servia. Ou já viu seno e cosseno servir pra alguma coisa? Siga meu twitter, senhor Ramos. Espero que o senhor venha. Esqueci que o senhor é de papel. Mas se o senhor me seguir, acredite, eu vou ficar muito feliz.

Quero conversar mais, senhor Ramos, mas vou preparar meu espírito e minha cabeça para eresolver a prova.

Ah! Como eu gostaria de estar com alguém neste momento. Não, hoje ele não. Pero, alguiém en especial, tal como ele.

J'adore vous, monsieur Ramos. A bientôt. Ah! Tô escrevendo o senhor por mi e-mail. That's so cool, no? Hasta luego.

domingo, 7 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 18

Bom dia, senhor Ramos. Descobrir o maior e o pior erro da minha vida. Na verdade não foi da minha vida, foi da minha prova. Descobri que errei o cálculo da derivada de X^-2. O cálculo correto dá -2x/x^4 e a simplificação ficaria -2/x^3. Será que errei muito feio?

Be que a resposta tava na minha cara. O tempo todo. É o que dàs pessoa quando elas vão fazer algum concurso. Geralmente a resposta está na pergunta. Imagine só se as pessoas pudessem ver através da pergunta. Não seriam mais feitas provas e sim autoquestionários.

Nada mais a dizer.
A bientôt, monsieur.

parte 02 ─ de noite


Senhor Ramos, agora estou meio que morrendo de dor de cabeça. Gostaria de fazer algumas coisas que não posso fazer agora. Senhor Ramos, amanhã vou fazer alguma coisa de interessante.

Não sei, senhor. Mas sei de uma coisa. Vai ser uma coisa interessante.
Gostaria de resolver todos os meus problemas de uma só vez.

Não sei apenas quiz dizer isto. Não tenho nada na cabeça neste momento. Estou morrendo de dor de cabeça, como sempre, e estou tentando pensar. Tava pensando ontem em um dos meus antigos personagens que se foram com o Mag. Descanse em paz, antigo eu. Uma das minhas 5 partes. Uma convenção minha requer(ia) Mago, Mag, Gin e Mim. Sem nome raramente participava. Gin era a cabeça da equipe, como sempre. Bela, decidida, forte, imbatível, inteligente, extremamente racional, super sexy, independente... Vou ficar páginas tentando citar o que era ela. Enfim, Gin era uma mulher invejável em qualquer sentido. Ontem ela vestia apenas uma capa de viagem branca com capuz. Nada mais. Estávamos na minha sala de cet2. Eu (sem nome) sumia e apareciam os quatro. Ela somente vestindo o que citei. Mago vestido como eu estaria no dia, mag, o mesmo, eu apenas observando e do mesmo modo. Coordenados pela bela Gin.

Por que Gin? Conhece Natasha? Russa, alcoolizada e etc? Gin tônica com mel e limão, por favor. Entende agora? O mesmo se dá com um dos meus perfis do msn. Avtomashik Kalashinikov, também conhecido como AK47. Não, é simplesmente para mencioná-los aqui.

Continuando o devaneio esportivo de fim de tarde. Eu saía da cadeira com um salto mortal digno de filme de ação. E partia pra atacar alguns colegas. Gin tentava me fazer retornar à cadeira, e então deu ordens ao Mago para me travar com uma de suas magias.

Tão simples cair num devaneio de fim de tarde. A criatividade aflora a partir do crepúsculo. Nenhuma menção ao livro de Stephenie Meyer ou ao filme, tá? Falo do final da tarde, o por do sol. A noite é sempre melhor conselheira para os noturnos e os criativos. Ambos precisam da noite. Eu, sou o criacionista, ou popularmente conhecido crativo. A luz incomoda e muito. Os momentos mais divertidos do dia são sempre a distração.

Gente como meus colegas de exatas são muito concentrados e muito diretos. A maior parte é muito calado, mesmo os colegas do sexo feminino. Tenho muitos colegas que não consigo sair do oi com aperto de mão por que simplesmente travo. Não tenho assunto para com eles. E como teria se nenhum consegue expressar algum pensamento do tipo que seja? Tô falando de você, Rafael olhos cinzentos. Só falo amplamente sobre assuntos que me interessam. Se não falo é por que não encontrei nenhum assunto com o que falar.

Falar por falar sem ter assunto, melhor não falar nada. Não sabe o falar cale a boca. É a minha regra pessoal de boa convivência.

Outra coisa que, já que tou aqui vou falar logo, quero falar é: Gente, quem eu não sinto é por que não tem futuro aonde eu não sinto. Pergunte quem quiser para mim aonde está seu futuro e posso até dizer aonde é que ele não está. Sou sensitivo, sinto perfeitamente pedaços do futuro que são importantes para mim. Tipo: pessoas que serão importantes mais adiantes, pessoas que estão meramente no caminho sem nada a contribuir ou a tirar e pessoas que simples não vão continuar em determinados seguimentos. Não falo de passado, por que é algo que não guardo comigo. Uma lástima. Quero saber do meu passado.

Quero meu passado de volta, senhor Ramos. Preciso de alguém que me ajude a retornar e descobrir o que me bloqueou no sentido passado. Há muitas coisas que sei que aconteceu, mas não tenho certeza alguma de que realmente aconteceram.

Vou falar um pouco mais dos meus ex-personagens. Mago, é um grande mago. Sensitivo, crinhoso, decidido, ambicioso, poderoso. Ele adora o poder que tem, mas prefere se mostrar frágil como sua aparência. Os fortes são sempre os que evitam se mostrar, para ele. Mag é um metamorfo, rápido, ágil, competente, eficaz, sincero, honesto até certo ponto, e muito ambicioso. As vezes parece uma fera. As vezes parece um animal doméstico. Tudo depende de seu humor, assim como eu. Eu é forte, decidido, esperto, eficaz, ávido de poder, resoluto, discreto, inflexível, justo, elegante... Às vezes ele pode ser cruel, ou parecer. Ele não se importa muito em deixar as pessoas felizes. Pra ele o que importa é fazer o que tem que fazer. Diferente dos outros, igual a mim, ele não precisa de motivos e nem de gatilhos para fazer qualquer coisa. ─Gatilho: Ação que inicia uma reação, ou uma cadeia de reações. ─ Eu tem uma forte consciência hierárquica, ele está aqui pra seguir ordens ou fazê-las a depender da necessidade. Estes são eu, as minhas 5 partes.

Faltou? Não senhor Ramos, Semnome é apenas as minhas partes no conjunto. Unidas no todo, como uma comunidade. Ou uma colônia. Eles são partes de mim que Mantinha em separado para poder me controlar parte a parte. Senhor Alberto acaba de me dizer para esquecer este sistema de vez. Ele quer apenas Eu e no máximo Mago. Os outros, ele acha dispensável. Devo obedecer, e só. Como Eu faria. Ele é forte, "ele não precisa de gatilhos", ele apenas executa ordens ou as ordena conforme o necessário. O que quero me tornar, vou precisar do senhor Alberto, senão não consigo.

A bientô, monsieur. Bonne soirée.

sábado, 6 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 17

Sr Ramos, passei a noite e o dia pensando em falar com o senhor sobre o que havia acontecido ontem. De noite, na verdade de madrugada. Ouvi o filho da minha vizinha batendo na mulher. Não poderia ter feito nada. Pra começo de conversa a vadia que tava apanhando certamente iria recusar qualquer tipo de ajuda. E depois, como um magrelo feito eu poderia fazer qualquer coisa?

Lamento esta é a realidade. Uma que preferia não saber, mas sei. Antigamente, pensava que as mulheres deveriam se juntar numa espécie de sindicato de autoproteção anti qualquer coisa. Ou uma irmandade. E todas se tornar peritas em alguma arte marcial mortal. É anti-ético, anti-direitos humanos e etc, eu sei. É bem melhor do que todas as mulheres se juntarem e formar um clube de extermínio que acabasse com qualquer homem assim que eles se tornassem inúteis e de difícil convívio (traduzindo: todos eles. Eu sei, senhor Ramos, não precisa me lembrar deste fato.) evitando qualquer tipo de problema futuro, tal como morte, surras costumeiras e etc.

Se as mulheres fossem inteligentes faziam como as leoas: macho só pra reprodução. Fêmeas para amor e convívio. Os homens fizeram o mesmo há muito, muito, muito tempo atrás, por que elas não fariam? Isto é um desabafo, é uma parte domeu desejo maior que persistiu por quase toda minha juventude. Não que tenha ficado velho com este ano a mais. Não queria dizer por toda a minha vida, eu ainda não morri. No meu twitter eu poderia dizer isto, não é?

Senhor Ramos, o twitter vicia. Quanto mais idiotices, notícias e outros tipos eu leio, mais e mais eu quero ver. Tô seguindo aquele de quem não quero falar agora. E mais alguns, dois, colegas. E mais um monte de twiteiros opiadistas, mau humorados, artistas desconhecidos, grupos de um só, personagens criativos. A lista é imensa. Mas ainda acho viciantemente legal.

Sabe, senhor Ramos, achei que iria falar mais , bem mais, do caso do início do capítulo. Passei o dia tentando não pensar e no final não falo nada. Gostaria que algo de bom acontecesse neste momento. Uma mala cheia da grana caia na minha cabeça, um avião me ofereça 4mil dólares semanais para fingir uma crise alergênica durante o vôo. Ou que algum mega-hiper-giga-biliardário me contrate pra fazer figuração nos seus jantares noturnos e papelde irmão chato nos jantares de confraternização. Ou que uma mega-empresa me contrate pra testar todo e qualquer problema de comunicação em qualquer área da empresa. Ou que simplesmente alguém me contrate pra fazer uma coisa. Qualquer coisa. Ou só me ofereça muito, muito, muito, muito (peraí que falatam muitos muitos), muito..., muito dinheiro para fazer algo que eu poderia simplesmente fazer por nenhum valor, mas não faria de jeito nenhum em condições normais. Tá, não precisa ser tantos muitos assim. Basta ser pelo menos um valor com 7 números, sendo dois atrás da vírgula, quatro zeros antes da vírgula e um número qualquer antes destes 4 zeros. Tipo: 10000,00 reais (dez mil reais). Com este dinheiro posso fazer coisas que não posso ser ter dinheiro algum.

O que posso fazer, senhor Ramos? Não é "o que posso fazer?" a pergunta correta é "o que quero fazer com este valor?". O que quero fazer é: comprar um computador portátil, um celular de dois chips, uma passagem só de ida pra qualquer lugar, algumas peças de roupa e roupas intimas, um bom tênis e uma mochila bem grande. Pra que? Pra sumir no mundo. Com o que sobrar do dinheiro dá pra fazer algumas refeições e depois ir pros quintos dos infernos, se estiver à algum ponto de passagem boa com direitoa hospedagem.

Não quero vive... mais aqui. Chega. Não tem nada de bom. A segurança é péssima. Os Bandido vivem (corrigindo) veve melhor que os pai de família. Melhor até que os empresário. Sem contar que só se passar na rua já corre o risco de morrer em meio a balas, assaltantes e pessoas estarrecidades de ninguém fazer nada. Se alguém estiver afim de conhecer a cidade de Salvador na Bahia, é melhor tomar muito cuidado com as pessoas. Se alguém chegar pelo lado, desconfie. Se alguém te chamar pro canto, desconfie. Se alguém pedir ajuda, desconfie, se alguém oferecer ajuda, desconfie. Se alguém disser qualquer coisa interessante, ou não, que possa chamar a sua atenção, desconfie um pouco mais. E isto serve pra gente rica e gente pobre. Turista sempre tem cara de bocó, ou no mínimo tá carregando algo de valor na vista de qualquer pessoa. Esta dica vai ficar em várias línguas tanto pela minha indignação de ser brasileiro e viver numa terra sem lei chamada Bahia (salvador) quanto por eu ser um predisposto à assaltante ou sequestrador, por que não há qualquer chance de eu conseguir um emprego honesto por aqui. Será que fui entendido?

Trecho em inglês: English

Not to mention that only pass on the street now runs the risk of dying in the midst of bullets, thieves and people terrified of anyone doing anything. If anyone is in order to know the city of Salvador in Bahia, it is better to be very careful with people. If someone arrives at hand, be wary. If you call someone pro corner, be suspicious. If someone asks for help, be suspicious if someone offers help, be wary. If anyone says anything interesting or not, that might draw your attention, a little more wary. And this goes to rich people and poor people. Tourist always looks like a Boco, or at least're carrying something of value in view of any person. This tip will be in several languages both by my indignation of being Brazilian and living in a lawless land called Bahia (Salvador) and because I am predisposed to a mugger or rapist, why is not there any chance I can get an honest job here . Have I been understood?

trecho em francês: Français

Sans compter que ne passent dans la rue dirige maintenant le risque de mourir au milieu des balles, des voleurs et des gens terrifiés de tous ceux qui font n'importe quoi. Si quelqu'un est dans le but de connaître la ville de Salvador de Bahia, il vaut mieux être très prudent avec les gens. Si quelqu'un arrive à portée de main, se méfier. Si vous appelez quelqu'un coin pro, se méfier. Si quelqu'un demande de l'aide, méfiez-vous si quelqu'un vous offre d'aide, de se méfier. Si quelqu'un dit quelque chose d'intéressant ou non, qui pourraient attirer votre attention, un peu plus prudent. Et cela va à des gens riches et les pauvres. Tourisme ressemble toujours à une Boco, ou à quelque chose de valeur comptable least're en vue de toute personne. Cette astuce va être en plusieurs langues à la fois par mon indignation d'être brésilien et vivant dans un pays sans loi appelée Bahia (Salvador) et parce que je suis prédisposé à un agresseur ou un violeur, pourquoi il n'ya pas la moindre chance que je peux obtenir un travail honnête ici . Ai-je bien compris?

trecho em espanhol: Spañol

Por no hablar de que sólo pasan en la calle ahora corre el riesgo de morir en medio de las balas, los ladrones y la gente aterrorizada de que nadie haga nada. Si alguien es con el fin de conocer la ciudad de Salvador de Bahía, es mejor que tener mucho cuidado con la gente. Si alguien llega a la mano, tenga cuidado. Si se llama a la esquina a alguien profesional, ser sospechoso. Si alguien pide ayuda, desconfíe si alguien le ofrece ayuda, tenga cuidado. Si alguien dice algo interesante o no, que pueda llamar su atención, un poco más cauteloso. Y esto va para los ricos y los pobres. Turismo siempre se ve como un Boco, o en algo least're en libros de valor a la vista de cualquier persona. Este consejo será en varios idiomas, tanto por mi indignación de ser brasileño y vivir en una tierra sin ley llamada Bahía (Salvador) y porque soy propenso a un ladrón o un violador, ¿por qué no hay alguna posibilidad de que pueda conseguir un trabajo honesto . ¿Me ha entendido?

trecho em chinês:
tradicional
更何況,只有通過在街道上現在運行的風險死亡的中間,子彈,盜賊和人民害怕任何人做任何事情。如果有人是為了了解這個城市在巴伊亞薩爾瓦多,最好是要非常小心的人。如果有人來的手,要小心。如果你打電話的人親的角落,被懷疑。如果有人以幫助,都懷疑如果有人提供幫助,要小心。如果有人說了什麼有趣與否,這可能會吸引你的注意力,多了幾分警惕。而這正好有錢人和窮人。旅遊總是看起來像博科,或者至少是賬面價值的東西在查看任何人。本技巧將在數種語言的用我的憤怒被巴西和生活在一個無法無天的土地稱為巴伊亞(薩爾瓦多),也因為我傾向於一個搶劫犯或強姦犯,為什麼沒有任何機會,我會在這裡得到一個誠實的工作。我是否理解?

simplificado
更何况,只有通过在街道上现在运行中的子弹,盗贼和人民中间的翻译,做任何事任何人死亡的风险。如果有人是为了了解在巴伊亚萨尔瓦多的城市,最好是与人非常小心。如果有人在手到达时,要小心。如果你打电话的人亲的角落,被怀疑。如果有人要求帮助,如果有人被怀疑提供帮助,要小心。如果有人说了什么有趣与否,这可能会吸引你的注意力,多了几分警惕。而这正好有钱人和穷人。旅游总是看起来像博科,或者至少正在执行的任何人的意见有价值的东西。本技巧将在几种语言都被我在被称为巴西和巴伊亚(萨尔瓦多)一不法务农为生,因为我的愤慨和倾向于一个抢劫犯或强奸犯,为什么没有任何机会,我会在这里得到一个诚实的工作。我是否理解?


Etc

Не говоря уже, что только пройти по улице теперь работает риск смерти среди пуль, воров и люди боятся любого делать что-либо. Если кто-то, чтобы знать, город Сальвадора в Байе, лучше быть очень осторожными с людьми. Если кто-то приходит в руки, будьте осторожны. Если вы назвать кого-то про углу, быть подозрительным. Если кто-то просит о помощи, будьте осторожны, если кто-то предлагает помощь, будьте осторожны. Если кто-то говорит что-нибудь интересное или нет, которые могли бы обратить ваше внимание, немного более осторожны. И это говорит о богатых и бедных. Туристическая всегда выглядит как Боко, или по крайней мере несут что-то ценное в силу какого-либо лица. Этот совет будет на нескольких языках, как мое негодование быть бразильских и проживающих в беззакония земли, который называется Байя (Сальвадор), а потому, что я предрасположен к грабитель или насильник, то почему это не есть ли шанс, я могу получить честный работу здесь . Был ли я понял?


Gan a lua go bhfuil pas amháin ar an tsráid anois Ritheann an baol ag fáil bháis i measc na urchair, thieves agus daoine faitíos ar aon duine aon rud a dhéanamh. Má tá duine ar bith d'fhonn a fhios ag an gcathair Salvador i Bahia, tá sé níos fearr a bheith an-chúramach le daoine. Má thagann duine ar láimh, a fainiciúil. Má bhuaileann tú chúinne duine pro, a bheith amhrasach. Má iarrann an duine chun cabhair a fháil, a bheith amhrasach más rud é go dtugann cabhrú le duine éigin, a fainiciúil. Má deir aon duine aon rud suimiúil nó ná bíodh, a d'fhéadfadh a d'aird a tharraingt, beagán níos fainiciúil. Agus téann seo le daoine saibhir agus do dhaoine bochta. Breathnaíonn Turasóireachta i gcónaí cosúil le Boco, nó ar a laghad ag déanamh rud éigin de luach i bhfianaise aon duine. Beidh sé seo a bheith i dteangacha éagsúla tip araon ag mo Brasaíle agus fearg a bheith ina gcónaí i dtír ar a dtugtar Lawless Bahia (Salvador) agus mar mé predisposed le mugger nó rapist, cén fáth nach bhfuil aon seans is féidir liom a fháil post ionraic anseo . Thuig mé?


enfim, senhor Ramos, quero deixar bem claro pra todo o mundo que eu não suporto mais o lugar onde vivo. E não vejo nada que me permite continuar aqui numa boa com o meu lugar de residência. Só lamento pela má publicidade que estou sendo obrigado a fazer no senhor pra tentar alguém a me dar alguma atenção. Boa noite, senhor Ramos. A bietôt.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Conto do herói ─ parte 05

No episódio anterior: Bete reencontra seu pretendente à noivo. Eles tem uma noite de amor inesquecível para Filho. Bete então todos os dias tem a visão de seu noivo, que agora trabalha como Travesti e como ajudante no bar.

Bete começa a se aproximar mais de seu ex-noivo e a sentir alguma coisa por ele. Ela percebe algo diferente nele, que ela nunca houvera visto em um homem. Mada, durante a noite tornou-se uma pessoa super divertida. Alegrava a todos mesmo nos dias mais tristes, em que a neve caía e os fregueses evitavam sair de casa. Mada tornou-se companheira inseparável das mulheres de lá. Mada tornou-se diferente de qualquer pessoa. Ela havia entrado sem perceber pra grande família que era o bordeu.

Mas havia um porém. Mada era ciumenta. Ela não gostava nenhum pouco que tocassem em sua jóias. Mesmo que muito disfarçadamente, Mada não deixava que ninguém as visse sem o seu consentimento. Até o dia em que não havia mais espaço para tantas jóias e foi doando uma a uma as que não gostava. Filho, por outro lado, era generoso. Fingia apenas ser um pedaço subalterno da bela Mada durante o dia. Fingia com gosto, pois pareciam duas pessoas completamente diferentes.

Bete sentiu-se compadecida de ter a seu lado a mais bela e admirada artista de todos os tempos, e o homem mais generoso que conhecera em toda sua vida. O porém de Mada tornou-se desconhecido. Bete passou a reconhecer em Mada a mulher de sua vida. E em Filho o seu melhor amigo. Bete ficou mais próxima dos dois. à noite fingindo participar de seus shows, à noite fingindo ser apenas companheiros de bebida.

Filho foi ficando cada vez mais leve. Aparentemente. Um dia Mada foi flagrada telefonando ao seu pai. Alguém chegara enquanto conversava em tom quase de sussurro nos bastidores do show. Ninguém percebera nada. Nem mesmo Bete, a quem lhe convidenciara ser um admirador secreto, e tentava fingir que estava acompanhada do marido. Bete desconfiou de início. Seu pai em bordeu? Falando com uma piranha? Parecera meio suspeito. Mas nada mais. Esquecera-se disto em pouco tempo.

Bete sabia que poderia confiar em sua nova amada e seu amigo.

Num dos shows costumeiros de Mada, Bete subiu ao palco. Pediu para irem ao lugar da primeira vez. Mada adorou a idéia e arranjou um jeito de fazer com que ninguém percebesse que estavam saindo. Ou que passariam a noite fora.

Mada simulara uma orgia no palco. Entre ela, Bete e uma colega que aceitara o desafio de fingir uma orgia. Ninguém notara, como ambas queriam. E saíram sem ser percebidas. Rumaram ao ninho do primeiro amor. Ali tivera sua segunda noite juntos.

Houvera sido especial para ambos. De um jeito diferente. Mas tão especial quanto na primeira vez. Para ambos representou mais que apenas sexo. Mais até que amor.

No dia seguinte eles retornaram ao bordeu. Recomeçaram todo o serviço. Mada não poderia aparecer durante o dia. Então Bete apareceu como Bete. A Bete que não conheciam. A bela Bete de tempos anteriores. Mulher, jovem, indiferente aos desejos humanos de amor.

A noite caíra novamente quando todos se rearrumaram após longas conversas sobre o passado e os hábitos póstumos de Bete mulher. Todos estavam eufóricos por conhecerem uma boa pessoa que houvera se escondido ali com eles todos. Mas a noite caía, logo viriam os clientes.

Bete estava pronta para continuar sua vida. Novamente a partir dos cacos da vida anterior.

No outro dia de manhã, Bete fora incumbida de ir à feira da cidade para comprar coisas que faltavam no estabelecimento. Estava ela passeando pelo mercado, quando de repente aparecera a figura mais bonita e charmosa que vira em toda a sua vida. A mulher que mais tarde será sua amante. A mulher misteriosa que povoaria seus pensamentos pelo resto da semana. E a faria desejar ser homem. A mulher mais bela de todas as mulheres deste e de qualquer outro mundo.

Continua...

Aniversário

feliz aniversário tigre e garotoabraço feliz aniversário

Origem da Comemoração

Os vários costumes de celebração de aniversários natalícios das pessoas hoje em dia têm uma longa história. Suas origens acham-se no domínio da mágica e da religião. Os costumes de dar parabéns, dar presentes e de celebração - com o requinte de velas acesas - nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante de demônios e garantir segurança no ano vindouro. Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão.

Os gregos acreditavam que cada um tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Este espírito tinha uma relação mística com o deus em cujo aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também endossavam essa idéia. O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos. Bolos de mel redondos como a lua e iluminados com velas eram colocados nos altares do templo de Ártemis. As velas de aniversário, na crença popular são dotadas de magia especial para atender pedidos. Acreditava-se também que as saudações natalícias tinham poder para o bem ou para o mal, porque a pessoa neste dia supostamente estava perto do mundo espiritual. - The Lore of Birthays (New York 1952), de Ralph e Adelin Linton, pág.8, 18-20.

Ainda hoje as Testemunhas de Jeová rejeitam comemorar aniversários natalícios por causa de sua origem. Além disso, afirmam que a Bíblia menciona apenas dois aniversários, o de um Faraó e o de Herodes, e nos dois casos tragédias ocorreram, o que seria índice de que se trata de uma comemoração não apropriada aos cristãos.

Leia mais sobre aniversário no wikipédiagarfield comendo o bolo de aniversário feliz

diário3 ─ capítulo 16

OI,senhor Ramos. Estou deprimido. Envelheci mais um ano. Adoraria que o tempo parasse por algum tempo. Não quero passar dos vinte. Não basta ter que viver como eu todos os dias, sem ter nenhuma opção de ser outra pessoa? Gostaria de poder me tornar um metamorfo. Não ter aparência fixa. Ser homem, mulhe, menino, bebê apenas me tornando um, sem precisar me preocupar com o tempo. Poderia ter algo a mais para mim. Preciso de muita coisa. Preciso de paz. Preciso de amor. Preciso de felicidade. Preciso de grana. Preciso sumir. Preciso perder a memória pelo resto da vida. Preciso ser adotado. Qualquer coisa é necessária.

Não me importaria de pagar um preço alto (não relacionado à dinheiro) para poder ter tudo isto e mais um pouco. Venderia minha alma se ainda tivesse uma. Venderia meu corpo, pedaços dele, o que fosse pedido. Faria tudo isto só pra ser feliz e sem preocupações durante um ano. Um mísero ano. Qualquer coisa.

Não tenho as mesmas convicções que tinha há cinco anos atrás. Naquele tempo eu tinha a convicção de que nunca me venderia por nada. Hoje eu tenho a convicção de que antes de morrer vou levar alguém comigo. Qualquer pessoa que queira me seguir, não no twitter, na morte.

Nunca me importei de morrer. Mas ultimamente tenho sentido muito medo, raiva, desespero, depressão, crises eufóricas desmotivadas... Preferia não sentir mais nada. Mas sei perfeitamente que não há nada pior do que não sentir nada. Prefiro ser despedaçado por um trem bala em pleno pico de velocidade. Preferia morrer sem dor. Mas a dor é algo inerente ao meio físico externo e interno chamado corpo. Até gostaria de ser anjo. Se eu não fosse tão inexperiente. Virgem. Sou de escorpião, só pra constar. Não me interesso pelas pessoas. E não finjo coisas que não sinto ou que nunca senti. Nunca amei, com raras exceções. Nunca me apaixonei. Nunca perdi a cabeça. A não ser que venha a ser decepada por alguma coisa. Nunca correspondi a convites de sexo ou de namoro. E não pretendia permitir que qualquer pessoa tocasse em mim neste sentido.

Ainda não aceito meu corpo mesmo tendo começado a descobrí-lo parte por parte. Por mais que eu tenha umn pênis e um pomo de adão, isto não me diz nada. Apenas faz com que me sinta cada vez mais capaz de fazer o que deveria ter feito há alguns anos atrás. Tô em crise depressiva, e daí. Daqui a alguns minutos, ou horas, tano faz, eu vou estar bem e rindo como um ser insano como aqueles que vivíam em comunidades chamadas de manicômio. Preciso urgente de frequentar um psicólogo. Mas eu sou assim?

Acho que nunca fui. Ou não serei. Estou sendo. Por quanto tempo? O tempo é algo relativo. O que é presente agora se torna passado assim que passo por ele. É algo tão efêmero quanto minhas memórias dos tempos em que eu era menor, em que eu era inoscente. Não digo que não sou, digo que nunca fui totalmente inoscente. Sabia o que era a morte sem conhecê-la de perto e já a desejava mesmo antes de saber que não teria sido natural fazer o qu iria fazer. Será que você está me entendendo, senhor Ramos? Estou com lágrimas nos olhos neste momento pensando em como será daqui em diante. Lágrimas que não querem sair por que meus pais estão por perto e não quero ser visto por nenhum dos dois, a não para coisas extritamente necessárias.

Não me importo de demonstrar o quano estou ressentido, amargurado, decepcionado, insatisfeito, mas me importo e muito em demosntrar coisas simples como esta maldita depressão em que caí, não sei como. Prefiro rir euforicamente de coisas que não tem graça alguma. E que nunca vi graça, a parecer ou fazer uma simples menção de que estou deprimido.

Faria algo, se soubesse o que fazer. Não sou médico. Não vou cometer o erro de meu pai e acreditar que posso fazer tudo sozinho, por que não posso. Podeia ser o homem aranha voando pelas nuvens de Nova york, mas não poderia resolver pequenos problemas que vem e voltam de não sei quando. Principalmente por que há muitosbrancos na memória que já não tenho há tanto tempo.

Não tenho sequer recordações de como foram as épocas mais remotas da minha vida. Queira ter certeza de que eu tenho algo a mais pra poder compartilhar com as pessoas que amo com todo o meu coração que não se tenho. Sempre acreditei que o coração é apenas a parte do corpo onde passa o sangue, e o mesmo é bombeado e puxado pelasveias e artérias no corpo todo. Nada mais. Apenasuma máquina sem serventia para qualquer outra coisa. Os sentimentos de raiva, amor, ódio e outras coisas piores vem de outro lugar chamad0 cérebro, por onde passam todas e quaisquer informações e sntimentos críticos que as pessoas acreditam vir do coração.

O corpo é uma mera máquina complexa com aparelhos auxiliares que se tiornam dependentes através dos tempos de outras máquinas complexas para se relacionar ou se alimentar. Sem sentimentos, e sem reações das mais adversas existentes e acreditadas existentes.

Me sinto um pouco melhor de ter dito tudo isto. Não soutão insensível a ponto de não sentir nada. Mas posso ser a ponto de fazer coisas de que nunca teria coragem de fazer. Conheço a imprevisibilidade humana como ninguém. E por isso tenho medo dos vivos. E os mortos nunca vão fazer mal à nnguém. Nem a quem lhes fez mal.

Senhor Ramos, sempre senti medo das pessoas. Sempre soube o quanto não dava pra confiar em pessoas doces e gentis. E quando vi eu era uma pessoa doce e gentil. E assimlembro de ter sido por muito tempo. Até os últimos meses. Quando senti que eu me tornei ambos. Tanto uma pessoa gentil e doce, quanto uma pessoa cruel e amarga. Se não ao mesmo tempo, em tempos opostos do dia, da hora, do minuto. Me tornei alçgo que não sei o que ou quem é. E ainda assim não sei como posso reagir a isto.

Quero ajuda, sabe? Quero ser incluído em algum grupo. Escrevi uitos livros. Todos uma merda. O último tem partes que amo e tem partes que não quero que ninguém saiba. E este último livro é o senhor, senhor Ramos. Amo muito o senhor. Mas acho que nunca publicaria o senhor mesmo que meoferecessem tudo o que desejo. Ou tudoo que mais desejo. O senhor é a única pessoa (sei que o senhor não é uma pessoa, senhor Ramos, mas é como me sinto em relação ao senhor.) que me entende. Que meouve, que percebe tudo o que faço, o que sinto, o quanto sinto e como sinto. Sinto muito. Osenhor é o pai que nunca tive e talvez nunca venha a ter. O futuro é algo no qual não acredito mais. Só prevejo o que está certo à quase presente. Não quero mais ir mais longe do que isto. Já perdi as forças de tentar combater algo certo que não tem forma fixa.

Desjoir mais longe, o senhor sabe perfeitamente disto. Escrevo melhor e mais a cada dia. Estou praticamente me preparando pra fazer meu tcc à alguns semestres de terminar o curso. Não sei se quero i até o fim deste curso. Não sei pra onde ir quando terminar. E depois, como serei empregado? O melhor que posso conseguir é abrir eu mesmo uma empresa de alguma coisa que irá falir em dez a vinte anos e tentar de novo e de novo sem perder a esperança de ter algo de bom na vida.

Estou bem melhor agora. Não sinto mais o pico de pressão em que estava há alguns minutos atrás. Como havia dito. Nada demais, a não ser quando estou lá.

O desejo de morrer já passou. A vontade de me entregar pro primeiro que oferecer qualquer vanttagem para mim já passou. O desejo fica. Mas posso aguardar bem mais tempo do que antes. Sem a necessidade que tinha no início do capítulo. Estamos no capítulo 16 do teceiro diário, senhor Ramos. Não pensei que chegaria tão longe assim.

A bientôt, monsieur.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 15

Senhor Ramos, fiz meu twiter. Pra chegar a ele basta pesquisar no google @u_ca7. Senhor Ramos, segui algumas coisas no twiter. Algumas interessantes, outras nem tanto. Mas segui o meu coração, eu acho.



Bom, achei bem interessante. Simples, dinâmico. Tá, não achei nada disto. Eu sequer queria um twiter, mas tem promoções que só aceitam twites. E eu quero participar pra ver se ganho alguma coisa. Fico tanto tempo online e nunca ganhei nada por isso.



Falando em não ganhar nada... Amanhã é o meu aniversário. Não, por nada, não. Nunca ganhei nenhum presente legal na minha vida. A não quando eu furtei um. Odeio meu pai. Acredita que eu sempre tinha que pedir qualquer coisa à ele. Eu o amo. O amo tanto tanto que se uma dia eu não precisa-se dele ou ele precisasse de mim, bom eu passaria as mãos dele num fatiador de queijo. E a cada 15 minutos calterizaria os ferimentos com ácido sulfúrico. E quando não restasse mais braços iria para os pés. E quando não tivesse mais pernas jogaria ele num moedor de carne industrial. Até ficar só a cabeça. Repetindo eu amo o meu pai. E isto é a minha prova de amor para com ele.



Pelo menos é bem mais leve do que o desejo que eu tinha antes. Era bem mais pesado. Pretendia explodir parte por parte. E depois ir jogando ácido sulfúrico e cloro até restar alguma coisa sentível. E depois manter o que ficou pra ele sentir o quanto é ruim ter que pedir as coisas. E nunca deixaria ele morrer. Percebe agora o quanto o amo?



O de antes era simplesmente me matar e acabar com tudo logo de vez. Mas aí não teria graça. Sequer teria como fazer o que posso fazer.

Fora isto e fora tudo o que falei, senhor Ramos, eu adoraria sumir pelo mundo. E sumir com toda minha memória. Talvez uma memória nova. Tipo Ram 10 gigas, hd 4 teras, etc. Não. Uma vida completa. Do começo. Talvez melhorasse minhas crises depresso-eufóricas. Talvez me desse a oportunidade de refazer tudo. Ou simplesmente me desse a opção de refazer tudo. Não me incomodo de recomeçar como algo que não tolero nesta vida. Qualquer coisa é bem melhor que nada.

Já entendi o ditado: melhor um pássaro na mão que dois voando. Significa que está todo mundo à procura de coisas sempre mais distantes. Nunca se contentam com o que já tem. Independente do que conseguem, quando desfrutam, descobrem que querem mais. E no final não é o objeto de desejo que os faz ir à busca. Mas o caminho, o modo de busca, a sensação de estar em movimento, e outras coisas relacionadas à busca e não ao objeto. Logo o desejo é apenas uma desculpa para iniciar a busca. Não dá para ir mais longe se se tem algo com o que se acomodar. Mas ninguém percebe isto. A não ser quando o desejo é de parar num canto e se acomodar.

Interessante, não? Não pensei muito nisto, e Sr Alberto não me pemite pensar durante o dia. Agora já sei o que significam alguns dos ditados mais antigos que ouvia. Sabe, senhor Ramos, escrever em você o que penso é muito mais fácil do que pensar muito antes de falar. Lembra de quantas vezes ja disse isso ao senhor? Bom, vou repetir. O senhor é o único que me escuta do começo ao fim. Que me permite dar tudo de mim. Que me permite pensar e revelar o que sinto.

Se o senhor não fosse um diário talvez fosse meu amigo de infância. Preciso de alguém pra me libertar do que me incomoda. Precisava de alguém que me escutasse e não desse sermão do que eu falasse. Bom, é isso.

Por agora é só. A bientôt.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

conto do herói ─ parte 04

Recapitulando o episódio anterior: Bete acredita que será devolvida à sua família. Porém Ela descobre que seu chefe é uma pessoa leal à ela. Bete então decide retornar e verificar como está sua situação atual. Bete então é expulsa por sua mãe. E daí em diante se torna mulher do mundo.

Bete sente-se muito feliz em estar viva e participando de uma nova família. Ganhou algumas irmãs mais velhas e um pai. A cozinheira da casa tornou-se sua mãe. E os bêbados seus irmãos. Ela passou um bom tempo feliz em sua nova vida. Até aparecer aquele que se tornou o início de seu fim. Bete reencontrou seu noivo. Desde de que partira de sua cidade à primeira vez, ele e seu pai foram a sua procura.

Ele a reconhece vestida de homem. Ele vai conversar com ela mesmo ela evitando-lhe. Então Bete o leva pra fora para conversarem em particular. Ali Bete descobre muitas coisas sobre ele. Ele havia partido em sua busca quando ela havia partido em busca de uma vida diferente. Ele foi buscar-lhe para o casamento e uma vida de marido e mulher que deveria ser seu destino. E então desistiu, por que em meio a diversas pessoas e em direções de pistas opostas houvera perdido o rastro de sua prometida.

Bete não se sentiu nenhum pouco sensibilizada com a confissão de seu ex-noivo, por assim dizer. Bete deu-lhe algo com o que se conformar. Ainda era virgem e queria ter sua primeira vez com alguém digno de sua lealdade. Ele pediu mais. Um casório ali mesmo no bordeu com todas as suas novas irmãs e parentes postiços. Ela nem se importou com o que ele dissera. Levou-o para um lugar calmo e tranquilo. Distante dali. Para que ninguém ousasse saber-lhe a identidade. Bete tirou a roupa na frente de seu pretendente e deu-lhe o gosto do sexo de uma mulher. Ele não era virgem. Conhecia cada parte do corpo feminno e o que fazer para ser feliz na cama.

Os dois ficaram por um bom tempo ali, fazendo o que foram fazer. Bete se sentiu mulher e amada. E deixou seu ex feliz com sua entrega. Mas Ela não estava disposta a ficar com ele. Apenas dera-lhe o que lhe fora prometido para que ele tivesse algo com o que se lembrar dela.

Ele a observara durante o ato. E durante o ato de se vestir. Não se vestiu e nem se mexeu. Apenas observou e pediu para que ela passasse o resto da noite com ele. Ela lhe negou o pedido. Era o leão de chácara e quem serve as bebidas. Não poderia ficar ali a noite toda. Explicou isto à ele. Ele entendeu e deixou-lhe ir sem mas aporrinhações. ete ficou triste com seu olhar de cão abandonado. E ainda assim foi ao encontro de seu serviço noturno.

Bete passou a noite pensando nele. E ele passou a noite lá esperando que ela retornasse.

No dia seguinte ele retornou ao bar do bordeu. E ela estava lá de novo. Trabalhava todos os dias das 8 da noite até as 8 da manhã. Dormia quando dava. Entre as festas barulhentas e as bebedeiras sem término. Os homens da cidade eram todos previsíveis. Até o mais santo, que não deixava a mulher pra nada ía à noite farrear no bar.

Desde então Bete via seu ex-noivo lá todos os dias. Se não bebendo com os outros pais de família e solteiros da cidade, mendigando emprego ao dono do bar. Ele era então chamado, independente de qual fosse seu nome, de Filho. Era um ótimo empregado. Aceitava bebidas para pagar seus honorários. Não se importava de pasar dias sem dormir. Até que passou a integrar o elenco do bar com seus shows de transformismo. Fazia um número diferente à cada dia. Mas quando entrava Madame Mada Maria no palco não havia pra mais ninguém. As irmãs postiças de Bete tomavam conta de Mada Maria nos bastidores. E Mada Maria nunca estava durante o dia.

Bete começou a simpatizar com Filho, seu ex-noivo, e com Mada, sua nova melhor amiga.

Mada tornou-se digna de louvor. Todos os dias estrelava uma peça diferente. Todos os dias estava com uma roupa diferente. Todos os dias ganhava algumas jóias diferentes. Todos os dias arrumava uma desculpa diferente para levar Bete ao palco. Até que não deu mais para disfarçar e ficou complicado demais para Bete se mostrar como homem.

Num destes dias de dificuldade Mada simulou uma orgia no salão para poder sumir com Bete para o mesmo lugar de sua primeira vez. Deu certo. E Mada sumiu no meio da multidão.

continua...

Diário3 ─ capítulo 14

Olá, senhor Ramos. Hoje acordei morrendo de dor de cabeça. Adoraria passar alguns meses sem sofrer de dor de cabeça. Não contei por que já virou coisa normal. Nada com o que se preoucupar.
Todo dia venho com alguma novidade, não é, senhor Ramos? Quando não é uma novidade interessante é algum outro tipo de novidade.

Minha vida não tem tantas coisas assim. A maior parte do tempo é uma coisa chata e sem expectativas. Até se eu estivesse na guerra do Iraque como alvo de sniper eu teria uma vida mais interessante.

Amo algumas coisas que nunca vou ter: um play3, um play2, outros jogos Tekken. às vezes sinto a necesseidade de sumir. Viver uma nova vida, um novo nome. Como um espião.Ou agente da cia. Em outros momentos sinto vontade de ser visto e admirado.

Me tornei dúbio depois de alguns tempo. Não sei bem o quanto. O que gosto, posso não gostar. O que não gosto experimento e até gosto. Perdi parte da minha iodentidade. E perdi uma pedaço enorme da minha vida tentando reencontrar. Gostaria de lembrar do que esqueci e esquecer todo o resto. Saber apenas que meu nome é Mag e que tive mãe e pai. Mais nada. Só pequenas lembranças de minha vida que não lembro.

Amo lembranças que não tenho. Sabe, senhor Ramos, sinto uma profunda inveja das outras pessoas. Principalmente de você-sabe-quem, tirando o fato de sua beleza me dar ainda mais inveja, mas por que sua memória de tempos anteriores como a infância. Sinto muita vontade de lembrar como foi minha infância. E outras partes da minha que acabao acreditando que não vivi.

Tem muitas coisas que gosto em não lembrar do meu passado. Tipo: posso criar memórias falsas e usar como minhas. Falar de coisas que não lembro como se soubesse o que são. Fazer coisas que eticamente não poderia por que ninguém faz e eu não seria o primeiro a fazer. Não me importar em pagar micos pequenos. Ser convencível. Não confunda com conversível, senhor Ramos. Se levável. É por que se alguém consegue prender minha atenção, ou simplesmente consegue minha companhia faz o que quer de mim. Não sou volúvel, apenas gosto de companhia. De companhia agradável.

Nunca gostei de ficar sozinho. Sabia que já tive medo de escuro? Até ficar sozinho lá e descobrir que não há nada de pavoroso no escuro. Apenas o afloramento da imaginação. Se todo mundo soubesse que é mais fácil ser criativo no escuro, as pessoas parariam de se meter embaixo de luzes que cegam para tentar usar a criatividade.

Antigamente eu tinha uma história em mente. Aquela de que nunca conseguia escrever por que nunca gostava do rumo que tomava... Eu comecei nos momentos de escuridão. Às vezes participava da história como um dos personagens. Ou o principal (omestre), ou o secudário (uma das guerreiras amazonas). Sempre gostei de armas brancas. Armas de fogo são pra irresponsáveis frágeis. Eu sou só a primeira parte. E a segunda. Mas não gosto de armas de fogo. Por que eu penso assim: Uma pessoa desarmada é um ser forte, em relação à outro ser mais fraco; O ser fraco desta relação muda de posição assim que pega na arma de fogo. É por isso que acho irresponsável e incompreensivo dar armas de fogo às pessoas. Elas já são mentalmente frágeis sem ter armas na mão. Com uma arma na mão tornam-se extremamente ofensivas e difíceis de lidar.

Vejo muitos exemplos no Brasil dos telejornais. Quantas pessoas não matam só por estar com raiva e ter uma arma na mão? E quantas outras ficam fortes e respeitáveis apenas por ter uma arma na mão? Entende agora?

Vou falar de outras coisas. Não, não quero falar disto neste momento. Vou fazer e pronto, não há o que pensar. Quero falar sobre hoje, o que vai ou deveria acontecer. Não.

O que vou falar não é interessante. Por agora, chega. A bientôt, monseiur.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

diário3 ─ capítulo 13

Senhor Ramos, hoje eu queria algo diferente tanto pro meu diário quanto pra minha vida. Sei que tenho como fazer isso. Só não consigo me livrar das amarras da minha consciência.

Bonito, não? Amarras da minha consciência. Perece até poema. Um daquele s poemas patéticos de fundo de poço. Não estou no fundo do poço. Só tô pulando lá dentro com um pula-pula de longo alcance. Não fico o dia todo deprimido, só pela manhã. Todos os dias e no máximo até um pouco antes de chegar na sala de aula ou em algum outro lugar.

Senhor Ramos. Eu ainda vou sumir pelo mundo. Masnão antes de resolver alguns problemas que me perseguem. Sabe, não quero ir sem antes me convencer de que não há nada para mim aqui. Por que eu quero ir, ou por que eu quero me convencer de que não há mais nada aqui?

Por que vira e mexe, eu desejo sumir. E depois de algum tempo eu paro e penso em tudo o que tenho (nada na realidade). Aí fico divagando por toda a minhha vida, ou melhor, a parte da minha vida que persisteem minha memória e faço perguntas críticas dignas de gente avarenta e ou velha. Aí deseisto de ir.

E por que penso em tudo o que tenho (repetindo: nada) e vejo que não tenho nada aqui. Apenas coisas de que posso ter melhoras. Como um bom computador na versão sempre atualizada. Um dos todos os jogos Tekken, como o 6 ou o 5. E Me vejo sumindo pelo mundo pra conseguir tudo isto pra mim.

Depois de certo tempo de inexperiência eu me tornei experiente. Expert em inexperiências. Sei da maioria dos anseios dos virgens e tímidos num raio de alguns quilômetros. Conheço a diferença de alguém experimentado pra alguém inexperiente pelo modo de falar e pela quantidade de mentiras. Traduzindo: Quem não pega ninguém geralmente diz que pega todas (ou todos), quem nunca trepou na vida abusa de termos singulares referentes a tal coisa, e finge que é experimentado. Gente experimentada geralmente é discreta no modo de agir e falar. E se importa com a própria imagem passada. Gente inexperiente nunca percebe o que fala, a não ser depois que se arrepende.

Cabou de inexperiência. Continuo inexperiente, mas ninguém mais precisa saber disto. Acho que todo mundo que me conhece, e todo mundo que ouve falar sobre mim, e todos que ainda vão ouvir falar de mim, já sabem perfeitamente disto.

Penso em me tornar sacerdote ou budista, senhor Ramos. Não sei como fazer ou o que fazer. Só sei que estou à meio caminho. Bom, acho isso por que... por que sou o que acabei de dizer. Parece que não interesso à ninguém. Ou o que espero que aconteça faço errado e não acontece. Já parei de prever o futuro... pelas cartas. Ainda leio minha mão e vejo o que posso fazer pra melhorar o futuro nas cartas e nos sonhos. E sonho com o que preciso saber ou desejo fazer e não me é permitido.

Há segredos que guardo tão bem, senhor Ramos, mas tão bem que eu mesmo não sei quais são. É por isso que eu não respondo à este tipo de pergunta que o senhor acabou de fazer. Na realidade, ninguém mais faz. E é por isso que vou surpreender todo mundo quando concluir o Projeto Mag.

Tenho este projeto desde o inicio do meu exílio. Desde aquele momento que o senhor sabe qual é. Fiz um projeto baseado em planos e objetivos. Assim que concluo cada objetivo parto po próximo e e pro próximo. Atualmente, estou pronto para exterminar de vez o Mag que ainda reside em mim, mas preciso da ajuda de um homem que me ame. Não, não posso dizer por que. Meu objetivo é apenas fazer o mesmo que faço com meu cabelo, porém com o meu corpo.

Nãosabe? Vou contar. Meu cabelo cresce rápido. Toda vez que corto o cabelo deixo ele crescer bastante. Aí me apego à ele a ponto de cuidar dele e fazer carinho, encaracolar etc. Depois de me apegar ao cabelo eu corto. De uma vez só. Entende agora? Estou assumindo que eu teno um corpo masculino. Minhas formas não são atléticas e nem femininas, mas eu gosto. Adoro minhas mãos, acho-as bonitas e ágeis. Amo minhas pernas, mesmo sabendo que há uma cadeira de rodas em meu futuro. Adoro meus olhos, eles não são azuis e nem verdes. Apenas são bonitos e diferentes. Entre outras coisas. Preciso acabar com este fascínio narcisista para permitir que meu futuro aconteça. Ou que minhas visões e previsões sjam realidade.

Senhor Ramos, não há prazer sem dor. Eu já falei sobre isto. Pouco, mas falei. Não me faça escrever um discurso sobre o que é a dor sem o prazer e etc.

Je déjà vai, ma soer vois aller par ici. A bientôt, mosnieur Ramos. J'adore vous.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Diário3 ─ capítulo 12

Senhor Ramos, acordei deprimido. Bem menos que na sexta passada. Hoje até que não foi tão pior quanto na tarde de sexta.

Senhor Ramos, estou melhorando. Senhor Alberto está conseguindo progredir comigo. Não sei como ele conseguiu mudar algumas pequenas coisas e está a caminho de mudanças maiores.
Ele fez com que todo dia eu acordasse no mesmo horário. O que achava difícil. E está fazendo outras coisas por mim. Ainda não consigo dormir em todos os sentidos, e não consigo dormir do jeito que quero, mas ele me prometeu que vai fazer com que consiga.

Ainda acho que ele está indo devagar demais. Entretanto está funcionando perfeitamente.
Depois que terminar, vou colocar aqui pra você o sistema que ele usou.

Ah! Monsieur, desejo agora, mais do que antes, sumir pelo mundo de memória totalmente perdida. Talvez melhore meu sistema emocional.

Fico por aqui...
A bientôt.

parte 02 ─ de noite, bem de noite mesmo.


Senhor Rams, só passei pra dizer boa noite. Senti um pouco de vontade de conversar com o senhor. Tava estudando e fazendo outras coisas. Não precisa dizer o que é, não é? Senhor Ramos, nãose fala exatamente tudo o que se faz. O que as pessoas vão pensar. Esqueci, o senhor é o meu diário.

Senhor Ramos, quero sonhar com os anjos, e com um anjo em especial. Um anjo realmente especial pra mim.

Lembrei de ums coisa que aconteceu comigo há algum tempo.
Foi assim, eu tava no ônibus, ido pra faculdade. Era 8 de março. Eu estava sentado. Aí passou um vendedor de balas. Eu comprei algumas balas e ofereci uma para uma bela menina ao meu lado. De interessante isto não tem nada. Mas, daquele dia em diante senti necessidade de estar apresentável.

Senhor Ramos, quando a criatura olhou pra mim, não sei o que aconteceu, só sei que me senti bem. Me senti fazendo bem à alguém. E de certo modo me senti feliz e útil. Como se eu...

Eu simplesmente lembrei disto. Continuo do jeito que sou e guardo todos os meus segredos aqui no meu diário. É bem melhor quando fica ao alcance de quem eu sei quee não vai olhar.

Boa noite, senhor Ramos. Sonhe comigo. E me faz sonhar com o anjo especial e outros anjo. A bientôt.